Estados Unidos x Bélgica: análise, prováveis escalações, palpites e onde assistir | Copa do Mundo 2026 (oitavas de final) | OneFootball

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·06 de julho de 2026

Estados Unidos x Bélgica: análise, prováveis escalações, palpites e onde assistir | Copa do Mundo 2026 (oitavas de final)

Imagem do artigo:Estados Unidos x Bélgica: análise, prováveis escalações, palpites e onde assistir | Copa do Mundo 2026 (oitavas de final)

Estados Unidos e Bélgica escrevem um novo capítulo de uma rivalidade recente, agora em uma reedição do amistoso de março que ajudou a definir os rumos das duas seleções para a Copa do Mundo.??Informações da partida

📅 Data: 6 de julho de 2026 🕘 Horário: 21h (de Brasília) 🏟️ Estádio: Lumen Field, Seattle, Estados Unidos 📺 Transmissão: CazéTV 🏆 Competição: Copa do Mundo FIFA 2026 — Oitavas de final

Momento das equipes

Estados Unidos

Para quem acompanha o futebol norte-americano de perto, a campanha dos Estados Unidos nesta Copa do Mundo não chega exatamente a ser uma surpresa.


Vídeos OneFootball


A equipe de Mauricio Pochettino estreou com uma impressionante vitória por 4 a 1 sobre o Paraguai, em uma atuação dominante baseada exatamente no que se tornou a marca registrada desta seleção: pressão alta, intensidade física e recuperação da bola ainda no campo adversário.

Depois veio um seguro 2 a 0 sobre a Austrália e, já classificado em primeiro lugar do grupo, os norte-americanos utilizaram uma equipe praticamente reserva contra a Turquia e ainda assim fizeram um jogo equilibrado, sendo derrotados apenas nos minutos finais.

Na primeira fase do mata-mata, os Estados Unidos encontraram talvez o adversário mais complicado possível para o seu estilo de jogo: uma Bósnia extremamente reativa e confortável atuando em bloco baixo. Mesmo assim, venceram por 2 a 0 e controlaram completamente a partida, inclusive atuando com um jogador a menos durante parte do segundo tempo após a expulsão de Folarin Balogun.

Mas existe uma explicação importante para esse crescimento norte-americano.

Nos amistosos preparatórios para a Copa, Pochettino decidiu expor sua equipe ao mais alto nível possível, enfrentando Bélgica, Portugal e Alemanha. Os resultados não foram positivos — derrotas para Bélgica e Portugal e um revés apertado contra os alemães —, mas serviram como um enorme laboratório para corrigir problemas defensivos e ajustar o funcionamento coletivo da equipe.

Talvez nenhuma seleção tenha utilizado tão bem os amistosos pré-Copa quanto os Estados Unidos.

Hoje, a seleção norte-americana chega às oitavas de final como uma das equipes mais organizadas, mais consistentes e mais difíceis de enfrentar em toda a competição.

Bélgica

A trajetória belga nesta Copa do Mundo foi praticamente o oposto.

A Bélgica chegou ao torneio cercada de expectativa após uma excelente sequência de resultados sob o comando de Rudi Garcia, acumulando uma longa invencibilidade e dando a impressão de finalmente ter encontrado uma nova identidade após o fim da geração de ouro.

Mas a fase de grupos foi bem mais complicada do que muitos imaginavam.

Empates contra Egito e Irã colocaram a classificação em risco e fizeram crescer as críticas ao desempenho da equipe, especialmente diante de adversários extremamente fechados defensivamente.

A resposta veio justamente no momento de maior pressão.

Precisando vencer por larga vantagem e ainda depender de outros resultados para avançar em primeiro lugar, a Bélgica atropelou a Nova Zelândia por 5 a 1 e garantiu a liderança do grupo.

Na primeira fase do mata-mata, porém, veio talvez o momento mais marcante da campanha belga até aqui.

Contra Senegal, a equipe de Rudi Garcia fez um primeiro tempo muito ruim, entrou em campo sem um volante de marcação e foi completamente dominada durante boa parte da partida, chegando a estar perdendo por 2 a 0.

Mas a Bélgica encontrou algo que talvez tenha faltado em outros ciclos: resiliência.

Lukaku diminuiu aos 85 minutos, Tielemans empatou aos 88 e, já aos 125 da prorrogação, novamente Tielemans converteu o pênalti que garantiu a classificação belga para as oitavas de final.

Se os Estados Unidos chegam a Seattle como uma equipe extremamente organizada e bem treinada, a Bélgica chega carregando algo igualmente perigoso em torneios de mata-mata: a sensação de que sempre encontra uma forma de sobreviver.

