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·11 de setembro de 2026

Na 4ª rodada da Serie A, Lazio e Milan farão duelo que impacta na briga pela liderança

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Depois de três fins de semana na Serie A, apenas três equipes preservam aproveitamento de 100%, e são justamente aquelas que estarão envolvidas nos confrontos de maior interesse da rodada. A jornada terá como grande atração o encontro entre Lazio e Milan, no sábado, enquanto Roma e Inter entrarão em campo na segunda-feira diante de Torino e Udinese, respectivamente.

O principal encontro será no sábado, quando a Lazio receberá o Milan. Invicta sob o comando de Gennaro Gattuso, ídolo como jogador do Diavolo e seu ex-treinador, a equipe capitolina receberá os rossoneri, que também ainda não perderam, mas somam sete pontos depois do empate no clássico com a Juventus. Esta combinação de fatores é o que transforma a partida na mais aguardada do fim de semana.


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A segunda terá outros dois jogos de peso. A Roma, que também está no grupo de líderes da Serie A, visitará um Torino que conquistou sua primeira vitória ao virar sobre a Fiorentina e chega ao encontro com a possibilidade de oferecer resistência aos giallorossi. Mais tarde, a Inter, a outra equipe com 100% de aproveitamento, receberá a Udinese, que apresentou bons desempenhos nas primeiras partidas e historicamente já criou dificuldades aos nerazzurri, mas terá desfalques importantes neste compromisso.

A rodada ainda terá outros encontros interessantes, como Venezia e Fiorentina – embate entre duas equipes que perderam suas três partidas até aqui. A Viola, inclusive, já passou por uma mudança no comando, com a saída de Fabio Grosso e o retorno de Paolo Vanoli. Napoli e Bologna, por sua vez, também buscarão uma resposta depois de um início abaixo das expectativas, completam a relação de jogos que merecem atenção. Confira a prévia da jornada.

O jogão

Sábado, 12/9, 13h

Lazio x Milan

O início de campeonato colocou Lazio e Milan em situações distintas em relação às expectativas que cercavam cada equipe. Os biancocelesti, contestados antes da competição e já eliminados da Coppa Itália pelo Mantova, da Serie B, venceram as três primeiras partidas e aparecem como uma das surpresas deste começo de Serie A – feito surpreendente também por só duas vezes em toda a história a equipe ter conseguido tal sequência, em 1974 e 2012, nunca chegando a quatro triunfos na largada. O Milan, por outro lado, também permanece invicto, mas com duas vitórias e um empate, algo mais próximo do que se esperava dos rossoneri, apesar do fim de temporada complicado em 2025-26. Fez bem a mudança de ares… e de comando. Para o duelo deste sábado, os capitolinos, que buscam a manutenção no grupo das líderes, terão de superar as dificuldades impostas por três ausências importantes no meio-campo – Cataldi, Dele-Bashiru e Rovella. Do outro lado, Gabbia será o único desfalque milanista.

Em 166 confrontos pela Serie A, tivemos 73 triunfos milanistas, contra 33 dos aquilotti e 60 igualdades; somente a Juventus, com 87 sucessos sobre os biancocelesti, lhes derrotou mais vezes na competição. O Diavolo também é, ao lado do Torino, o adversário contra quem os capitolinos mais empatou, com 60 paridades, atrás apenas da Roma, com 62.

Entretanto, o retrospecto recente reduziu a desvantagem histórica laziale. A Lazio venceu duas das últimas três partidas contra o Milan, com uma derrota nesse intervalo, tantas quanto havia conseguido nas 10 anteriores, nas quais acumulou um empate e sete derrotas. Ainda assim, os romanos não conseguem duas vitórias consecutivas sobre os rossoneri no campeonato desde 2012. A partir desse mesmo ano, os celestes ganharam sete das 15 partidas domésticas contra o Diavolo. Nesse intervalo, os lombardos só sofreram mais derrotas fora de casa na Serie A para a Inter (oito) e a Juventus (nove).

