Território MLS
·30 de setembro de 2026
Estados Unidos viram sobre o Chile e vencem por 4 a 2 em St. Louis

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Sebastian Berhalter voltou a marcar e dar assistência, Julian Hall fez seu segundo gol pela seleção e Mathis Albert entrou para a história no fim da partida
Os Estados Unidos venceram o Chile por 4 a 2, nesta terça-feira (29), no Energizer Park, em St. Louis, e chegaram à segunda vitória seguida nesta Data FIFA. Sebastian Berhalter, Julian Hall, Chris Richards e Mathis Albert marcaram para a equipe de Mauricio Pochettino, enquanto Diego Ulloa e Maximiliano Gutiérrez fizeram os gols chilenos.
Depois do 4 a 1 sobre o Peru, Pochettino voltou a rodar bastante o elenco. O treinador fez dez mudanças entre os titulares, manteve apenas Gio Reyna e colocou em campo uma equipe com média de pouco mais de 23 anos.
O Chile criou a primeira oportunidade logo aos dois minutos. Maximiliano Gutiérrez recebeu uma bola nas costas de Frankie Westfield, que tropeçou na tentativa de acompanhar o atacante. Gutiérrez ganhou espaço pela esquerda, cortou para a direita e finalizou de fora da área, mas Chris Brady fez a defesa sem dificuldades.
Os Estados Unidos responderam pouco depois a partir de uma recuperação de Sebastian Berhalter no campo ofensivo. Antonee Robinson encontrou Adri Mehmeti pela esquerda, a jogada passou por Gio Reyna e terminou com um passe buscando Julian Hall dentro da área, mas Lawrence Vigouroux saiu bem do gol.
O Chile começou a encontrar espaços principalmente aproveitando erros americanos na construção. Aos sete minutos, uma tentativa de quebrar as linhas com um passe pelo meio foi interceptada e Maximiliano Gutiérrez rapidamente acionou Darío Osorio, que tentou encontrar Ben Brereton dentro da área.
Aos 13, Gio Reyna sofreu uma falta próxima da área e, na cobrança, Miles Robinson ganhou pelo alto, obrigando Vigouroux a fazer uma grande defesa.
Pouco depois, o próprio Miles errou um passe procurando Antonee Robinson. Felipe Faúndez interceptou e rapidamente encontrou Osorio, que finalizou de canhota para defesa tranquila de Brady.
O jogador do Chile voltou a aparecer depois de outro erro americano. Osorio recebeu com espaço, passou pela primeira pressão e ajeitou para a canhota, finalizando perto do gol.
Aos 18 minutos, os Estados Unidos construíram uma de suas melhores oportunidades. Antonee Robinson encontrou Berhalter entre as linhas, e o meio-campista colocou Julian Hall cara a cara com Vigouroux. Hall tirou do goleiro, mas perdeu o controle da finalização e desperdiçou uma chance enorme.
O Chile continuou encontrando espaços pela esquerda, principalmente com Gutiérrez, e voltou a assustar aos 21, quando Darío Osorio cobrou um escanteio fechado e obrigou Brady a afastar de soco para evitar o gol olímpico.
Aos 30, Reyna tabelou com Sergiño Dest e encontrou Hall dentro da área. Mesmo com pouco ângulo, o atacante conseguiu finalizar e obrigou Vigouroux a trabalhar novamente.
Na sequência veio o melhor momento chileno no primeiro tempo. Víctor Méndez recuperou uma segunda bola e a jogada terminou com Nils Reichmuth atacando o espaço nas costas da defesa. Brady demorou para sair do gol e permitiu a finalização, mas se recuperou no próprio lance com uma grande defesa.
Pouco depois, Ben Brereton acertou o travessão com uma finalização forte. Na jogada seguinte, Miles Robinson errou novamente na saída, Osorio interceptou, trouxe para a canhota e mandou na trave.
Mesmo no melhor momento do Chile, foram os Estados Unidos que abriram o placar. Aos 37, Gio Reyna encontrou Sergiño Dest pela esquerda. O lateral atacou a marcação e colocou a bola rasteira na área. Julian Hall deixou passar e Sebastian Berhalter apareceu de frente para o gol, finalizando no canto esquerdo para fazer 1 a 0.
A vantagem não chegou ao intervalo. Aos 46, Osorio cobrou outro escanteio fechado e Brady afastou de soco, mas a bola permaneceu dentro da área. Depois de uma sequência de disputas praticamente em cima da linha, Diego Ulloa ficou com a sobra e marcou o empate chileno.
Logo no começo do segundo tempo, o Chile virou. Westfield tentou cortar uma bola pelo alto, mas errou o cabeceio e deixou Maximiliano Gutiérrez atacar o espaço pela esquerda. Berhalter precisou recompor por trás, Gutiérrez cortou para a direita e acertou uma finalização precisa no canto de Brian Schwake, que havia substituído Brady no intervalo.
