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·04 de setembro de 2026

MP dá prazo ao Corinthians para detalhar segurança de Osmar Stabile

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O Ministério Público de São Paulo estabeleceu um prazo de cinco dias úteis para o Corinthians prestar esclarecimentos formais. A saber, o assunto é sobre os serviços prestados na escolta pessoal do presidente Osmar Stabile. A medida jurídica busca esclarecer os termos contratuais firmados com a Bear Security, além de obter a lista de funcionários e os registros internos que respaldaram a contratação.

​Conforme documento oficial obtido pelo portal “UOL”, a Promotoria solicitou o detalhamento completo das escalas de trabalho para mapear horários, locais e a rotina dos agentes. O órgão estadual também cobrou respostas sobre a postura adotada pela agremiação esportiva após a descoberta de que a prestadora não possuía registro na Polícia Federal para exercer atividades de segurança privada.


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Osmar Stabile, presidente do Corinthians – Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

?Promotoria amplia apuração sobre repasses no Corinthians

​O promotor Cássio Roberto Conserino ressaltou nos autos do processo que eventuais omissões na rescisão do serviço clandestino acarretam responsabilização legal direta. Por causa dessa suspeita, o Ministério Público acionou a própria Polícia Federal para abrir um inquérito específico sobre a atuação da firma.

​Além disso, a Promotoria analisa o histórico financeiro do negócio para identificar se os repasses funcionavam como remuneração indireta a Osmar Stabile. De fato, as normas estatutárias do futebol brasileiro proíbem qualquer ganho financeiro por parte de presidentes de clubes associativos. Segundo a documentação da investigação, a tesouraria corintiana transferiu R$ 586.987,65 para as contas da Bear Security.

​Por outro lado, o caso amplia a turbulência política nos bastidores do Parque São Jorge. O contrato com a empresa de vigilância figura entre os principais argumentos de um pedido formal de impeachment protocolado por conselheiros contra o mandatário. O processo tramita em conjunto com outras apurações administrativas, como a contratação da Mega Assessoria Operacional para controle de acessos sem cobertura de contrato formal.

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