O Milan perdeu pelo menos uma vez em uma das quatro rodadas iniciais da Serie A nas três temporadas anteriores, depois de permanecer invicto nesse mesmo recorte entre 2020 e 2022. Nesse sentido, Rúben Amorim pode quebrar o tabu e também estabelecer uma marca individual relevante: se tornar o primeiro treinador desde Fatih Terim, em 2001, a vencer três das quatro primeiras partidas do campeonato no comando do time e se tornar o 12º técnico da história rossonera a alcançar ao menos três triunfos nesse início. Do outro lado, Gennaro Gattuso reencontra o clube pelo qual disputou 335 partidas do Italiano entre 1999 e 2012, mais do que qualquer outro jogador do Diavolo no período, e o qual treinou entre 2017 e 2019, com desempenho bem inferior ao dos tempos de atleta.

Em campo, teremos espaço para individualidades se sobressaírem. Frattesi marcou nas três primeiras aparições pela Lazio no campeonato e pode ampliar uma sequência que, antes dele, só Zárate, Signori e Piola haviam obtido – nenhum dos três, porém, balançou as redes também na quarta partida de Serie A. Pelo Milan, Cissé chega depois de marcar contra Torino e Juventus e pode se tornar apenas o terceiro jogador, desde a adoção dos três pontos por vitória, em 1994, a fazer gols em cada uma das três primeiras partidas fora de casa pelo clube. O garoto ítalo-guineense repetiria, assim, os feitos de Ganz, em 1998, e Piatek, em 2019.

Prováveis escalações

Lazio: Mandas; Floriani Mussolini, Doekhi, Provstgaard, Nuno Tavares; Frattesi, Belahyane, Taylor; Isaksen, Pinamonti, Zaccagni.

Milan: Maignan; Gila, De Winter, Pavlovic; Chukwueze, Jashari, Musah, Estupiñán; Rabiot, Cissé; Ramos.

Fique de olho

Segunda, 14/9, 13h30

Torino x Roma

A dominante Roma deste início de campeonato terá pela frente um Torino que ainda demonstra dificuldades para produzir ofensivamente e, sobretudo, para proteger a própria baliza. O controle estabelecido pelos giallorossi através da pressão sufocante e da ênfase no jogo ofensivo já produziu alguns números impressionantes. Os comandados de Gian Piero Gasperini venceram as três partidas disputadas na Serie A, com 10 gols anotados e apenas um sofrido, além de registrarem uma diferença de 49 entre finalizações realizadas e concedidas – 71 contra 22 –, a segunda melhor marca entre os cinco grandes campeonatos europeus, atrás apenas do Barcelona. Buscam, agora, conquistarem quatro vitórias em quatro possíveis no certame, o que só ocorreu em 1952, 1960, 2013 e 2014. O Toro, por sua vez, tentou somente 25 chutes nas três primeiras rodadas, número superior apenas aos 24 do Parma, embora o petardo de longa distância de Mandragora, que iniciou a virada sobre a Fiorentina, indique que existe um trabalho para corrigir essa déficit.

Essa grande fase da Roma se deve muito a seus dois principais atacantes: Malen e Dybala. Artilheiro da Serie A com cinco bolas nas redes, o holandês estreou e marcou seu primeiro gol no futebol italiano justamente como visitante contra o Torino, em janeiro passado, e pode se tornar apenas o terceiro jogador da história da Loba a superar cinco tentos nas quatro primeiras partidas de uma temporada depois dos sete de Manfredini em 1960-61 e dos seis de Totti em 2001-02. O argentino, por sua vez, já distribuiu quatro assistências em três jornadas, recorde que divide com Cassano (2009), Abate (atual técnico do Torino; 2014), Insigne (2017) e Pellegrini (seu companheiro de vestiário; 2019).

O retrospecto recente de Roma e Torino evidencia um confronto que tende a ser desequilibrado. A equipe capitolina venceu as oito últimas partidas de campeonato, somando cinco triunfos na reta final da temporada anterior aos três desta Serie A e estabeleceu uma sequência que só foi superada em três oportunidades na história do clube: 11 vitórias consecutivas entre 2005 e 2006, outras 11 ao longo de 2013 e nove em 2014. Já o Toro, em sentido oposto, sofreu gols nos oito jogos mais recentes, três deles nesta edição, período em que obteve somente duas vitórias, além de dois empates e quatro derrotas. Antes disso, a última vez que os grenás haviam sido vazados em tantos compromissos seguidos foi em 2020, quando chegou a 11.