A resposta americana foi imediata. Aos 51, Brooklyn Raines encontrou Dest, que abriu para Gio Reyna. O meia colocou um bom cruzamento na área e Julian Hall subiu para cabecear e fazer 2 a 2, marcando pelo segundo jogo consecutivo com a seleção principal.
Cinco minutos depois, a pressão alta quase gerou mais um. Hall incomodou Iván Román na saída, o defensor afastou mal e Reyna encontrou novamente o atacante dentro da área, mas a finalização saiu muito por cima.
Pochettino então praticamente refez todo o setor defensivo. Alex Freeman, Tyler Adams, Chris Richards, Auston Trusty e Malik Tillman entraram nos lugares de Westfield, Mehmeti, Neil Pierre, Miles Robinson e Dest.
Freeman rapidamente entrou no jogo. Depois de receber pela direita, foi para cima de Gutiérrez, passou pelo marcador e cruzou para Berhalter, que tentou finalizar dentro da área, mas teve o chute bloqueado.
Aos 66, Berhalter voltou a encontrar Freeman, agora mais por dentro. O lateral avançou e bateu de fora da área para uma ótima defesa de Vigouroux.
Os Estados Unidos continuaram pressionando e chegaram à virada aos 72. Antonee Robinson havia acabado de obrigar Vigouroux a espalmar para escanteio e, na cobrança, Sebastian Berhalter colocou a bola na cabeça de Chris Richards, que subiu livre e fez 3 a 2. Berhalter chegou assim ao segundo jogo seguido nesta janela com um gol e uma assistência.
Na sequência, Damion Downs entrou no lugar de Reyna para jogar justamente no estádio do St. Louis CITY, seu clube, enquanto Mathis Albert substituiu Julian Hall.
O Chile ainda tentou responder. Antonee Robinson escorregou no campo de defesa e Vicente Pizarro aproveitou a sobra para finalizar de longe, mas Schwake fez uma defesa segura. Pouco depois, outra cobrança fechada de Osorio obrigou o goleiro americano a trabalhar.
Aos 83, Cavan Sullivan entrou no lugar de Berhalter e teve bons minutos. Em uma de suas primeiras participações, recebeu de Albert pela esquerda, passou pelo carrinho de Paulo Díaz e entrou na área antes de cruzar rasteiro, mas Vigouroux interceptou antes que Tillman chegasse.
Já nos acréscimos, Cavan recebeu ainda no campo de defesa, avançou em velocidade, passou por marcadores e tentou encontrar Tillman. O passe foi interceptado, mas a sobra ficou com Damion Downs, que acertou a trave.
O quarto gol saiu aos 93. Antonee Robinson cobrou uma falta no segundo poste, Auston Trusty ganhou pelo alto e devolveu para o meio, onde Mathis Albert apareceu para completar e fechar a vitória por 4 a 2.
Aos 17 anos, Albert se tornou o jogador mais jovem da história a marcar pela seleção principal dos Estados Unidos.
A partida ainda terminou em clima quente. Houve uma discussão entre jogadores das duas equipes nos acréscimos, a situação chegou a esfriar antes do apito final e voltou depois que o árbitro encerrou o jogo.
Sebastian Berhalter — Pelo segundo jogo consecutivo, foi o principal destaque dos Estados Unidos. Depois de entrar contra o Peru e terminar com um gol e uma assistência, começou como titular diante do Chile e repetiu exatamente os mesmos números. Abriu o placar, colocou o escanteio na cabeça de Chris Richards para o terceiro gol e ainda criou uma grande chance para Julian Hall no primeiro tempo.
São dois gols e duas assistências em dois jogos nesta Data FIFA. A bola parada já é uma característica conhecida, mas Berhalter também está aparecendo muito bem em movimento, seja quebrando linhas com passes, chegando à área ou finalizando de média distância. Hoje é muito difícil justificar um time titular dos Estados Unidos sem ele.
Mathis Albert — Jogou pouco e fez muito. Entrou aos 71 minutos, teve quatro finalizações, criou uma chance e marcou o gol que fechou a vitória. Já havia entrado bem contra o Peru, quando sofreu o pênalti do segundo gol, e voltou a mostrar muita personalidade.
Aos 17 anos, Albert ainda saiu de St. Louis com um recorde: tornou-se o jogador mais jovem a marcar pela seleção principal dos Estados Unidos.
Darío Osorio — Como de costume, foi um dos melhores jogadores do Chile. Já havia criado problemas para o Canadá e voltou a ser o principal nome ofensivo da seleção, atacando espaço, conduzindo em velocidade e também sendo perigoso nas bolas paradas.
