Portal dos Dragões
·06 de agosto de 2026
Inbeom Hwang ultrapassa Rodrigo Mora nas segundas opções de Farioli

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Quem assistiu ao encontro da Supertaça no passado sábado terá ficado com uma conclusão clara: o FC Porto de 2026/27 ainda não apresenta, nesta fase, diferenças relevantes relativamente à temporada anterior. A equipa venceu e conquistou mais um troféu, mas deixou também algumas interrogações que tinham surgido no início do ano civil e que agora podem estar a reaparecer: não deveria jogar melhor? Quem será capaz de marcar golos? É normal defender com tantos jogadores perante adversários de um nível inferior, neste caso da Liga 2? A verdade é que não há grandes novidades e, enquanto os resultados continuarem a ser positivos, as preocupações serão reduzidas.
Entre as caras novas, André Silva tem sido o mais utilizado, também devido à quase inexistência de concorrência. O avançado tem, naturalmente, mais qualidade do que Deniz Gul para dar continuidade ao ataque portista enquanto Samu não regressa, mas protagonizou pelo menos um daqueles falhanços que costumam levar os treinadores a exigir reforços de imediato. Não sei se Santiago Giménez será a solução para as preces de Francesco Farioli, mas receio que um golo na época passada – e seis na anterior – esteja longe de corresponder ao perfil procurado pelo técnico italiano.
Inbeom Hwang foi outro dos reforços a somar minutos. O médio sul-coreano oferece claramente maior qualidade à circulação de bola dos portistas, embora seja legítimo questionar até que ponto essa característica é realmente valorizada nesta equipa. Um dado parece, contudo, evidente: na hierarquia das segundas opções, o médio já passou à frente de Rodrigo Mora. Foi Hwang quem substituiu o desgastado Gabri Veiga, numa alteração que é habitual neste FC Porto, mas que desta vez deixou o jovem português no banco até ao apito final.
Já se discutiu bastante qual deverá ser o papel de Mora na equipa de Farioli. Até ao momento, porém, o jovem tem acrescentado muito pouco face ao que lhe é solicitado. Houve, aliás, vários momentos – sobretudo diante de adversários mais fortes – em que a sua presença em campo acabou por expor o conjunto azul e branco. Há quase um ano, escrevi que Rodrigo teria de encontrar uma nova função e adaptar-se à nova filosofia. Parece que não conseguiu fazer nenhuma dessas coisas, nem o treinador terá encontrado entretanto alternativas que pudessem beneficiar o jogador e, por consequência, a equipa, que é o mais importante.
Actualmente, Rodrigo Mora está ainda mais distante da titularidade e vale muito menos do que os milhões que estiveram perto de chegar da Arábia no verão de 2025. Fica também a sensação de que ainda não percebeu o que precisa de fazer para inverter esta situação. Tendo em conta que não perdeu talento, é, no mínimo, estranho. Farioli necessita de reforços, mas algumas soluções parecem ter-se transformado em problemas.







































