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·14 de agosto de 2026

Fernando Diniz lamenta saída de Memphis e destaca reação do Corinthians antes de empate na Libertadores

Imagem do artigo:Fernando Diniz lamenta saída de Memphis e destaca reação do Corinthians antes de empate na Libertadores
  1. Por Mirella Ramos / Redação da Central do Timão

O Corinthians empatou por 0 x 0 com o Rosario Central, na noite da última quinta-feira (13), no Estádio Gigante de Arroyito, na Argentina, pelo jogo de ida das oitavas de final da Conmebol Libertadores. Após a partida, o técnico Fernando Diniz concedeu entrevista coletiva e falou sobre o resultado, a estratégia adotada e, principalmente, a saída de Memphis Depay.

Além da situação envolvendo o camisa 10, Diniz explicou que a notícia foi sentida pelo departamento de futebol e pelo elenco, mas afirmou que o grupo conseguiu transformar a frustração em motivação para o confronto na Argentina. O treinador ainda comentou suas escolhas durante a partida e projetou os próximos compromissos do Corinthians.


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Fotos: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

O treinador demonstrou frustração com o desfecho das conversas pela permanência do atacante. Segundo Diniz, internamente, a continuidade do holandês era tratada como praticamente definida, restando apenas detalhes para que o jogador voltasse a trabalhar com o elenco. O comandante também revelou que tinha grande expectativa de trabalhar com Memphis e construir um projeto de longo prazo ao lado do atleta.

Questionado sobre a negociação que terminou sem a permanência de Memphis Depay, Diniz admitiu ter ficado decepcionado. O treinador afirmou que esperava contar com o atacante e que, dentro do CT, a renovação era vista como encaminhada.

“Primeiramente, boa noite. Eu fiquei muito triste com o desfecho. É um jogador que eu tinha uma vontade muito grande de poder trabalhar com ele, e os meus contatos, principalmente desde o primeiro contato, foram contatos de muita qualidade, de entendimento, de que a gente podia fazer alguma coisa muito boa juntos. E eu, de fato, fiquei muito triste e decepcionado com o desfecho, porque era uma coisa que eu esperava.

Para mim, naquele estágio em que estava, era uma impossibilidade e, do ponto de vista intramuros do CT, era uma coisa que, para nós, estava fechada. Era uma questão só de resolver detalhes pequenos para ele poder se apresentar e treinar com a gente. É uma pena para mim, para o Corinthians, para a torcida do Corinthians, não poder contar com ele. Eu tinha muito gosto de poder trabalhar com o Memphis. Acho que a gente podia fazer uma dupla muito interessante, era uma vontade muito grande que eu tinha. Infelizmente, não foi dessa vez.”

Na sequência, o técnico foi perguntado se a situação envolvendo o holandês interferiu na preparação para enfrentar o Rosario Central e se teve influência na decisão de realizar poucas alterações durante a partida. Diniz separou as duas situações e explicou que manteve a formação por entender que a equipe apresentava um bom desempenho.

“Eu, meu sentimento de tristeza de não poder contar com ele, mas eu não vou falar que afetou para o jogo. Eu nem sei se o Memphis ia ter condições de jogar. É uma coisa que é muito além do jogo de hoje, transcende o jogo. Uma permanência por dois anos, para uma construção que eu acreditava que ia render muitos frutos. Então, para o jogo de hoje, a opção de não trocar foi porque o time estava jogando bem, a gente estava conseguindo se defender muito bem, e colocar um jogador frio, que nessas condições eu não via que podia ter um ciclo de melhora, não era o que o jogo estava pedindo. Então, eu resolvi manter a estrutura quase que o tempo todo, sem fazer mexida.”

Elenco sentiu saída, mas transformou frustração em motivação

A notícia sobre Memphis também repercutiu entre os jogadores. Diniz reconheceu que diferentes integrantes do departamento de futebol foram impactados pela decisão, especialmente pela relação construída pelo atacante durante sua passagem pelo Parque São Jorge.

De acordo com o treinador, existia inclusive a expectativa de que Memphis pudesse integrar a delegação. Após a confirmação de sua saída, porém, o grupo buscou se unir antes da partida decisiva pela Libertadores.

