Jogada10
·28 de julho de 2026
Ifab aponta “erro” do VAR em expulsão de jogador da Suíça contra a Argentina

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A International Football Association Board (Ifab) alterou a interpretação do protocolo de erro de identificação e restringiu a atuação do árbitro de vídeo em jogadas de cartões. A partir de agora, o VAR poderá atuar apenas para corrigir a identidade do atleta advertido ou expulso quando o árbitro apontar o jogador errado. Em contrapartida, o recurso não poderá mais modificar a infração inicialmente marcada em campo.
A Ifab explicou, em comunicado divulgado na segunda-feira (27), que criou o mecanismo exclusivamente para solucionar erros de identificação. Assim, quando houver dúvida sobre quem cometeu uma infração, o VAR poderá auxiliar o árbitro a identificar o infrator correto. No entanto, a revisão não poderá servir para substituir uma interpretação por outra.

Embolo, da Suíça, recebeu segundo amarelo e foi expulso diante da Argentina após análise do VAR – Foto: David Ramos/Getty Images
O esclarecimento foi motivado pela polêmica nas quartas de final da Copa do Mundo 2026 entre Argentina e Suíça. Na jogada, o árbitro marcou falta do argentino Paredes sobre Embolo e advertiu o volante com cartão amarelo. Depois de receber a recomendação do VAR, o português João Pinheiro concluiu que o atacante suíço havia simulado o contato, retirou a advertência de Paredes e deu cartão amarelo para Embolo. Como o suíço já havia sido advertido anteriormente, acabou expulso. Com superioridade numérica, a Argentina marcou mais dois gols na prorrogação e venceu por 3 a 1.
A Fifa estreou o protocolo na fase de grupos, durante a partida entre Estados Unidos e Paraguai. Inicialmente, o árbitro aplicou cartão amarelo ao zagueiro Tim Ream por uma suposta falta sobre Miguel Almirón. Após a revisão das imagens, entretanto, a equipe de vídeo concluiu que Ream não havia cometido a infração. O cartão foi retirado do defensor norte-americano, enquanto Almirón acabou advertido por simulação.
A Ifab determinou que os árbitros não repitam esse tipo de procedimento até concluir uma revisão mais ampla das regras do VAR. A entidade admitiu que a experiência realizada durante a Copa gerou avaliações positivas em alguns aspectos, mas entendeu que a aplicação extrapolou o alcance previsto para o protocolo de erro de identificação.
Com a nova orientação, os árbitros de vídeo continuam autorizados a corrigir apenas quem recebeu o cartão de maneira equivocada.







































