Fala Galo
·21 de fevereiro de 2026
Filosofia, base, táticas: o que sabemos (e apuramos) sobre Eduardo Domínguez

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·21 de fevereiro de 2026

Por: Jonatas Berto
Com informações de Betinho Marques
Participação Especial: Lucas Vezzani
Após se despedir do Estudiantes, Eduardo Domínguez poderá, finalmente, viajar ao Brasil para assumir o Galo. Dono de cinco títulos na passagem pelo clube de La Plata, o argentino ainda não é tão conhecido pela Massa Atleticana. Por isso, apuramos – e conversamos com a imprensa argentina – sobre como “El Barba” pensa o jogo, e como é sua abordagem a temas importantes do futebol.
Sobre a maneira de gerir o elenco, o que apuramos (via Betinho Marques) é que Domínguez protege os jogadores externamente, é discreto em abordagens públicas, mas é firme e direto na sua linha de trabalho. Não é alguém que gosta de criar polêmicas, e tenta ser uma figura estável mentalmente.
Embora análises preliminares da imprensa brasileira apontem um estilo de jogo que não foca no espetáculo, “El Barba” prepara suas equipes de acordo com o adversário. Sim, ele preza por uma defesa forte, tem suas convicções, mas não se trata de um técnico “retranqueiro”, ou inflexível.
De acordo com o jornalista argentino Lucas Vezzani, que cobre o Estudiantes, Eduardo Domínguez é um comandante que, “quando tem que atacar e ser protagonista, assim o faz”. Da mesma forma, “quando é necessário se defender, por causa de um rival muito forte, assim o faz”. Montar o time de acordo com o adversário é importante, e as ideias de jogo precisam encaixar com o time. Nada de convicções vazias, ou obsessão por uma forma única de jogar.
Como alguém que não gosta de polêmicas públicas, o argentino não tem a fama de cobrar dirigentes externamente, por contratações – o que não significa que a cobrança não seja feita no interno. Ele valoriza clareza de projeto e estabilidade no cargo, e prefere adotar um discurso sóbrio e objetivo com a imprensa.
Aqui está um ponto crítico nos últimos meses de Atlético. O clube tem dívidas, precisa revelar jogadores, e tenta implementar uma cultura de equipe formadora. A filosofia, no entanto, pode gerar ruídos, caso todas as pessoas ligadas ao futebol não estejam alinhadas.
Segundo Lucas Vezzani, Domínguez dá espaço para jovens jogadores, mas cobra resultados no campo. Em sua passagem no Estudiantes, revelou alguns jovens que se firmaram no futebol profissional, como Gastón Benedetti, Iacovich, Joaquín Tobio Burgos e Valente Pierani.
Algo que corrobora com a análise do colega de imprensa é a última escalação de Eduardo Domínguez, pelo seu agora ex-time. O onze inicial tinha atletas experientes, como o meia José Sosa (40) e o centroavante Carrillo (34), mas também havia jovens, como os pontas Burgos (21) e Pérez (20), e o zagueiro Palacios (22).
Caso a “Era Domínguez” passe por momentos de turbulência, a abordagem do treinador tende a ser fria e calma, buscando sempre a coerência. O objetivo máximo é evitar que críticas externas abalem o ambiente, manter as convicções táticas, e blindar o grupo de jogadores. Navegar pela crise superando os problemas internamente, e não trazer mais dores de cabeça, “de fora para dentro”. Essa é a filosofia.
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