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·11 de setembro de 2026
FC Porto visita Casa Pia com concentração máxima e Froholdt de fora

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Francesco Farioli não esquece a derrota sofrida na época passada em Rio Maior e exige concentração máxima para a visita ao Casa Pia, na sexta jornada da Liga (amanhã, 18h00, Sport TV1). O treinador do FC Porto elogiou a resposta da equipa frente ao Manchester City, mas sublinhou a necessidade de manter o foco no campeonato. Victor Froholdt continua a cumprir o protocolo e está confirmado como baixa.
As recordações do jogo em Rio Maior “O jogo do ano passado ainda está fresco na nossa memória. As condições não eram as melhores, o relvado não estava em muito bom estado, mas não foi esse o maior problema. Concedemos várias situações e acabámos por pagar caro por isso. Mesmo a atacar com tudo, não conseguimos vencer e foi a primeira derrota na Liga. As memórias desse jogo ainda estão bem vivas. Estamos numa nova temporada, eles mudaram o treinador e têm alguns novos jogadores. Mudaram bastante em termos de dinâmicas, jogam um futebol positivo e tentam ter a bola, jogam com uma linha de quatro defesas, há algumas mudanças. É um adversário que quer os três pontos, mas nós também queremos muito, porque são fundamentais para a nossa caminhada. Queremos treinar bem hoje e ir bem preparados para o ambiente que vamos encontrar. Temos o desejo e a necessidade de voltar de Lisboa com os três pontos.”
A situação de Victor Froholdt “Infelizmente o Victor Froholdt ainda não está disponível. Foi um trauma grande, como se vê nas imagens. Está a recuperar bem, mas ainda está a cumprir o protocolo e não podemos contar com ele.”
O balanço do encontro com o Manchester City “Acho que a energia dos jogadores está boa. Sei que as minhas opiniões depois do jogo despoletaram alguns comentários por ter dito que tinha sido um jogo fantástico. Estava relacionado com todo o contexto do duelo, não nos podemos esquecer que nos faltavam cinco jogadores para defrontar uma das melhores equipas do mundo. Ainda assim, competimos bem, o jogo esteve em aberto até aos 92 minutos. Se calhar não criámos um grande volume de oportunidades, mas os zero remates enquadrados são apenas uma estatística. Há coisas que as estatísticas não mostram, como as 14 ou 15 vezes em que chegámos perto da área deles em vantagem ou igualdade numérica e falhámos por alguns centímetros no momento de definir. Analisando bem, penso que a equipa competiu muito bem, teve a capacidade de lutar a nível físico e de correr mais do que o adversário. Claro que poderíamos ter criado mais perigo, mas a análise é positiva e eu fi-la. Duvido que alguns dos vossos colegas tenham feito o mesmo. À parte disso, não ficámos satisfeitos com o resultado, foi um jogo que exigiu muito de nós física e mentalmente, tivemos um dia para recuperar toda a gente e hoje e amanhã de manhã para preparar o jogo da melhor forma e chegar ao jogo com o estômago vazio e a vontade de competir por mais três pontos.”
Concentração exclusiva no Casa Pia “Nós dizemos sempre o mesmo, que encarámos o calendário jogo a jogo. Queremos tirar o máximo de cada jogo e amanhã não é exceção. Não podemos desperdiçar energia a pensar no clássico porque temos tempo suficiente para recuperar até lá. Não há tempo para distrações. Foco total e máxima energia no jogo com o Casa Pia.”
O estado de Oskar Pietuszewski “O Oskar Pietuszewski está a recuperar de duas lesões. Já está a treinar parcialmente com a equipa, mas teremos de ter bastantes certezas antes de voltar para garantir que não volta a acontecer. Prefiro ter um cuidado extra porque é um jogador com grande explosão e queremos tê-lo de volta em plena forma para nos ajudar com todas as suas qualidades”.
