Central do Timão
·01 de outubro de 2026
Meia do Corinthians demonstra confiança por virada no Brasileirão Feminino e ressalta importância da Fiel

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·01 de outubro de 2026

Na noite da última terça-feira (29), o Corinthians promoveu, juntamente com a Nike, um evento de lançamento do terceiro uniforme do clube para a temporada 2026/2027 no Shopping Anália Franco, em São Paulo. O novo material faz uma homenagem aos 50 anos da Invasão Corinthiana, no Rio de Janeiro, em dezembro de 1976, que teve o ex-goleiro Tobias como protagonista.
Além do ex-volante Basílio, a meia Gabi Zanotti, da equipe feminina do Corinthians, foi convidada a estar no encontro. A camisa 10 das Brabas ressaltou todo seu carinho pela torcida corinthiana e afirmou que a Fiel é diferente das outras: “É algo que vem de dentro. É difícil explicar. Eu já joguei em outros clubes dentro do Brasil, fora dele, mas é algo muito forte, é de arrepiar quando a gente está dentro de campo escutando a torcida. Não tem uma palavra que define. É amor, loucura mesmo. O quanto eles energizam a gente dentro de campo é surreal“, iniciou.

Foto: Reprodução/Central do Timão
No Corinthians desde 2018, meia-atacante do Corinthians foi questionada sobre o seu momento mais especial pelo clube e afirmou que este ocorreu no começo desta temporada, nos jogos da Copa das Campeãs, diante de Gotham FC, dos Estados Unidos, e Arsenal, da Inglaterra. As Brabas, no torneio, terminaram com o vice-campeonato ao serem superadas na prorrogação, por 3 x 2, contra as londrinas.
“Quem sabe um dia (sobre ser homenageada). Eu não tenho muita dimensão do que eu vivo hoje, para mim é incrível ver a arquibancada lotada vendo o Mas foi muito especial, desde meu primeiro jogo aqui. Lembro bem, foi no Canindé, primeiro jogo com essa camisa, marquei gol. Hoje eu estou com 289, 290 jogos, e cada jogo tem uma particularidade diferente, cada jogo é especial. E cada ano teve uma conexão muito forte com o torcedor. Mas o que mais marcou foi agora no Mundial em Londres, a nossa torcida fazendo uma festa incrível, independente do número de torcedores, todo mundo cantou lá, foi algo que ficou marcado para mim“, continuou.
Ao todo, Zanotti soma 283 jogos pelo Alvinegro (229 como titular), sendo 217 vitórias, 40 empates e 26 derrotas – 81,4% de aproveitamento, com 96 gols marcados e 40 assistências. Nesse período, além disso, são 18 títulos conquistados entre Campeonato Brasileiro, Paulistão, Supercopa do Brasil, Copa Paulista e Conmebol Libertadores.
Na sequência, Gabi Zanotti comentou sobre o resultado da final do jogo de ida da final do Campeonato Brasileiro Feminino de 2026. No último sábado (26), as Brabas receberam o São Paulo, na Neo Química Arena, e perderam por 2 x 1, de virada. A jogadora de 41 anos admitiu a partida abaixo das expectativas por parte do Timão e citou a importância desta semana livre de treinos para ajustar os detalhes finais para o segundo jogo.
A partida decisiva ocorre na tarde deste sábado (3), às 16h30 (de Brasília), no Estádio do Morumbis. O clube do Parque São Jorge é o maior campeão nacional da modalidade com sete títulos – 2018, 2020, 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025. Em 2017 e 2019 foram finalistas, mas ficaram com a segunda colocação, perdendo para Santos e Ferroviária, respectivamente.
“Obviamente a gente queria ter feito o resultado em casa, mas agora não é mais o momento de se lamentar. Estou muito tranquila, a gente tem consciência do jogo muito abaixo que fizemos, tanto com a bola quanto sem ela, na parte defensiva. A gente tem alguns dias para continuar ajustando e estudando o adversário, analisando o que deixamos a desejar nessa partida e os pontos vulneráveis do adversário. A gente tem capacidade total de fazer um grande jogo no Morumbis e reverter o placar. A partida está totalmente em aberto, buscando um gol e já iguala. É continuar com a postura que a gente vinha nos últimos jogos de mata-mata, que foi nosso melhor momento no Brasileirão, com mais agressividade, melhorar nossa recomposição e melhorar as tomadas de decisão no terço final”, acrescentou.
Por fim, falou sobre os problemas extracampo recentes do clube na modalidade feminina e em outros departamentos. As Brabas vem enfrentando sucessivos atrasos com salários e ainda não receberam integralmente os valores referentes às premiações pelos desempenhos na Conmebol Libertadores Feminina (2025), Supercopa do Brasil (2026) e Copa das Campeãs (2026). A meia também ponderou a oscilação da equipe na primeira fase do Brasileirão Feminino, marcada por um início inconstante. Apesar disso, a equipe se recuperou e encerrou a etapa de classificação na segunda colocação com 38 pontos – 12 vitórias, dois empates e três derrotas – 42 gols marcados e 18 sofridos.
“É lógico que todos os fatores extracampo acabam afetando. A gente tenta minimizar o máximo possível, não levar isso para dentro de campo, não deixar afetar nosso desempenho, mas a gente sabe que, internamente, acaba gerando um estresse, um desgaste mental. A gente tem consciência de que oscilamos bastante durante todo o campeonato, mas, como eu falei, quando chegou na fase decisiva, o Corinthians mostrou a força que tem, o poder de decisão. Eu sempre tento me apegar ao torcedor; a gente tenta retribuir ao máximo o apoio que tem do nosso torcedor, de gritar e apoiar nos 90 minutos. É a única torcida que faz isso. É nisso que tentamos nos apegar até agora. Temos total capacidade de entrar lá no sábado, fazer uma grande partida e fazer história novamente”, finalizou.







































