AVANTE MEU TRICOLOR
·01 de fevereiro de 2026
Massis surpreende até aliados e indica nomes da oposição para cargos de primeiro escalão no São Paulo

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As mudanças promovidas por Harry Massis, presidente empossado do São Paulo até o final do ano após o impeachment de Julio Casares, deverão apresentar no decorrer da próxima semana duas novidades surpreendentes até para quem é aliado de longa data do dirigente.
Dois nomes conhecidos da antiga oposição a Casares e que tiveram papel fundamental na saída do ex-presidente deverão ocupar cargos do primeiro escalação da gestão de Massis: Caio Forjaz deverá ocupar o posto de assessor jurídico, enquanto Miguel Souza será o diretor adjunto do social.
A informação foi divulgada inicialmente pelo jornalista e amigo Ramoni Artico, do ‘São Paulo Digital‘, e confirmada ao AVANTE MEU TRICOLOR por fontes da cúpula são-paulina.
Forjaz, com voz ativa no processo de impeachment de Casares, se tornou o principal articulador dos grupos contrários ao ex-presidente com Massis após sua posse.
Há uma semana, o conselheiro advogado vazou um dos encontros que teve com o atual mandatário através de uma postagem nas redes sociais. “Em cinco dias fez mais que o outro. Tirou o CEO e acabará com o curral político no social”, elogiou Forjaz.
Alguns nomes de destaque na posição, como Flávio Marques, também deverão ser convidados para ocuparem postos no clube.
Há quase um mês no cargo máximo do clube, Massis vem realizando as mudanças estruturais no São Paulo em pílulas. Até agora, selou a saída de quatro diretores. A lista completa, contudo, deverá conter mais de dez nomes.
Conforme a reportagem apurou, Massis descartou promover uma ‘revolução’, até como forma de não prejudicar o andamento do clube (em principal as finanças). Por isso a ideia é ir cortando nomes ligados a Casares aos poucos, semanalmente.
Outras sugestões de oposicionistas, como a demissão do executivo de futebol Rui Costa, foram descartadas pelo novo presidente.
Quanto às chegadas, uma está confirmada. Toninho Paiva, nome que integra o grupo político de Massis há tempos, é o novo diretor social substituindo Antônio Donizeti, o Dedé, que confirmou sua saída horas depois da carta de renúncia de Casares ter sido publicada nas redes sociais.
Para o lugar de Márcio Carlomagno, que também teve a demissão anunciada após a renúncia de Casares, Massis tem em mente convidar Luiz Cunha.
Não é um nome desconhecido. O empresário de sucesso que atualmente mora no Rio de Janeiro (RJ) já ocupou cargos diretivos no São Paulo. Com Carlos Miguel Aidar, foi diretor da base e de departamentos do clube. Com Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, chegou como ao futebol profissional, onde já havia sido adjunto nas gestões Marcelo Portugal Gouvêa e Juvenal Juvêncio.
Apesar de bastante elogiado pelo então presidente, Cunha durou pouco mais de cinco meses no cargo. Entrou em choque com o então executivo Gustavo Sampaio, acusando-o se reportar diretamente a Leco. A gota d’água foi a contratação do peruano Cueva, feita por Sampaio sem sua anuência e bancada pelo mandatário.
Fora da política são-paulina desde então, Cunha é um nome visto como capaz de agradar ‘gregos e troianos’ e conseguir ao menos apaziguar e blindar o futebol da política e do processo eleitoral que se avizinha. Até por ter participado das mais variadas gestões e grupos políticos do clube.
O próprio Massis é exemplo disso. Em 2016, o atual presidente era opositor de Leco e seu grupo político na ocasião divulgou um manifesto apoiando Cunha e sendo contra a contratação de Cueva.








































