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·24 de abril de 2026

GUERRA DECLARADA: Em novo round de disputa política, Massis pede expulsão de Olten do São Paulo

Imagem do artigo:GUERRA DECLARADA: Em novo round de disputa política, Massis pede expulsão de Olten do São Paulo

A guerra política no São Paulo visando a disputa eleitoral no final do ano ganhou novos capítulos nesta quinta-feira (23), com o presidente Harry Massis Júnior formalizando um pedido de expulsão do clube contra o presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu Júnior.


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A informação foi divulgada inicialmente pelo ‘UOL‘ e confirmada ao AVANTE MEU TRICOLOR por fontes da cúpula são-paulina.

A alegação dada por Massis é de gestão temerária e a representação será analisada pela comissão de ética do órgão, responsável por avaliar se há elementos para uma punição.

O ponto central do documento envolve a condução de um parecer relacionado à mudança de quórum para alterações estatutárias, tema que inclui discussões sobre a possibilidade de implementação de uma SAF no clube.

De acordo com a petição, Olten teria desrespeitado o estatuto ao não encaminhar ao Conselho um parecer da comissão legislativa, que se posicionou contra o pedido de revisão, feito em dezembro pelo então presidente Júlio Casares.

A interpretação apresentada é de que, independentemente do teor, o documento deveria ter sido submetido formalmente aos conselheiros, o que não ocorreu.

No final do mês passado, Olten tinha anunciado a criação de uma nova comissão encarregada de discutir propostas de alteração do estatuto, com prazo estabelecido até 15 de maio para sugestões.

Ao portal, Olten contestou a iniciativa e atribuiu o pedido a disputas internas. “O parecer da comissão legislativa tinha que ser emitido em trinta dias e, logo após ter sido nomeada a comissão de reforma estatutária e três meses após o prazo expirado, foi encaminhado um parecer não sobre o conteúdo do pedido de reforma, mas um conteúdo mais amplo, se opondo a qualquer tipo de reforma. Quando então, pela extemporaneidade do parecer, ele não foi acatado, mas devolvido à comissão. Então, uma nova comissão foi nomeada”, disse.

As desavenças entre Massis e Olten vêm desde a votação do impeachment de Casares, em janeiro, e passa pela visão do líder do Conselho de que o presidente são-paulino não ajudou na defesa de antigos aliados. Existem ainda disputa pela sucessão, já que Olten teria planos de concorrer à presidência. Ao portal ‘Arquibancada Tricolor’, o líder do conselho disse que não será candidato.

A coisa chegou ao ponto de Olten e seu grupo político votarem contra algumas pautas de Massis no Conselho, como o balanço financeiro de 2025, reprovado no órgão.

O ápice da briga entre os dois ocorreu em fevereiro, quando Olten encaminhou ao Conselho de Administração uma denúncia não confirmada contra Massis envolvendo sua filha e revenda de ingressos para shows no Morumbi.

A atitude de Olten chegou a ser encarada como uma tentativa de golpe, já que caso Massis seja afastado do cargo, é ele quem assume a presidência.

Entretanto, no mesmo dia da reunião do Conselho de Administração (grupo formado por ex-presidentes e sócios notáveis), apareceu uma denúncia envolvendo o filho de um amigo de Olten, que vendia acesso ao camarote dos Conselheiros do estádio são-paulino para os jogos na internet, chegando a chamar o aliado de Casares de ‘tio’ em um áudio divulgado.

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