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·18 de setembro de 2026

Na 5ª rodada, Roma e Inter travarão precoce confronto direto pelo título da Serie A

Imagem do artigo:Na 5ª rodada, Roma e Inter travarão precoce confronto direto pelo título da Serie A

Tão cedo assim? Ainda estamos chegando à 5ª rodada da Serie A, mas o calendário já colocou frente a frente duas equipes que brigarão pelo título. O momento inicial da competição contrasta com o peso do confronto direto que ocorrerá no Olímpico neste sábado, no qual Roma e Inter colocam em jogo o aproveitamento perfeito que carregam até aqui. O confronto de sábado concentra, portanto, boa parte das atenções de uma jornada que oferece outros duelos de grande interesse. Mas pelo menos uma delas perderá a condição de 100% ao apito final – ou as duas, caso haja empate.

A Roma chega sustentada por uma combinação que tem funcionado nos dois lados do campo, com a força ofensiva construída especialmente a partir da parceria entre Dybala e Malen e um sistema de pressão que também contribui para proteger sua defesa. A Inter, por sua vez, apresenta um potencial de ataque ainda mais expressivo, embora tenha mostrado menos segurança na retaguarda. Além disso, o duelo colocará frente a frente dois treinadores com experiências bem diferentes, embora o mais novo deles é que já tenha um scudetto no currículo. E mais: os dois conhecem como é estar do lado adversário. Gian Piero Gasperini já comandou os nerazzurri, enquanto Cristian Chivu vestiu a camisa romanista.


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O duelo do Olímpico é o principal da rodada e pode ser até um dos mais importantes do campeonato, mas o fim de semana que antecede a longa pausa de cerca de 20 dias para a data Fifa não se resume a esse encontro. O domingo começa com mais um grande jogo, entre Fiorentina e Napoli, duas equipes que afastaram momentaneamente a pressão na jornada anterior e agora tentam dar continuidade à recuperação em momentos distintos de seus projetos. Em Florença, Paolo Vanoli, que substituiu Fabio Grosso, começa a construir seu segundo trabalho pela Viola depois da vitória sobre o Venezia, enquanto Massimiliano Allegri segue no comando do Napoli apesar das críticas ao futebol apresentado pelo seu time – que derrotou o Bologna e provocou a segunda troca de técnicos nesta Serie A. O ítalo-germânico Domenico Tedesco encerrou rapidamente sua primeira breve passagem pela Itália e Raffaele Palladino assumiu os rossoblù.

Por fim, outro confronto de peso coloca Juventus e Atalanta frente a frente no domingo. As duas equipes atravessam um início marcado por oscilações e chegam ao encontro depois de derrotas na última rodada, transformando o duelo em uma oportunidade de reação na Serie A – afinal, na Liga Europa, os bianconeri aplicaram uma goleada sobre o NEC Nijmegen e aliviaram a pressão. Confira, a seguir, a prévia da jornada.

O jogão

Sábado, 19/9, 13h

Roma x Inter

Roma e Inter chegam ao jogaço do Olímpico dividindo a liderança da Serie A, ambas com quatro vitórias nas quatro primeiras rodadas, em um cenário que transforma a 5ª jornada em um primeiro teste de peso para as duas campanhas. Sem dúvidas, são as equipes mais produtivas deste início de campeonato – o que é corroborado por resultados e estatísticas. De um lado, temos um time que combina pressão, volume ofensivo e uma zaga que cedeu apenas um gol aos rivais; de outro, um ataque que vem sustentando uma sequência excepcional e que terá pela frente uma das defesas mais eficientes do torneio. Teremos o primeiro confronto direto pelo scudetto com um histórico que favorece a Beneamata e um presente que recoloca a Loba em condição de colocar o protagonismo da adversária em disputa.

