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·20 de agosto de 2026
Maiores contratações do Palmeiras: ranking atualizado em 2026

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Atualizado em 20 de agosto de 2026
O Palmeiras fez a contratação mais cara de sua história ao comprar Vitor Roque do Barcelona por 25,5 milhões de euros, em 2025. Jhon Arias aparece logo atrás: o Verdão pagou 25 milhões de euros ao Wolverhampton pelo colombiano em 2026. Paulinho completa o top 3, contratado por 18 milhões de euros junto ao Atlético-MG.
O ranking mostra uma transformação importante na política de mercado do clube. Das cinco contratações mais caras da história palmeirense em valores nominais, quatro foram realizadas entre 2025 e 2026. O Palmeiras que durante anos foi associado à busca por oportunidades passou a disputar jogadores de alto valor também com clubes do exterior.
Considerando os valores fixos divulgados das transferências, sem atualização pela inflação, as cinco maiores compras do Palmeiras são:
Vitor Roque e Arias mudaram completamente o patamar histórico do ranking. O colombiano custou 25 milhões de euros em 2026 e tornou-se a segunda maior aquisição do clube, apenas 500 mil euros abaixo do valor fixo pago por Vitor Roque.
*No negócio por Paulinho, além do pagamento de 18 milhões de euros, o Atlético-MG recebeu direitos econômicos de Gabriel Menino e Patrick. Por isso, o custo econômico completo da operação é maior do que a transferência em dinheiro considerada neste ranking.
Os valores foram mantidos preferencialmente na moeda em que cada transação foi divulgada. Isso evita distorções provocadas pela cotação do euro e do dólar entre negócios realizados em épocas diferentes. Os números também não são corrigidos pela inflação.
A chegada de Vitor Roque, em 2025, rompeu uma barreira histórica.
O Palmeiras acertou com o Barcelona o pagamento de 25,5 milhões de euros fixos, valor que colocou o atacante no topo das maiores compras do clube. A operação ainda teve previsão de valores adicionais vinculados a condições contratuais.
Até aquele momento, nenhuma contratação palmeirense havia alcançado algo próximo desse patamar.
Paulinho havia assumido o primeiro lugar poucos meses antes. Antes dele, Miguel Borja permaneceu durante anos como símbolo da maior aposta financeira realizada pelo clube.
O recorde de Borja, portanto, não foi simplesmente superado. O tamanho financeiro das operações praticamente mudou de categoria.
Vitor Roque em Palmeiras x Internacional (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)
A diferença entre Vitor Roque e Jhon Arias é mínima.
O Palmeiras acertou a contratação do colombiano junto ao Wolverhampton por 25 milhões de euros, cerca de R$ 154 milhões na cotação divulgada na época da negociação.
O contrato foi firmado até dezembro de 2029, e o pagamento ao clube inglês foi dividido ao longo de quatro anos.
Isso significa que as duas maiores contratações de toda a história do Palmeiras aconteceram em temporadas consecutivas.
Mais do que uma curiosidade, o dado ajuda a explicar a nova estratégia financeira do clube.
O Palmeiras deixou de concentrar seus maiores investimentos exclusivamente em jogadores jovens adquiridos como apostas. Arias já chegou consolidado no futebol sul-americano, enquanto Vitor Roque foi contratado para assumir papel de protagonista no ataque.
O corte histórico é bastante claro.
Por muitos anos, Borja, comprado por 12 milhões de euros em 2017, permaneceu no topo do ranking. Depois vieram contratações como Flaco López, Mauricio e outros investimentos relevantes, mas nenhum negócio chegou perto dos valores atuais.
Então veio 2025.
Naquela temporada, o Palmeiras contratou Vitor Roque, Paulinho, Ramón Sosa, Facundo Torres, Emiliano Martínez, Micael, Lucas Evangelista, Carlos Miguel, Khellven, Jefté e Andreas Pereira, entre outros movimentos.
Somente nas demonstrações financeiras de 2025, o clube registrou R$ 846,951 milhões em investimentos relacionados a contratações, considerando o tratamento contábil utilizado pelo balanço. Boa parte desses compromissos ainda seria paga nos exercícios seguintes.
O levantamento do Portal do Palestra sobre os gastos com reforços mostrou que, no fim daquele exercício, ainda havia centenas de milhões de reais em obrigações ligadas às compras de atletas.
É uma diferença fundamental entre valor da contratação e dinheiro que sai do caixa naquele momento.
Essa é uma das principais confusões quando se fala em mercado da bola.
Quando o Palmeiras compra um jogador por 20 milhões de euros, por exemplo, isso não significa necessariamente que 20 milhões de euros deixem o caixa do clube naquele dia.
A contratação de Andreas Pereira ajuda a explicar.
O Palmeiras acertou o meia por 10 milhões de euros junto ao Fulham, com pagamento parcelado.
Arias seguiu a mesma lógica, com os 25 milhões de euros distribuídos por quatro temporadas.
Por isso, uma sequência de contratações caras produz compromissos financeiros que atravessam vários exercícios.
Quem quiser entender esse efeito com mais profundidade pode consultar a página de finanças do Palmeiras, que reúne receitas, dívidas, ativos e custos do clube.
Não é apenas Vitor Roque estar em primeiro.
