Portal dos Dragões
·31 de março de 2026
FC Porto Defende-se com Factos e Vítor Pinto “exige delegados em Força no Dragão a 22 de Abril”

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“Já há muito tempo que a situação cheirava mal.” A frase é de Vítor Pinto, subdiretor do Record, e resume a forma como o jornalista olha para a polémica que antecedeu o clássico de andebol entre FC Porto e Sporting — uma polémica que, na sua opinião, transcende em muito o âmbito da Federação de Andebol de Portugal.
Do lado do Sporting, há fotografias, há testemunhos da assistência médica — Ricardo Costa e Cristian Mogá — e há relatos de jogadores que se equiparam no corredor devido às condições do balneário. Do lado do FC Porto, contesta-se absolutamente tudo, com recurso à letra da lei: o clube garante ter informado a Federação de Andebol e chamado a PSP ao local.
Vítor Pinto quer saber o que consta no relatório policial. E tem uma pergunta muito concreta sobre a delegada da Federação, Rosa Pontes: se se sentiu efectivamente mal — como o Sporting garante —, como foi possível, ela ou o colega Carlos Oliveira, decidir que havia condições para o jogo se realizar?
Para o jornalista, a resposta é simples: se numa situação equivalente fosse o Rui Borges ou o Francesco Farioli a recusar entrar em campo por causa de um cheiro tóxico no balneário, ninguém aceitaria que o jogo avançasse. No andebol, os delegados entenderam que havia condições. Vítor Pinto discorda — e deixa claro que qualquer clube, de qualquer modalidade, que recuse jogar numa situação destas, terá sempre o seu apoio.
Outro ponto de conflito: o treinador do Sporting, Ricardo Costa, não foi ao banco. O FC Porto dispõe de imagens de videovigilância que, segundo o clube, mostram o técnico a festejar golos e a dar instruções ao intervalo. Do lado leonino, os sintomas relatados — palpitações cardíacas e irritações respiratórias — enquadram-se com a exposição ao cheiro do balneário. A versão portista é que a informação médica recebida apontava para uma gastroenterite. Vítor Pinto nota que, independentemente do diagnóstico, havia uma questão de saúde real — e que a tese de uma maquinação para prejudicar o FC Porto não é credível para ninguém.
Com a segunda mão da meia-final da Taça de Portugal marcada para dia 22 de Abril, no Estádio do Dragão, Vítor Pinto deixa um recado muito directo à Federação Portuguesa de Futebol: que não economize nos delegados. O jornalista pede que todas as zonas críticas estejam cobertas — para que não haja queixas de nenhum lado, nem dúvidas, nem mais trocas de acusações.
E vai mais longe: defende que o poder político deve intervir. Não por gosto, sublinha, mas porque a situação já transcendeu o futebol, já chegou a outras modalidades, e já nenhum organismo desportivo isolado tem autoridade suficiente para chamar todos os responsáveis à pedra. É tempo de um aviso sério à navegação.
“Isto tem que acabar”, conclui Vítor Pinto. E o cheiro, esse, já dura há demasiado tempo.









