As duas equipes conseguiram dosar as energias na 4ª rodada, utilizando a profundidade dos respectivos grupos e evitando que diversos titulares disputassem os 90 minutos. Na Inter, Lautaro sequer entrou em campo, enquanto outros jogadores tiveram sua minutagem reduzida; a Roma adotou estratégia semelhante para chegar ao duelo decisivo com jogadores importantes preservados. No departamento médico, contudo, a situação é bem diferente. Os giallorossi não terão desfalques, enquanto os nerazzurri se ressentirão da ausência de uma peça fundamental, como Çalhanoglu, e não contarão com Stones e Spence – o ala, inclusive, ainda não estreou.

O momento da Roma é excelente. A equipe capitolina carrega ainda uma sequência de nove triunfos consecutivos no campeonato, algo que só aconteceu noutras duas ocasiões em sua história: 11 vitórias entre maio e outubro de 2013 e outras 11 entre dezembro de 2005 e fevereiro de 2006. Um novo resultado positivo neste sábado faria os giallorossi vencerem as cinco primeiras partidas de uma edição da Serie A pela terceira vez, depois de 2013-14 e 2014-15, sob a batuta do agora contestado Rudi Garcia. Do outro lado, os nerazzurri também podem alcançar esse início perfeito pela quinta vez, após 1966-67, 2015-16, 2019-20 e 2023-24.

O equilíbrio atual entre as campanhas também aparece nos números ofensivos. Roma e Inter são as duas equipes que mais marcaram nesta Serie A, com 12 e 13 gols, respectivamente, além de liderarem em finalizações no alvo, com 31 e 32, e em bolas tocadas dentro da área adversária, com 183 e 177. A formação romana acrescenta a esse volume ofensivo uma proteção defensiva particularmente eficiente: foi vazada apenas uma vez, marca que a coloca entre as três equipes das cinco principais ligas europeias com menos tentos concedidos neste início de 2026-27, ao lado de Arsenal e Freiburg. Já a Beneamata chega sustentada por uma sequência de apenas uma derrota nas últimas 30 partidas de Serie A, com 23 vitórias, seis empates e incríveis 76 bolas nas redes, que produzem uma média de 2,5 por apresentação. O único revés aconteceu diante do Milan, por 1 a 0, em março, justamente na única ocasião desse recorte em que o ataque nerazzurro passou em branco.

O confronto ainda coloca frente a frente dois ataques que contam com protagonistas em momentos particularmente produtivos. Desde sua estreia no futebol italiano, em meados de janeiro, Malen marcou 20 vezes em 22 aparições pela Serie A, pelo menos o dobro do segundo colocado no período, Douvikas, do Como, com 10; considerando as cinco principais ligas europeias, o atacante ainda tem três gols de vantagem sobre Kane, do Bayern de Munique, que soma 17. Thuram também chega com números expressivos: participou de 12 tentos nas últimas nove partidas de campeonato, sendo oito de sua autoria e quatro a partir de assistências. O francês já esteve diretamente envolvido em cinco nas quatro ocasiões em que encontrou a Loba no campeonato, colocando três pelotas nas redes e fornecendo dois passes decisivos. Apenas diante do Torino, com sete participações, ele tem desempenho superior contra um adversário na competição.

Todos esses fatores reforçam a expectativa de um jogaço. E, historicamente, duelos entre Roma e Inter costumam ter chuvas de gols: as equipes somam 540 em 186 encontros, sendo 305 dos nerazzurri e 235 dos giallorossi, média de 2,9 por partida. Nenhum outro embate da Serie A teve tantas bolas nas redes. A Beneamata, aliás, é a única a já ter alcançado pelo menos 300 diante de um único adversário na história da primeira divisão italiana. Vale destacar, por fim, que o retrospecto imediato é amplamente favorável aos milaneses: foram apenas duas derrotas nos últimos 18 compromissos, contra 10 vitórias e seis empates, enquanto nove dos 11 duelos mais recentes terminaram com triunfo dos interistas, que marcaram 24 vezes nesse recorte. O domínio é evidente até no Olímpico: o time lombardo venceu nas derradeiras cinco visitas, produzindo 11 a 2 no placar agregado e estabelecendo a maior sequência de reveses caseiros da Loba contra um mesmo rival na elite. Os romanos não derrotam os meneghini em casa desde outubro de 2016 e perderam seis das nove pelejas neste recorte.