Palpites e odds

Odds

Curiosamente, os norte-americanos aparecem como favoritos nas casas de apostas, muito impulsionados pela excelente fase vivida pela equipe de Mauricio Pochettino e pelas atuações consistentes durante toda a competição.

Palpites

Prováveis escalações

Estados Unidos — Técnico: Mauricio Pochettino

Matt Freese; Alex Freeman, Tim Ream e Chris Richards; Sergiño Dest, Tyler Adams, Malik Tillman, Weston McKennie e Antonee Robinson; Christian Pulisic e Folarin Balogun.

Desfalques: Christian Pulisic (dúvida).

Bélgica — Técnico: Rudi Garcia

Thibaut Courtois; Thomas Meunier, Nathan Ngoy, Arthur Theate e Maxim De Cuyper; Nicolas Raskin e Youri Tielemans; Kevin De Bruyne; Leandro Trossard, Romelu Lukaku e Jeremy Doku.

Desfalques: Zeno Debast (dúvida).

Jogadores para ficar de olho

Estados Unidos — Alex Freeman

A missão do jovem defensor norte-americano talvez seja a mais complicada da noite em Seattle.

Atuando como zagueiro pelo lado direito na saída de três defensores, Freeman será constantemente testado por Jeremy Doku, principal válvula de escape ofensiva da Bélgica e um dos jogadores mais desequilibrantes desta Copa do Mundo.

Apesar da dificuldade do duelo, a campanha de Freeman até aqui é excelente. O defensor assumiu com naturalidade essa função híbrida entre lateral e zagueiro, entregando segurança defensiva e também participando ofensivamente quando os Estados Unidos encontram espaço para acelerar pelos lados.

Contra Doku, porém, será provavelmente o maior teste de sua jovem carreira internacional.

Bélgica — Youri Tielemans

Depois da atuação histórica diante de Senegal, o capitão belga volta a ser o principal nome para observar nesta partida.

Tielemans terá ao seu lado Nicolas Raskin na missão de controlar um dos meios-campos mais intensos da competição, formado por Tyler Adams, Weston McKennie e Malik Tillman.

Além da responsabilidade defensiva, será dele também boa parte da construção ofensiva belga, especialmente diante da forte pressão alta norte-americana.

Se conseguir escapar dessa primeira linha de pressão e encontrar espaços para acelerar o jogo, Tielemans pode ser o jogador capaz de decidir a partida para a Bélgica.

O que esperar do jogo?

Talvez este seja o jogo mais aberto desta copa até aqui.

A Bélgica gosta da posse de bola, mas não de uma posse estéril. A equipe de Rudi Garcia procura constantemente espaços para avançar o jogo e empurrar o adversário para trás, utilizando principalmente a qualidade de Kevin De Bruyne e Youri Tielemans na construção das jogadas.

Os Estados Unidos, por outro lado, são ofensivos mas de uma forma um pouco diferente.

A equipe de Mauricio Pochettino pressiona alto durante os 90 minutos, sobe as linhas sem medo e transforma a recuperação da bola no campo adversário em uma de suas principais armas ofensivas.

Isso cria um cenário extremamente interessante.

Se a Bélgica conseguir escapar da pressão inicial e encontrar Doku, Lukaku ou Trossard em velocidade, os norte-americanos podem sofrer bastante defensivamente.

Por outro lado, a saída de bola belga não tem sido uma das mais seguras da competição, especialmente sem Zeno Debast em plenas condições físicas. Caso Raskin e Tielemans não consigam oferecer apoio constante aos zagueiros, os Estados Unidos certamente encontrarão oportunidades recuperando bolas próximas da área adversária.

Talvez por isso exista a expectativa de um jogo aberto e com muitas oportunidades para ambos os lados.

A Bélgica parece possuir uma ligeira vantagem defensiva e talvez tenha mais jogadores capazes de decidir individualmente uma partida desse tamanho.

Os Estados Unidos, porém, chegam como uma equipe mais organizada, mais bem treinada e talvez até mais pronta coletivamente para um confronto desta magnitude.

No fim das contas, talvez seja justamente esse equilíbrio que transforma este em um dos jogos mais aguardados de toda a Copa do Mundo até aqui.

O que vem a seguir?

Quem avançar em Seattle terá um compromisso ainda maior pela frente.

O vencedor de Bélgica e Estados Unidos enfrentará nas quartas de final quem passar do confronto entre Espanha e Portugal, disputado horas antes em Dallas.

A próxima partida será realizada no dia 10 de julho, no SoFi Stadium, em Los Angeles.

Quando a bola rolar em Seattle, os dois lados já saberão exatamente quem estará esperando do outro lado da chave.

E isso só aumenta ainda mais o peso de uma partida que já promete ser histórica.

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