Portal dos Dragões
·22 de setembro de 2026
Fábio Silva quer voltar ao FC Porto: “Uma mágoa que tenho é a forma precipitada como saí”

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Fábio Silva falou sobre a primeira experiência de trabalho com Jorge Jesus, a ligação que mantém ao FC Porto e o desejo de um dia regressar ao clube. O futebolista reconheceu ainda que deixou os Dragões sem estar preparado para as exigências que encontrou, embora considere que esse percurso o tornou mais maduro. Sobre o futuro, não fechou qualquer porta e admitiu: “Uma mágoa que tenho é a forma precipitada como saí do FC Porto”.
Entre a expectativa de aprender com um treinador que acompanhou à distância e as memórias de uma saída precoce, Fábio Silva traçou um retrato de ambição, crescimento e pertença. O portismo permanece assumido, enquanto o percurso posterior é encarado como uma aprendizagem que ainda está longe de considerar concluída.
Questionado sobre o trabalho com Jorge Jesus, o jogador mostrou-se expectante e destacou a capacidade do treinador para potenciar quem orienta. A conversa passou depois pelo clássico e pela possibilidade de voltar a Portugal, momento em que a ligação ao FC Porto se sobrepôs a qualquer cálculo de carreira.
“Nunca tinha trabalhado com Jorge Jesus, mas acompanhei-o desde sempre e não preciso de dizer os grandes feitos que fez. Quero aprender muito com ele, todos os jogadores sempre melhoraram com ele e sei que também vai acontecer comigo.”, explicou. “Sim, fui ver o jogo, o meu clube. Toda a gente sabe que sou portista e acompanho muito. O futuro nunca se sabe. Mas uma mágoa que tenho é a forma precipitada como saí do FC Porto e, quem sabe, um dia gostava [de voltar]”.
O regresso não aparece como promessa, mas também não é tratado como uma hipótese distante. Fábio Silva deixa a porta aberta e enquadra esse desejo numa saída que continua a sentir como precipitada.
A juventude com que deixou o FC Porto surgiu também como ponto de partida para uma reflexão sobre o caminho percorrido. Ao abordar o atual momento no Dortmund, o futebolista reconheceu que as dificuldades iniciais tiveram peso na evolução que hoje sente no seu jogo.
“Tudo faz sempre diferença. Quando saí nessa altura, não estava tão bem preparado, ainda mais na melhor liga do mundo, a Premier League, que te obriga sempre a fazer bem, senão criticam, mas fez-me aprender.”, reconheceu. “Ganhei muita maturidade nos clubes por onde passei e sinto-me um jogador muito completo, mas com também muita coisa para aperfeiçoar. Os anos dão isso e sinto-me cada vez melhor”.
A leitura é feita sem apagar as dificuldades nem proclamar uma obra acabada. Fábio Silva vê-se mais completo e preparado, mas mantém o foco no que ainda precisa de aperfeiçoar – uma maturidade que contrasta com a precipitação que associa à saída do FC Porto.