Prováveis escalações

Roma: Svilar; Mancini, Ndicka, Hermoso; Lulli, Cristante, Koné, Wesley; Dybala, Soulé; Malen.

Inter: Martínez; Bisseck, Akanji, Bastoni; Diouf, Barella, Zielinski, Jones, Dimarco; Lautaro, Thuram.

Fique de olho

Domingo, 20/9, 7h30

Fiorentina x Napoli

Ainda tentando encontrar um rendimento compatível com as ambições que carregavam antes do início do campeonato, Fiorentina e Napoli se enfrentam num momento de recuperação para ambos. Cotada como possível sensação de 2026-27, a  equipe gigliata conquistou apenas na última rodada sua primeira vitória na Serie A, diante do Venezia, logo após trocar Fabio Grosso por Paolo Vanoli – e contando com show de Mastantuono, de 18 anos, autor de uma tripletta que lhe fez o mais jovem jogador das cinco maiores ligas europeias a ter marcado mais de um gol nesta temporada. Já o time azzurro vinha de três derrotas consecutivas somando todas as competições antes de voltar a vencer graças a um magro 1 a 0 sobre o Bologna. O resultado interrompeu a sequência negativa dos partenopei e deu algum alívio a uma Viola que também precisava de uma resposta. Agora, o embate tende a deixar pelo menos um dos lados menos embalado.

No caso da Fiorentina, a mudança de comando fez bem à tentativa de reação. O trabalho de Grosso vinha apresentando números particularmente baixos na pressão alta, o que resultou em somente 17 bolas recuperadas a até 40 metros da meta adversária, a menor marca de toda a Serie A, ao lado do Napoli, que defende com linhas bem mais baixas sob o comando de Massimiliano Allegri – ou seja, já se esperava esse tipo de postura, ao contrário dos gigliati. O treinador azzurro, aliás, perdeu apenas um dos últimos 12 confrontos contra a Vuola no campeonato, com nove vitórias e dois empates. Desde 2017-18, a equipe toscana está entre aquelas que mais derrotou na competição, ao lado de Bologna, Torino e Udinese, também com nove triunfos.

O Napoli vai até Florença depois de uma derrota como visitante, por 3 a 2 diante da Inter, mas não perde dois jogos consecutivos fora de casa pela Serie A desde outubro do ano passado. Já a Fiorentina perdeu as últimas duas partidas em casa no campeonato (contra Frosinone e Torino) e não sofre três derrotas seguidas como mandante desde a reta inicial do campeonato passado, quando caiu justamente frente ao Napoli – e também ante a Como e Roma.

O histórico recente do embate também coloca uma pressão adicional sobre os donos da casa. O time azzurro venceu os quatro últimos encontros pelo campeonato, produzindo 10 a 3 no placar agregado, e pode alcançar uma sequência de cinco triunfos sobre a Viola pela segunda vez na história, repetindo o que conseguiu entre 1988 e 1990. A Fiorentina, além disso, sofreu pelo menos dois gols em cada uma das cinco derradeiras partidas diante dos partenopei, igualando sua maior série negativa desse tipo contra o adversário, registrada entre 1988 e 1989. Em casa, o retrospecto gigliato é igualmente desfavorável: houve apenas uma vitória violeta em 17 encontros, com sete empates e nove derrotas; o único triunfo aconteceu em abril de 2018, por 3 a 0, quando Cholito Simeone enterrou o sonho do scudetto napolitano.

