Central do Timão
·18 de setembro de 2026
Justiça aceita recurso e volta a suspender Assembleia Geral da reforma do Estatuto do Corinthians

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·18 de setembro de 2026

A Assembleia Geral Extraordinária que discutiria a reforma do Estatuto do Corinthians foi novamente suspensa pela Justiça de São Paulo. A reunião estava prevista para este sábado (19), no Parque São Jorge, mas uma nova decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) interrompeu a realização da votação.
A medida partiu do desembargador Maurício Campos da Silva Velho, da 4ª Câmara de Direito Privado, após um recurso apresentado pelos conselheiros vitalícios Ademir de Carvalho Benedito, Guilherme Gonçalves Strenger e Alexandre Husni. Com a concessão do efeito suspensivo, a Assembleia fica paralisada até que o recurso seja analisado de forma definitiva ou haja uma nova determinação judicial.

Foto: Divulgação/Corinthians
O presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, Romeu Tuma Júnior, comunicou oficialmente os associados sobre a decisão e confirmou a suspensão do encontro. O novo capítulo da disputa judicial ocorre às vésperas da data em que os sócios deveriam analisar as propostas de mudança no Estatuto.
Entre os questionamentos apresentados pelos três conselheiros está a suposta falta de observância ao artigo 97, alínea “M”, do Estatuto do clube. O dispositivo trata das atribuições do Conselho de Orientação (Cori) no processo de apresentação de alterações estatutárias. O grupo também contesta a forma como os 11 temas foram aprovados, considerando que o texto-base do anteprojeto havia sido rejeitado durante uma reunião do Conselho Deliberativo realizada em 4 de maio.
A decisão judicial também levou em consideração a possibilidade de as alterações produzirem efeitos sobre o processo eleitoral do Corinthians ainda em 2026, incluindo mudanças relacionadas ao direito de voto. Segundo o entendimento apresentado no despacho, permitir a realização da votação neste momento poderia gerar consequências difíceis de reverter caso a reforma fosse posteriormente anulada.
“Nesse contexto, a suspensão temporária mostra-se adequada e reversível, preservando a utilidade do julgamento da apelação. A medida, ademais, não representa juízo definitivo sobre a validade das propostas nem ingerência no mérito das escolhas associativas. Destina-se apenas a preservar a situação existente, diante da relevância dos fundamentos recursais e da possibilidade de produção imediata de efeitos eleitorais de difícil recomposição”, diz trecho da decisão.
Os autores da ação sustentam ainda que a decisão tomada em primeira instância apresenta problemas relacionados à elaboração e à própria concepção das propostas que seriam submetidas aos associados. Outro ponto levantado é a possibilidade de a reforma interferir diretamente nas eleições previstas para novembro, principalmente pela proposta que poderia ampliar o direito de voto aos integrantes do Fiel Torcedor, sob a denominação de Associado de Futebol.
Ademir Benedito, Guilherme Strenger e Alexandre Husni vêm recorrendo à Justiça contra a tramitação da reforma estatutária desde junho. Na semana passada, o grupo havia sofrido uma derrota judicial, quando foi autorizada a realização da Assembleia para que os associados deliberassem sobre os 11 pontos previstos na reforma. Com a nova liminar, porém, a reunião volta a ficar impedida. Esta é a quarta suspensão envolvendo a Assembleia destinada a discutir as mudanças no Estatuto.
A reforma estatutária é debatida internamente no Corinthians desde o ano passado. Ao longo do processo, o clube promoveu audiências públicas e discussões que envolveram conselheiros, associados e torcedores. A última alteração do Estatuto corintiano ocorreu em 2008, segundo o material apresentado no processo.







































