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·28 de setembro de 2026
20 anos depois, Bilic recomeça trabalho na Croácia... Com o mesmo protagonista

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O dia era 16 de agosto de 2006, portanto há mais de 20 anos atrás. O jovem Slaven Bilic iniciava seu primeiro trabalho como treinador, na seleção que representou em campo em uma Copa do Mundo, e Luka Modric marcava o gol da vitória sobre a Itália, campeã do mundo meses antes, em Livorno. No fim de semana, Bilic fez sua reestreia na seleção croata, com vitória sobre a República Tcheca, e gol do mesmo Modric, que se recusa a envelhecer.
Em "Cem Anos de Solidão", de Gabriel García Márquez, a anciã Úrsula percebeu eventualmente que o tempo não passava, mas dava voltas redondas, ao viver situações como se fossem Déjà vu. Bilic talvez tivesse a mesma impressão no fim de semana.
Luka Modric parece ter feito um pacto tal qual Dorian Gray em O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wild, pela juventude eterna. Aos 41 anos, o meia segue decisivo por sua seleção, que já defendeu mais de 200 vezes, e importante para o Milan.
Modric já havia disputado a Copa de 2006, fazendo parte de uma era pré-Bilic, e depois seguiu como referência após a saída do técnico, em 2012. Maestro do meio campo croata, Modric levou o país a uma final de Copa, em 2018, e uma semifinal, em 2022. Se despediu dos Mundiais em 2026, em Toronto, contra Portugal de Cristiano Ronaldo, que também fez o tempo parar, embora já com menos protagonismo hoje na seleção lusa (e o jogo contra a Noruega provou isso).
Ao mesmo tempo que busca renovar a seleção, Bilic deixou claro que seguirá dependendo dos veteranos e não forçará uma mudança brusca.
"Não há necessidade de forçar esse processo (de renovação), e não vamos forçar, mas vai acontecer no futuro. Os melhores jogadores vão jogar pela seleção, esse é o único critério", garantiu.
Contra a República Tcheca, o meio-campo croata teve Petar e Luka Sucic, de 22 e 24 anos, respectivamente, ao lado de Kovacic (23) e Modric. Perisic, vice-campeão do mundo com Kovacic e Modric em 2018, também foi titular.
Martin Baturina, de 23 anos, é visto como um sucessor de Modric pela imprensa local, mas Bilic o vê como um jogador que pode atuar mais da ponta para o meio, o que alteraria a estrutura da equipe. Hoje no Como, o jovem croata começou no Dinamo Zagreb e é justamente uma das grandes esperanças de renovação no meio-campo croata.
Modric não colocou uma data para se aposentar, nem da seleção e nem do futebol. E Bilic, que foi fundamental para sua sequência no grupo nacional, tampouco. Tudo sem pressa. Já que o tempo passa, mas nem tanto.







