“Eu acho que todo mundo sentiu que estava aqui, no Departamento de Futebol, desde o Marcelo, que é o nosso diretor, o Júlio e todos os jogadores, porque o Memphis ficou dois anos aqui. Além dos títulos, ele criou relações com todo mundo, e todo mundo meio que estava esperando e certo de que, de repente, ele até viria para a viagem.

Então, teve a frustração, mas, ao mesmo tempo, quando acontece um negócio que foge do nosso controle, a gente teve que se unir mais para poder fazer o jogo que a gente fez. Os jogadores foram, mais uma vez, fora de série, como têm sido comigo na imensa maioria dos jogos, de entrega, de doação, e eles conseguiram fazer de um evento triste uma motivação para poder ter uma entrega maior. E conseguiu, nada terminou, mas conseguiu um bom resultado aqui.”

Diniz também foi questionado sobre eventuais possibilidades de uma reviravolta na situação do atacante. O treinador afirmou não ter recebido novas informações, mas deixou claro que gostaria de contar com Memphis caso surgisse uma nova possibilidade.

“Não, eu não tenho notícias sobre isso, mas, dependendo de como for, se ele pudesse vir, seria ótimo. Em relação ao Allan, eu ainda, na verdade, não sei o que eu vou fazer no jogo de volta ainda. Tem algumas possibilidades e eu já estou pensando também no jogo de domingo, na realidade, porque a gente tem um jogo difícil domingo contra o Cruzeiro.”

Diniz ainda avalia equipe para enfrentar o Cruzeiro

Antes de voltar a campo pela Libertadores, o Corinthians terá um compromisso importante pelo Campeonato Brasileiro. Diante da proximidade entre as partidas, Diniz foi perguntado sobre a possibilidade de preservar titulares contra o Cruzeiro pensando na decisão continental. O treinador evitou antecipar sua escolha e afirmou que diferentes cenários serão avaliados pela comissão técnica.

“Eu estou pensando em todas as coisas. Desde a hora que terminou o jogo, acabei de falar no vestiário, não tenho uma definição ainda do que fazer, mas são muitas possibilidades. É pensar bem e procurar fazer o melhor para o Corinthians.”

Técnico valoriza comportamento da equipe na Argentina

Ao analisar o desempenho no Gigante de Arroyito, Diniz também fez uma comparação com a eliminação para o Internacional na Copa do Brasil. Para o treinador, o problema apresentado naquela ocasião não esteve relacionado à estratégia, mas ao comportamento da equipe.

O comandante destacou a entrega demonstrada posteriormente contra o próprio Internacional, diante do Red Bull Bragantino e, agora, contra o Rosario Central.

“Então, diferente do jogo do Inter, eu acho que, para mim, não foi um erro estratégico do Inter. A gente foi e a gente pecou no comportamento contra o Inter. Acho que faltou aquilo que a gente teve no jogo da volta contra o Inter, que teve lá em Bragança, que teve hoje: uma entrega quase que absoluta para poder se defender bem e, quando tiver a bola, acelerar bem o jogo. Então, isso que faltou. Foi uma questão mais comportamental, não foi um erro estratégico, na minha opinião, lá em Porto Alegre. Eu acho que o time soube aprender com aquilo. Foi uma derrota muito sofrida, que acabou nos custando a classificação na Copa do Brasil.”

Por fim, Fernando Diniz valorizou o apoio dos corinthianos que estiveram presentes na Argentina e projetou uma Neo Química Arena novamente tomada pela Fiel para o confronto decisivo das oitavas de final.

“E da torcida, a gente mais agradece do que espera. Quem veio aí hoje deu um show aqui também. A gente agradece já o que aconteceu hoje, a gente agradece o que eles têm feito pela equipe e eu tenho certeza que eles vão nos motivar do começo até o final do jogo lá na quinta-feira.”

Antes de reencontrar o Rosario Central, o Corinthians volta suas atenções ao Campeonato Brasileiro. Neste domingo (16), às 19h30 (de Brasília), a equipe recebe o Cruzeiro, na Neo Química Arena, pela 23ª rodada. O Timão ocupa a sétima colocação, com 32 pontos, somando oito vitórias, oito empates e seis derrotas, além de 24 gols marcados e 20 sofridos.

Depois, na quinta-feira, o clube alvinegro volta a enfrentar o Rosario Central, desta vez em Itaquera, para definir uma vaga nas quartas de final da Libertadores.

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