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·19 de abril de 2026

João Brandão antecipa jogo com o Liexões: “Queremos entrar para ganhar este jogo”

Imagem do artigo:João Brandão antecipa jogo com o Liexões: “Queremos entrar para ganhar este jogo”

O FC Porto B fecha a ronda 30 da Segunda Liga diante do Leixões SC, no Olival, com João Brandão a apontar para um jogo intenso, exigente nos duelos e decisivo na forma como os dragões querem afirmar-se em casa. Na antevisão, o treinador destacou o bom momento do adversário, pediu agressividade e personalidade à sua equipa e enquadrou tudo isso na missão permanente de lançar jovens sem abdicar da ambição competitiva. Ao lado dele, Mateus Mide reforçou a necessidade de leveza e convicção, enquanto Brandão garantiu: “Nós queremos entrar para ganhar neste jogo”.

No CTFD Jorge Costa, o ambiente foi de expectativa serena, mas sem espaço para facilitismos. João Brandão, treinador do FC Porto B, apresentou um discurso claro: respeitar o momento do Leixões, proteger a identidade da equipa e atacar o desafio com a mentalidade certa, numa fase em que o crescimento dos mais novos continua a caminhar lado a lado com a exigência de competir para vencer.


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Questionado sobre o adversário, Brandão foi direto ao retratar uma equipa em ascensão e um jogo que promete dureza desde o primeiro minuto. O foco, mais do que no nome do oponente, esteve na forma como o FC Porto B terá de responder à intensidade que o encontro pede.

“É uma equipa que está num bom momento, os resultados dizem isso. A maneira como subiram na tabela classificativa diz bem do momento de forma.”, afirmou. “Desde a entrada do Fangueiro, deixam uma imagem mais de que acordo com aquilo que é o Leixões SC, uma equipa agressiva e muito forte nos duelos. Vamos ter de certeza um jogo muito intenso, no qual os nossos níveis de agressividade têm de estar muito altos. Temos de ser muito competentes nos duelos defensivos e ofensivos e nas segundas bolas. Depois de temos de tentar impor o nosso jogo dominante, com intenções ofensivas e com clarividência para explorar os espaços que aparecerem.”

Na leitura do treinador, o jogo pede músculo competitivo, mas também discernimento. O retrato do Leixões é o de uma equipa capaz de empurrar o encontro para territórios de choque, e isso obriga os portistas a encontrar equilíbrio entre agressividade e lucidez.

O histórico recente destes duelos no Olival também entrou na conversa, e Brandão não o contornou. Pelo contrário: assumiu-o como ponto de partida para uma reação que quer ver traduzida no comportamento da equipa e na ligação com os adeptos.

“O passado recente diz-nos que o FC Porto B tem sido feliz no Estádio do Mar, mas o Leixões também tem sido feliz aqui no Olival.”, sublinhou. “Queremos contrariar isso e está nas nossas mãos contrariar essa história recente perante uma equipa que é muito competente a jogar fora, que cria dificuldade pela forma como aborda o jogo. Temos de conseguir trazer para nós os nossos adeptos através de um jogo atrativo, aguerrido e que seja à imagem do FC Porto. Temos de impor o nosso jogo com personalidade, autoridade, coragem e qualidade. Há muito para se jogar e muitos pontos para conquistar.”

Há, nas palavras do técnico, uma ideia de afirmação que vai além de um simples ajuste estatístico. Contrariar a tendência recente, aqui, significa sobretudo impor uma identidade reconhecível, com coragem e domínio emocional, sem perder de vista o que ainda está em disputa.

O lançamento de jovens talentos surgiu depois como tema central, quase como espinha dorsal da época. Brandão enquadrou esse trabalho sem o desligar da obrigação competitiva de um emblema como o FC Porto.

“Independentemente dos resultados, piores no início e melhores agora, o propósito da equipa B é lançar jovens. Sabemos que representamos o FC Porto e que o FC Porto entra em todos os campos para ganhar.”, explicou. “Nós queremos entrar para ganhar neste jogo, é essa a nossa intenção e é dessa forma que temos preparado o jogo. O espaço está a aberto a estes jovens de qualidade, estejam eles preparados e façam eles o trabalho que têm a fazer, que é serem muito dedicados no dia a dia. É um orgulho tremendo ver como eles chegam aqui preparados, determinados e atrevidos. Isso é fruto de muito trabalho, bem feito, dentro da formação do Clube.”

O treinador desenhou assim a fórmula que procura: crescer sem abdicar de competir, dar palco sem aliviar a exigência. A mensagem é consistente com a natureza da equipa B, onde o futuro se trabalha sempre sob pressão de presente.

Sobre a semana de preparação, Brandão descreveu dias marcados por movimentações entre escalões e por sinais positivos vindos de outros contextos competitivos do clube. Ainda assim, reduziu tudo ao essencial: a resposta mental no momento do jogo.

“Tal como as outras semanas, esta foi um pouco atípica. Felizmente, tivemos jogadores que integraram a preparação do jogo da equipa A e outros que integraram a convocatória para a Liga Europa.”, analisou. “Os sub-19 conseguiram mais uma vitória importante no sentido de conquistarmos o título nacional. Se formos com a mentalidade certa, podemos vencer.”

É uma ideia simples, mas reveladora: num contexto em que a equipa vive de circulação, crescimento e oportunidades, a estabilidade tem de nascer da atitude. E foi precisamente nessa linha que Mateus Mide apareceu a reforçar a confiança do grupo.

O avançado falou do Leixões com sobriedade, recusando qualquer exceção no modo de encarar o desafio. O adversário, disse, exige muito, mas o foco mantém-se no mesmo objetivo.

“Olhamos para este adversário como olhamos para todos os outros. Sabemos que vai ser um jogo difícil frente a um adversário que exige muito nos duelos. Encaramos este jogo de forma positiva para conseguirmos os três pontos.”

A frase encaixa na toada geral da antevisão: respeito sem hesitação, prudência sem medo. O FC Porto B quer reconhecer as dificuldades sem as transformar em travão.

Mide sublinhou ainda a força recente da equipa no Olival, transformando esse dado em estímulo para o que aí vem. A casa, no seu discurso, surge como terreno a preservar.

“Sabemos que somos a única equipa que ainda não perdeu em casa em 2026, por isso queremos continuar assim e conseguir os três pontos.”

É um detalhe que alimenta confiança e, ao mesmo tempo, aumenta a responsabilidade. Porque proteger essa consistência em casa é também dar continuidade ao crescimento competitivo que Brandão descreveu.

Por fim, o jovem avançado falou de si e da forma como vive este momento, entre a responsabilidade precoce e a vontade de aproveitar cada oportunidade. Fê-lo com uma naturalidade que ajuda a perceber a linha que o treinador tanto valorizou.

“Significa muita responsabilidade saber que com a minha idade já posso representar uma equipa profissional, mas olho para isso de uma forma positiva. Temos de jogar com alegria e desfrutar do momento.”

É talvez aí que o discurso do FC Porto B melhor se fecha sobre si mesmo: exigência, sim, mas sem retirar frescura; responsabilidade, sim, mas sem travar o atrevimento. Para enfrentar um Leixões em boa fase, Brandão pede agressividade e mentalidade; Mide acrescenta alegria. No cruzamento dessas duas ideias joga-se a ambição portista para esta ronda.

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