É a concentração temporal.
Vitor Roque, Arias, Paulinho e Ramón Sosa — quatro dos cinco maiores investimentos da história do Palmeiras — chegaram em um intervalo de aproximadamente um ano.
Isso demonstra uma mudança estrutural.
Durante boa parte da reconstrução iniciada na década passada, o Palmeiras aumentou receita, reduziu fragilidades financeiras, estruturou a base e construiu capacidade de investimento.
Nos últimos anos, essa capacidade passou a ser utilizada de maneira mais agressiva no mercado.
Um levantamento do ge mostrou que, entre 2019 e maio de 2026, o Palmeiras havia investido cerca de R$ 1,526 bilhão em 52 reforços, ficando atrás apenas do Flamengo no recorte analisado.
O debate, portanto, já não é se o Palmeiras possui capacidade para realizar grandes contratações.
A questão passou a ser: qual retorno esportivo e financeiro esses investimentos produzirão?
É aqui que os dois lados da estratégia começam a se encontrar.
Ao mesmo tempo em que aumentou radicalmente o valor investido em reforços, o Palmeiras se transformou em uma das maiores máquinas de venda de jogadores do futebol brasileiro.
Estêvão, Endrick, Vitor Reis, Gabriel Jesus, Luis Guilherme e outros atletas renderam negócios milionários.
Essa capacidade de negociação, principalmente a partir das Crias da Academia, ajuda a financiar parte da agressividade na compra de jogadores.
O Portal já mostrou como o investimento na formação de atletas virou um dos grandes motores financeiros do clube na análise R$ 120 milhões viraram R$ 2 bilhões.
E o outro lado dessa história está no nosso levantamento sobre as maiores vendas da história do Palmeiras, que reúne as negociações recordistas do clube.
Há uma armadilha nesse tipo de análise.
Não basta dizer:
“O Palmeiras comprou por R$ 100 milhões e vendeu outro por R$ 150 milhões, então ganhou R$ 50 milhões.”
Os balanços incluem diversos elementos:
Richard Ríos é um bom exemplo do lado das vendas. O negócio com o Benfica foi anunciado por 30 milhões de euros, mas o Palmeiras possuía 70% dos direitos econômicos do jogador.
O valor de manchete e o dinheiro efetivamente apropriado pelo clube são coisas diferentes.
O mesmo vale para as compras.
Por isso, este ranking considera o valor nominal divulgado da transferência, e não tenta transformar negócios de diferentes épocas em um suposto custo econômico exato.
Outro dado incomum é que boa parte dos jogadores do topo ainda pertence ao atual ciclo esportivo.
Vitor Roque, Arias, Paulinho, Sosa, Andreas Pereira e outros nomes seguem ligados ao Palmeiras em 2026.
É possível consultar os jogadores atuais na página permanente de elenco do Palmeiras.
Isso faz com que o elenco de Abel Ferreira carregue um volume de investimento acumulado sem precedentes na história alviverde.
E aumenta, naturalmente, a cobrança esportiva.
Quando um clube monta o elenco mais caro de sua história, o parâmetro também muda.
Chegar longe deixa de ser suficiente. O investimento passa a ser julgado por títulos, valorização de ativos e capacidade de renovação do próprio elenco.
Vitor Roque é a maior contratação da história do Palmeiras. O clube pagou 25,5 milhões de euros fixos ao Barcelona pelo atacante em 2025.
O Palmeiras acertou a contratação de Jhon Arias por 25 milhões de euros junto ao Wolverhampton em 2026. O pagamento foi estruturado ao longo de quatro anos.
O valor em dinheiro divulgado foi de 18 milhões de euros. A operação também envolveu direitos econômicos de Gabriel Menino e Patrick, fazendo com que o custo econômico total do negócio seja superior ao pagamento em dinheiro.
O Palmeiras acertou Ramón Sosa por 12,5 milhões de euros fixos, com possibilidade de a operação alcançar 14 milhões de euros conforme metas previstas no negócio.
Miguel Borja foi durante anos a principal referência. O Palmeiras pagou 12 milhões de euros ao Atlético Nacional em 2017.
As Demonstrações Financeiras de 2025 registraram R$ 846,951 milhões em investimentos relacionados às contratações realizadas no período. O montante inclui compromissos parcelados e não representa apenas pagamentos feitos à vista. O Portal detalhou os números neste levantamento.
Porque o objetivo é mostrar quanto cada transferência custou nominalmente no momento da negociação. Uma comparação corrigida pela inflação exigiria metodologia diferente e poderia formar outro ranking.
O ranking das maiores contratações mostra mais do que quem custou mais.
Ele revela quando o Palmeiras mudou de patamar no mercado.
Durante anos, 12 milhões de euros representaram um investimento extraordinário para o clube. Em 2025 e 2026, operações acima de 20 milhões de euros passaram a fazer parte da realidade alviverde.
Vitor Roque e Jhon Arias são os maiores símbolos dessa transformação.
A pergunta para os próximos anos será se o salto financeiro no mercado produzirá retorno esportivo compatível — e quanto desses jogadores ainda poderá retornar ao caixa por meio de futuras vendas.







































