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RTI Esporte

·26 de agosto de 2026

Futebol feminino brasileiro movimenta mais dinheiro e entra em nova fase financeira

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O futebol feminino brasileiro entrou em uma nova fase em 2026. O crescimento da modalidade deixou de aparecer apenas no número de partidas e passou a ser percebido também no dinheiro envolvido nas competições.

A Agência RTI Esporte apurou que o Brasil passou de 214 atletas profissionais em 2022 para 1.058 em 2026. Em quatro anos, o número quase quintuplicou e ampliou o mercado de salários, contratos e serviços.


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A CBF mostra a dimensão da mudança: mais clubes participam dos torneios, mais atletas possuem contratos profissionais e as cotas distribuídas aumentaram. O movimento cria um mercado com maior capacidade de gerar receitas e atrair investimentos.

Cotas do Brasileirão dobram

Um dos principais indicadores financeiros está no Campeonato Brasileiro Feminino. Em 2026, cada um dos 18 clubes participantes recebe R$ 720 mil pela primeira fase. O valor representa o dobro da cota distribuída na temporada passada.

O Brasileirão passou de 16 para 18 clubes e de 134 para 167 jogos entre 2025 e 2026. Com mais partidas, o futebol feminino amplia as oportunidades comerciais. Patrocínios, transmissões, publicidade e exposição de marcas ganham espaço.

CBF projeta R$ 685 milhões em investimentos

O cenário financeiro ganha outra dimensão quando considerados os investimentos projetados pela CBF. Entre 2024 e 2029, por exemplo, a entidade prevê mais de R$ 685 milhões destinados às competições femininas.

O valor é uma projeção e não significa que toda a quantia já tenha sido investida. Ainda assim, mostra o tamanho do mercado que a CBF pretende desenvolver. Mais recursos podem fortalecer clubes, estruturas e serviços ligados ao futebol.

Mercado cresce além dos clubes

A expansão financeira não beneficia apenas as jogadoras. Treinadoras, preparadoras físicas, fisioterapeutas, analistas de desempenho, profissionais de comunicação e marketing também entram nessa cadeia.

Entre 2021 e 2026, o número de clubes passou de 58 para 79, enquanto os jogos subiram de 398 para 712. As competições também aumentaram, de seis para nove. Com isso, o calendário cresceu e ampliou os ativos comerciais da modalidade.

Categorias de base também entram no investimento

O investimento começa a alcançar também a base. Em 2026, a CBF ampliou os campeonatos femininos Sub-17 e Sub-20. A entidade reservou 16 vagas para campeões estaduais das federações mais bem colocadas no ranking nacional.

A formação também tem impacto econômico, já que atletas desenvolvidas podem ganhar valor no mercado. Segundo a CBF, 24 das 26 jogadoras convocadas recentemente passaram pelas categorias de base.

Copa de 2027 pode ampliar receitas

A Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil, surge como um potencial acelerador do desenvolvimento desse mercado. A competição deve aumentar a exposição da modalidade e criar novas oportunidades comerciais.

O desafio será manter o dinheiro circulando depois do Mundial e criar receitas recorrentes. O próximo passo será transformar o crescimento dos investimentos em sustentabilidade financeira para clubes, jogadoras e toda a cadeia que envolve o futebol feminino.

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