Lawrence Vigouroux — Tomar quatro gols obviamente pesa em qualquer avaliação, mas o placar poderia ter sido maior sem ele. Vigouroux fez boas defesas em momentos importantes, inclusive em finalizações de Miles Robinson, Alex Freeman e Antonee Robinson, e repetiu a boa atuação que já havia feito contra o Canadá.
O 4 a 2 foi um teste bem mais interessante do que a vitória sobre o Peru. O Chile conseguiu machucar os Estados Unidos, acertou duas bolas na trave ainda no primeiro tempo, virou a partida no começo do segundo e obrigou o time de Mauricio Pochettino a buscar uma resposta que não havia sido necessária em Orlando.
E os casos de Frankie Westfield e Neil Pierre ajudam bastante a explicar para que servem esses amistosos.
Os dois tiveram dificuldades, mas não necessariamente quando a situação virou um duelo puro. No um contra um, a qualidade técnica e física aparece. Pierre tem tamanho, força e consegue competir muito bem pelo chão e principalmente pelo alto. Westfield também é bom individualmente na marcação e tem qualidade com a bola.
O problema apareceu mais em posicionamento, movimentação e leitura de jogo. Nesse nível, tudo isso requer um nível maior do que o apresentado na MLS.
Westfield sofreu bastante por isso. O segundo gol nasce depois de um erro dele pelo alto, e desde o começo Gutiérrez conseguiu explorar seu lado. Também existe uma questão de função: com Sergiño Dest jogando mais adiantado pelo mesmo corredor, Westfield perdeu boa parte da liberdade ofensiva que costuma ter no Philadelphia Union.
Pierre também sentiu o aumento de nível. Sua capacidade física continua evidente, mas alguns lances mostraram uma velocidade de jogo diferente daquela que ele encontra normalmente na MLS.
E está tudo bem. Os dois têm 19 e 18 anos e não foram chamados porque obrigatoriamente precisam estar nas próximas grandes convocações da seleção principal. Essa janela serve justamente para aproximá-los do nível, entender onde estão e depois decidir se continuam no grupo ou retornam às seleções de base para seguir o desenvolvimento.
Hoje, depois de dois jogos, parece natural imaginar Pierre e Westfield voltando a esse processo. Isso não é uma reprovação. Principalmente no caso de Westfield, a concorrência direta tem Sergiño Dest e Alex Freeman, que novamente entrou muito bem e hoje está em outro estágio dentro da seleção.
Com Miles Robinson, a análise é diferente. Aos 29 anos e com mais de 40 partidas pela seleção, não existe o mesmo argumento de adaptação. Ele voltou a cometer erros graves na saída, entregou duas bolas perigosas ao Chile e não passou segurança.
A mudança depois das substituições foi grande. Chris Richards e Auston Trusty deram outro nível à defesa, enquanto Freeman entrou muito bem pela direita. Richards ainda marcou o gol da virada, Trusty deu assistência e deixou ainda mais evidente a diferença entre os defensores já estabelecidos e aqueles que Pochettino está testando.
Outro jogador que aproveitou bem a oportunidade foi Brooklyn Raines. Ficou em campo durante os 90 minutos e fez uma atuação muito segura. Não precisou aparecer com jogadas espetaculares, mas protegeu bem a bola, ajudou a organizar o meio e conseguiu sustentar uma partida bastante aberta.
Julian Hall marcou novamente e agora tem dois gols nos dois primeiros jogos pela seleção principal, um início excelente para um atacante de 18 anos. Ao mesmo tempo, perdeu duas chances muito claras, principalmente aquela em que ficou cara a cara com Vigouroux no primeiro tempo. É algo para evoluir, mas também faz parte do processo de um jogador tão jovem.
Cavan Sullivan também mostrou uma evolução em relação à estreia. Contra o Peru, ainda parecia um pouco preso pelo peso do primeiro jogo. Diante do Chile entrou mais agressivo, completou os dois dribles que tentou e protagonizou duas boas jogadas individuais na reta final, uma delas terminando na bola na trave de Damion Downs.
No fim, alguns jovens já parecem prontos para acelerar etapas, outros ainda precisam continuar o processo, e era exatamente isso que Pochettino precisava descobrir nesta janela.
Os Estados Unidos também fizeram oito gols nos dois primeiros jogos sem Christian Pulisic e Weston McKennie e com muita rotação entre uma partida e outra. Agora o nível sobe bastante.
Os Estados Unidos voltam a campo no sábado (3 de outubro) para enfrentar o México, no State Farm Stadium, em Glendale, às 23h pelo horário de Brasília. Depois, a seleção fecha esta Data FIFA contra o Canadá, na terça-feira (6), no Allianz Field, em Minnesota.







































