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·09 de março de 2026

Justiça torna réu ex-presidente do Corinthians por uso de cartões do clube

Imagem do artigo:Justiça torna réu ex-presidente do Corinthians por uso de cartões do clube

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu o ex-presidente do Corinthians, Duilio Monteiro Alves. A decisão da juíza Elaine Cristina Pulcineli Vieira Gonçalves aponta o crime de apropriação indébita entre os anos de 2021 e 2023. O MPSP acusa o ex-mandatário de utilizar o cartão de crédito da instituição para custear despesas pessoais sem relação com as atividades do clube.

Segundo o promotor Cássio Conserino, os gastos envolveram estabelecimentos como freeshops, hotéis, restaurantes e lojas náuticas. O processo também inclui o ex-gerente financeiro do Corinthians, Roberto Gavioli, que já responde como réu em caso semelhante envolvendo o antecessor de Duilio, Andrés Sanchez. A magistrada, no entanto, negou pedidos cautelares do MP, como o bloqueio de bens e a quebra de sigilo bancário e fiscal do ex-presidente.


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Duilio Monteiro Alves vira réu em processo movido pelo MPSP – Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Ministério Público pede restituição de valores aos cofres do Corinthians

Em resumo, a denúncia indica que as compras efetuadas somam R$ 41.822,62, em valores já corrigidos pela inflação. Além da restituição integral desse montante, o Ministério Público solicita que Duilio pague uma indenização de R$ 31.366,96 por danos materiais causados ao Corinthians. Os acusados possuem agora um prazo de 10 dias para apresentar defesa formal por meio de seus advogados.

Por fim, a defesa de Duilio Monteiro Alves afirmou que a recepção da denúncia representa apenas o início formal do processo. Os advogados destacaram que a Justiça negou as medidas restritivas pedidas pelo MP por entender que não havia elementos justificáveis. A defesa reiterou confiança no esclarecimento total dos fatos ao longo da tramitação.

Veja a nota da defesa de Duilio Monteiro Alves:

“A defesa de Duilio Monteiro Alves informa que tomou conhecimento da decisão judicial que recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público, medida que representa o início formal do processo, etapa em que os fatos passam a ser analisados com a garantia do contraditório e da ampla defesa.

Na mesma decisão, a Justiça indeferiu pedidos feitos pelo Ministério Público, como a quebra de sigilos bancário e fiscal, o bloqueio de bens e outras medidas restritivas, por entender que não havia elementos que justificassem tais providências.

A defesa de Duilio Monteiro Alves reafirma sua confiança no Poder Judiciário e no devido processo legal, certos de que todos os fatos serão devidamente esclarecidos ao longo da tramitação do processo.”

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