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·19 de julho de 2026
Messi enfrentará o país que o consagrou pela primeira vez na carreira profissional

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A relação entre Lionel Messi e o futebol espanhol é algo que não precisa ser explicado. Formado, evoluído e consagrado na Espanha, o jogador argentino sabe bem como as equipes de lá se portam, mas enfrentará a seleção espanhola pela primeira vez em sua carreira profissional.
A única vez que Messi jogou contra a Fúria foi nas quartas de finais da Copa do Mundo Sub-20 de 2005, sediada na Holanda. A Argentina levou a melhor com um placar de 3 a 1, inclusive com gol de seu camisa 18 na altura, e foi, posteriormente, campeã do torneio.
Por quase uma vida toda, Messi desfilou nos campos da Espanha vestindo a camisa do Barcelona. Por lá, seu currículo é invejável: 778 jogos, 672 gols e 269 assistências, além de 34 títulos. Com a camisa da Argentina, o sucesso é mais recente. De 2018 para cá, o craque venceu suas três mais importantes taças pela equipe, as duas Copas Américas (2021 e 2024) e a Copa do Mundo (2022).
Lionel despontou de forma meteórica ao mundo sob o comando de Pep Guardiola, entre as temporadas 08/09 e 11/12. Foi com o espanhol na beirada do gramado que o argentino teve seu melhor desempenho, quando marcou incríveis 92 gols no ano de 2011.
Messi foi parte crucial do chamado tiki-taka espanhol, que segue fazendo fãs até os dias atuais. Luís de La Fuente, atual comandante da seleção espanhola, é um deles, e mantém a filosofia viva na Fúria. Pode-se dizer, então, que o camisa 10 argentino fará sua última dança em Copas do Mundo contra um estilo que conhece muito bem.
Enquanto ainda era apenas uma jovem promessa nas categorias de base, em meados de 2003 e 2004, Messi recebeu inúmeros convites para defender a Fúria. Entretanto, falou mais alto o seu desejo inabalável de defender a Argentina, que correu contra o tempo nas vésperas do Mundial Sub-17 de 2004 para garantir aquele que seria o maior jogador da história do país.
E tudo por conta de uma fita-cassete, que hoje, por um pecado, não existe mais. Ainda desconhecido no país sul-americano, o "baixinho" habilidoso chamou a atenção de Claudio Vivas, ex-jogador da seleção argentina e auxiliar de Marcelo Bielsa, então treinador do time principal. Ambos não acreditaram no que viram e falaram com Hugo Tocalli, técnico da seleção de base, que já não tinha mais tempo de incluir Messi na convocação do Mundial.
Como a regra de elegibilidade da Fifa era outra, Messi não poderia defender a Argentina se jogasse pela base da Espanha, que insistentemente sonhava em ter La Pulga. Então, a AFA organizou dois amistosos às pressas naquele período, com direito a arrecadação para hospital e árbitro chamado às vésperas para um jogo aonde "surgiu" Maradona (no estádio do Argentinos Juniors), e custeou as passagens de Messi, algo bastante incomum na época.
E o destino foi cruel com os espanhóis. A Fúria até venceu a Argentina nas semifinais do Mundial Sub-17 de 2003, com direito a virada na prorrogação e doblete de Fábregas, mas foi vice para o Brasil no fim das contas. Após o confronto, o presidente da federação espanhola falou com Tocalli e declarou derrota: "Nós oferecemos a ele (Messi) tudo, mas ele disse que queria jogar pela seleção argentina. Era o jogador que precisávamos".
Fica, então, no imaginário como seria Messi atuando na Espanha na Copa do Mundo de 2010 e nos anos posteriores, e o que seria da Argentina sem seu camisa 10. Fato é que, passados 22 anos da história contada, Lionel Messi enfrentará o país que o consagrou pela primeira vez como profissional, e valendo um título mundial.







































