Zerozero
·13 de agosto de 2026
<i>Free Madjo</i>: Villa perdeu uma supertaça, mas ganhou uma superestrela de 17 anos

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·13 de agosto de 2026

Apesar do desperdício em dois lances anteriores, John McGinn não perdeu a fé no seu colega e voltou uma vez mais a colocar a bola na área. Também o avançado mostrou confiança inabalável e bateu o adversário direto para chegar à bola e, de primeira, fazer o golo do empate aos 45 minutos da Supertaça Europeia.
O avançado em causa é Brian Madjo, um rapaz de 17 anos que fez, esta quarta-feira, a sua estreia oficial pelo Aston Villa. O defesa superado no duelo físico como se nem sequer existisse é Willian Pacho, a metade mais forte de uma das duplas mais seguras no futebol. Marquinhos, a outra metade, já tinha sofrido a mesma derrota em lances anteriores.
A moldura do adolescente chega aos 193 centímetros de altura, o que ajuda a explicar o fenómeno acima referido. E as características físicas são uma parte grande do que levou os villans a pagar 12 milhões de euros ao Metz, em janeiro, por um jogador que esteve impedido de jogar nos últimos seis meses, mas ninguém esperava impacto tão rápido...
A expressão que intitula este artigo - «free Madjo» - é como que uma piada interna do plantel do Aston Villa, que desde janeiro tem vindo a aperceber-se do talento e potencial do avançado que chegou ao clube sem autorização para ser inscrito. Alguns dos jogadores até usaram as redes sociais para pedir liberdade para o jovem.
Com o espaço ganho no balneário, só faltavam duas coisas: a oportunidade e a inscrição. A primeira veio nesta pré-época, na qual Madjo aproveitou a ausência de Watkins (esteve no Mundial) para jogar e marcou por quatro vezes. A inscrição, inicialmente rejeitada pela FIFA, chegou na terça-feira passada pela decisão do Tribunal Arbitral do Desporto (TAD). Oito dias depois, anunciou-se ao mundo.
Mas qual o motivo destes constrangimentos? Ora, o Artigo 19º dos regulamentos da organização que tutela o futebol mundial impede as transferências internacionais de menores. O clube de Birmingham convenceu-se de que conseguiria contrariar esse problema (e ao fim de uns meses conseguiu, de facto) e por isso avançou para a contratação do avançado que bateu um recorde de 51 anos para se tornar no mais jovem de sempre a representar o Metz.
O argumento do Aston Villa andou em torno do facto de Madjo ter um passaporte britânico. Apesar de ser filho de camaroneses - o pai, Guy Madjo, jogou muitos anos nas divisões inferiores de Inglaterra - e de ter crescido no Luxemburgo - foi três vezes internacional AA, antes de rejeitar mais convocatórias para se manter elegível para Inglaterra -, este prodígio goleador nasceu no norte de Londres e é, por isso, inglês.
A derrota na segunda participação de sempre do Aston Villa na Supertaça Europeia (tinha vencido o Barcelona na de 1982) não impediu este ponta de lança de 17 anos de escrever o seu nome nos livros de história.
Titular na frente da ataque, Brian Madjo esteve sempre envolvido no jogo e conseguiu, aos 45 minutos, fazer o empate. Esse golo isolou-o como o mais jovem marcador de sempre na competição.
O recorde pertencia a Patrick Kluivert, que em 1995 marcou ao Real Zaragoza para colocar o Ajax no caminho de mais um troféu europeu. O neerlandês tinha 19 anos e sete meses, de maneira que o inglês, nascido há 17 anos e sete meses, colocou alguma distância na nova melhor marca de sempre.
O futuro entusiasma mesmo os mais comedidos dos adeptos villans...
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