Fluminense terá prejuízo de mais de R$ 100 milhões, diz presidente | OneFootball

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·26 de setembro de 2026

Fluminense terá prejuízo de mais de R$ 100 milhões, diz presidente

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O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, criticou a Medida Provisória que determinou a proibição total das casas de apostas no Brasil. Segundo o mandatário, o clube sofrerá um impacto finaceiro superior a de R$ 100 milhões. Além disso, ela ressaltou que medida “gera grande preocupação para o futuro do clube”.

“O que preocupa o Fluminense, assim como todo o futebol brasileiro, é o impacto de uma medida tomada de um dia para o outro. Aqui, o impacto ultrapassa R$ 100 milhões, porque, além do patrocínio máster, afeta contratos como os das placas do campo e as camisas, que são produzidas com seis meses de antecedência. É uma medida que gera grande preocupação para o futuro do clube”, ressaltou Mattheus à CNN Brasil.


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Superbet é a patrocinadora do Fluminense até 2029 – Foto: Divulgação /Fluminense

O Fluminense, aliás, recebeu um comunicado da Superbet, com quem tem vínculo com a empresa até o fim de 2029 (R$ 58 milhões por ano). A casa de apostas informou do rompimento do contrato com a implementação da MP.

“É natural, no mercado, que alguns clubes percam o patrocínio por causa do vencimento dos contratos, enquanto outros mantenham seus parceiros. Essa medida, porém, faz com que a maioria dos clubes brasileiros perca o patrocínio ao mesmo tempo. Isso desvaloriza o ativo, porque as empresas interessadas terão quase todos os clubes disponíveis simultaneamente, reduzindo o valor de mercado das camisas”, disse o presidente tricolor.

Fluminense deseja período de transição

Em nota pouco antes do anúncio da MP, o Fluminense reconheceu a legitimidade do debate. No entanto, listou uma série de fatores que reforçam a defesa de, no mínimo, “um período de transição adequado caso haja mudanças”.

“Tem a questão da segurança jurídica, já que a medida foi tomada do dia para a noite, sem transição. Além disso, as bets arrecadaram R$ 9 bilhões para o governo entre janeiro e agosto de 2026, e a medida não estima o impacto sobre essa receita. Também há o risco de fortalecer o mercado clandestino, além da falta de urgência, já que o tema já vinha sendo discutido no Congresso”, disse Mattheus.

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