As opções para o ataque “A necessidade de termos os nossos pontas de lança em condições vai ser chave. O André Silva é o que está em melhor forma e está a ser irrepreensível em termos de contribuições para golo e entendimento do jogo. Quanto ao Santiago Gimenez, vem de dois anos com pequenas lesões, ainda que uma delas tenha obrigado a que parasse mais tempo. Não fez a pré-época no AC Milan, mas agora está aqui e muito motivado para ajudar a equipa. Estivemos a beber café antes de vir para aqui e ele parece bastante feliz, com o espírito certo e o desejo de ajudar a equipa. Vai precisar de algum tempo. Se for à seleção esperemos que some minutos e consiga treinar num bom ritmo, se ficar, será ainda melhor porque serão três semanas para trabalhar da melhor forma. Quanto ao Samu, está a trabalhar muito e a desafiar todas as probabilidades, mas não gosto de colocar os meus jogadores em perigo, por isso primeiro temos de ter todas as luzes verdes do departamento médico. Será um prazer para mim, para os colegas e para os adeptos ter as suas qualidades e energia de volta.”
A condição física do plantel “Para jogar àquele nível é preciso entender o ritmo do jogo, porque quando o adversário acelera, os nossos jogadores têm de perceber a densidade de espaços abertos, especialmente porque não queremos perder a nossa identidade, por isso jogámos muitas vezes em homem a homem e recuperámos uma bola ao guarda-redes que quase resultava em golo. Em termos de trabalho da equipa não podia estar mais satisfeito, a equipa correu mais do que o Manchester City, mesmo tendo eles um perfil físico distinto, mas compensámos isso com muita vontade e com o trabalho que fizemos durante as últimas semanas para conseguirmos competir nestes jogos. Os jogadores fizeram um jogo fantástico. Já na época passada tínhamos corrido mais do que os adversários nos 53 jogos que fizemos, neste ano o nível subiu, mas estamos com as mesmas referências. Sabemos o que exige o nosso estilo de jogo, mas a equipa tem conseguido lidar com isso e, em breve, quando todos estiverem aptos, vamos ter soluções para rodar a equipa e manter toda a gente com as pernas e a cabeça frescas como estivemos e como estamos.”
A integração de Seko Fofana “Sobre o Seko Fofana, digo o mesmo que disse sobre o Santiago Gimenez. Chegou nos últimos dias do mercado, veio com uma lesão do Stade Rennais e teve um verão muito curto. É um jogador muito físico, precisa de estar com um nível muito alto, para já consegue causar impacto, mas ainda não o vejo com capacidade para começar de início. A pausa internacional vai ser fundamental para voltar ao nível a que estava na temporada passada. A partir daí, vou tomar as melhores decisões possíveis.”
O impacto da Liga dos Campeões “Os clipes virais não nos dão pontos. Tivemos bons momentos e boas jogadas, mas serem bons não chega para ganhar. Quando tivermos de volta jogadores como o Oskar Pietuszewski ou o Samu vai ser possível refrescar a equipa, porque não é fácil manter sempre este ritmo sem rodar. Por exemplo, para o William Gomes manter este ritmo e esta intensidade não é fácil. Tem jogado sempre a titular, no ano passado era um jogador que estava habituado a partir o jogo quando entrava e agora está a fazer o mesmo desde o início, o que pode levar a uma certa carga mental. Apenas tem 19 ou 20 anos, era suplente e agora esteve a jogar frente a um jogador que custou 80 ou 90 milhões de euros. Claro que nestes jogos a eficiência baixa um pouco, mas isso não devia ser uma crítica, é apenas um facto. Estamos num processo de crescimento e de ganho de experiência para certos jogadores. Foi o meu primeiro jogo de Liga dos Campeões, mas também foi o primeiro do Alberto Costa e do Gabri Veiga, que fizeram grandes exibições, tal como o William Gomes. Temos de perceber onde estamos na nossa caminhada e todo o contexto levou ao meu comentário de que o jogo tinha sido positivo. O Manchester City já está no passado, o foco está totalmente depositado no Casa Pia, um jogo fora de casa num campo em que nos custou jogar na época passado. Estamos bem preparados, muito focados e com vontade de fazer um grande jogo amanhã às 18h00.”







































