Ídolo do futebol brasileiro surge em investigação do MPF | OneFootball

Ídolo do futebol brasileiro surge em investigação do MPF | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: Esporte News Mundo

Esporte News Mundo

·04 de fevereiro de 2026

Ídolo do futebol brasileiro surge em investigação do MPF

Imagem do artigo:Ídolo do futebol brasileiro surge em investigação do MPF

O nome de Ronaldinho Gaúcho voltou a aparecer no centro de uma investigação de grande impacto financeiro conduzida pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Banco Central. O caso envolve o Banco Master, a emissão de títulos imobiliários e uma captação de aproximadamente R$ 330 milhões que teve como garantia terrenos pertencentes ao ex-jogador, em Porto Alegre.

Imagem do artigo:Ídolo do futebol brasileiro surge em investigação do MPF

Ronaldinho Gaúcho – Foto: Divulgacão/Galo


Vídeos OneFootball


Segundo a apuração, a operação foi estruturada por meio de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI). Dois terrenos de propriedade de Ronaldinho foram utilizados como lastro para a emissão dos títulos pela Base Securitizadora, que captou os recursos junto à empresa S&J Consultoria. A investigação aponta que, em vez de serem direcionados a projetos imobiliários, os valores foram redirecionados para fundos de investimento ligados ao próprio Banco Master e à gestora Reag, posteriormente liquidada pelo Banco Central.

O MPF e o BC sustentam que a operação fazia parte de um padrão identificado em outras transações semelhantes. De acordo com os órgãos, o banco captava recursos no mercado imobiliário e utilizava os valores para aplicações internas, sem a execução efetiva das obras que justificariam a emissão dos títulos. O Fundo City 02, do qual o Banco Master era o único cotista, teria sido usado como principal veículo para essas movimentações.

A defesa de Ronaldinho Gaúcho nega qualquer participação consciente no esquema. Em nota, os advogados afirmam que o ex-jogador não tinha conhecimento da emissão dos créditos em seu nome ou com base em seus imóveis. Segundo a versão apresentada, houve apenas conversas preliminares com empresas interessadas em desenvolver um projeto imobiliário nos terrenos, mas o negócio não avançou por falta de licenças ambientais e pela existência de débitos de IPTU.

Ainda de acordo com a defesa, o uso dos terrenos como garantia teria ocorrido de forma indevida, a partir de um projeto que nunca saiu do papel. Ronaldinho, segundo seus representantes, figura apenas como terceiro envolvido de maneira indireta na operação investigada.

O caso se soma a outros episódios envolvendo imóveis do ex-jogador em Porto Alegre, especialmente relacionados a questões ambientais e disputas administrativas. Até o momento, a investigação segue em andamento, sem denúncia formal apresentada contra Ronaldinho Gaúcho.

Saiba mais sobre o veículo