A vantagem giallorossa no confronto também reforça o favoritismo da trupe de Gasperini. A Roma venceu 14 das últimas 19 partidas contra o Torino pela Serie A – é o adversário mais mais vezes superou desde 2017, ao lado da Udinese. Em Turim, o cenário também é amplamente desfavorável aos donos da casa: sete derrotas dos granata nas nove vezes mais recentes que a Loba lhes visitou, com apenas uma vitória no período. Além disso, foram seis jogos nesse recorte sem conseguir marcar. Mas há um fio de esperança para Ignazio Abate e companhia. Um fio bem fino, diga-se de passagem. Nas sete ocasiões mais recentes em que este duelo foi disputado nas cinco primeiras rodadas do certame, porém, o time piemontês só perdeu duas vezes.

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Após virada impactante contra o Napoli em seus domínios, a Inter busca nova vitória sobre a Udinese (Getty)

Segunda, 14/9, 15h45

Inter x Udinese

A vitória sobre o Napoli, construída numa virada incrível nos acréscimos da última rodada, manteve a Inter com 100% de aproveitamento neste início de campeonato e reforçou o bom momento da atual campeã. A Udinese também vem fazendo uma campanha compatível com aquilo que se poderia esperar e soma quatro pontos. Poderiam ser mais, se não tivesse deixado escapar a vantagem construída sobre a Lazio num duelo que terminou com vitória romana. O desafio agora será ainda maior para os friulanos, que terão cinco desfalques importantes – Zanoli, Zaniolo, Palma, Solet e Piotrowski – diante de uma Beneamata que pode aproveitar a força de San Siro para prolongar sua sequência.

A Inter venceu as três primeiras partidas desta Serie A e pode chegar a quatro vitórias consecutivas pela nona vez em sua história na competição, pela sexta neste século, depois de obter o feito em 2002, 2015, 2017, 2019 e 2023. Em casa, a produção ofensiva ajuda a explicar a dimensão de seu favoritismo em praticamente todo confronto que ocorre em San Siro: foram 36 gols em 13 partidas do certame disputadas como mandante em 2026, média de 2,8 por peleja, número inferior apenas aos 42 do Bayern de Munique e aos 37 do Real Madrid entre as equipes das cinco grandes ligas europeias neste período. A Udinese, por outro lado, venceu quatro dos últimos seis jogos longe de seus domínios pelo campeonato, incluindo o primeiro da atual edição, contra o Monza.

O histórico geral favorece amplamente a Inter, que venceu 18 das últimas 23 partidas contra a Udinese na Serie A – desde o início de 2015, somente a Roma derrotou os bianconeri mais vezes (19). A visita mais recente aos nerazzurri no Giuseppe Meazza, entretanto, terminou com vitória dos comandados de Kosta Runjaic. Esta encerrou uma sequência de sete derrotas consecutivas em San Siro. Uma nova vitória permitiria à equipe friulana obter dois triunfos seguidos como visitante diante da Beneamata pela primeira vez desde 2013, período em que Francesco Guidolin fazia história no comando. Há ainda um recorte particularmente favorável aos visitantes: nas 10 ocasiões em que os times se enfrentaram nas cinco primeiras rodadas, eles evitaram a derrota em sete.

A chave do triunfo interista deve passar por Lautaro e Çalhanoglu, importantíssimos para o funcionamento da equipe. A propósito, eles os únicos jogadores desta Serie A que já marcaram contra todas as 19 equipes que participam da competição em 2026-27. O argentino fez sete gols sobre a Udinese no campeonato, enquanto o turco soma dois. No lado friulano, Davis guarda uma relação ainda mais específica com o adversário: a única partida do campeonato em que balançou as redes e forneceu assistência foi exatamente a mais recente contra os nerazzurri, em San Siro, na segunda rodada da última edição do certame. Depois de servir um companheiro na derrota para a Lazio, o inglês pode participar de tentos em duas aparições consecutivas pela primeira vez desde março passado, quando castigou Fiorentina e Atalanta.

Demais jogos

Sexta, 11/9, 15h45 Venezia x Fiorentina

Sábado, 12/9, 10h Genoa x Frosinone

Sábado, 12/9, 15h45 Atalanta x Cagliari

Domingo, 13/9, 10h Lecce x Monza

Domingo, 13/9, 13h Napoli x Bologna

Domingo, 13/9, 15h45 Sassuolo x Juventus

Segunda, 14/9, 13h30 Como x Parma

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