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Depois de ensaiarem recuperação na 4ª rodada, Fiorentina e Napoli se enfrentam em Florença (Getty)

Domingo, 20/9, 13h

Juventus x Atalanta

Juventus e Atalanta se encontram em um momento no qual ambas as equipes precisam interromper uma sequência recente de resultados negativos na Serie A. Porém, o histórico deste duelo não vem animando muito nenhum dos lados. Desde o início de 2017, foram 19 partidas pelo campeonato, com 12 empates, quatro vitórias juventinas e três triunfos bergamascos – ao menos quatro igualdades a mais do que a Velha Senhora somou contra qualquer outro adversário no período. Um desses resultados aconteceu justamente no primeiro turno da temporada passada, em Turim. Ademais, a paridade diante do Milan na última rodada também manteve aberta uma possibilidade bem particular para os mandantes: somar empates consecutivos em casa desde outubro de 2025, e contra os mesmos rivais. Nesse caso, porém, com ordens de enfrentamento invertidas, com os rossoneri vindo antes dos nerazzurri.

A Juventus, que perdeu para o Sassuolo na rodada anterior, tenta evitar uma nova sequência prolongada sem vitória sob Luciano Spalletti na Serie A – afinal, goleou o NEC Nijmegen pela Liga Europa. Desde a chegada do treinador, só numa ocasião a equipe ficou três jornadas sem triunfos, entre fevereiro e março de 2026, período em que acumulou dois empates e duas derrotas e registrou seus últimos dois tropeços seguidos na competição, diante de Inter e Como. Surgindo como alento, o desempenho defensivo oferece uma base mais sólida para a reação bianconera: são apenas 28 finalizações concedidas, menor número do certame, e apenas 1,8 gol na métrica xGA, referente a tentos contrários esperados; também a mais baixa do torneio. Ainda assim, os quatro sofridos representam 2,2 acima do esperado pelo modelo, numa razão pior apenas às de Monza (7,2) e Fiorentina (5,8).

A Atalanta de Maurizio Sarri, ex-treinador bianconero, atravessa uma situação semelhante à da Juve, depois de duas derrotas consecutivas por 2 a 1 e tenta evitar três tropeços seguidos pela primeira vez desde abril de 2025, quando ainda era comandada por Gian Piero Gasperini. A sequência atual também chama atenção pelo número de gols sofridos: para encontrar uma série mais longa com pelo menos dois tentos concedidos em cada partida é preciso voltar a setembro de 2024, quando a Dea sofreu essa quantidade em quatro compromissos consecutivos. Fora de casa contra a Juventus, porém, o retrospecto recente apresenta uma realidade completamente diferente: desde 2018, são oito visitas sem derrota, com seis empates. Nesse intervalo, os visitantes balançaram as redes no primeiro tempo em sete das oito ocasiões e produziram uma média de quase duas bolas nas redes por embate (1,9).

A vitória por 1 a 0 no encontro mais recente, em abril de 2026, permitirá à Juventus buscar dois triunfos consecutivos sobre a Atalanta pela primeira vez desde a histórica série de 13 vitórias entre 2009 e 2016, a maior sequência da equipe contra um mesmo adversário na competição. Do outro lado, Raspadori aparece como candidato a evitar esse destino. O atacante apresenta um retrospecto individual especialmente produtivo diante dos bianconeri: entre os adversários contra os quais disputou ao menos 180 minutos na Serie A, apenas contra o Genoa ostenta uma média de minutos por gol melhor, com 83,4. Contra a Velha Senhora, tem um a cada 96, tendo anotado quatro em 384. E nem sempre precisa de muito tempo para castigar a adversária: nas duas últimas ocasiões em que marcou, em 2023 e 2024, permaneceu em campo por menos de meia hora no total.

Demais jogos

Sexta, 18/9, 15h45 Monza x Sassuolo

Sábado, 19/9, 10h Bologna x Torino Udinese x Cagliari

Sábado, 19/9, 15h45 Venezia x Lazio

Domingo, 20/9, 10h Frosinone x Como Parma x Genoa

Domingo, 20/9, 15h45 Milan x Lecce

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