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·28 de agosto de 2026
Nada mobilizou mais os conselheiros que dizer não à SAF no São Paulo

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Nada mobilizou mais os conselheiros que dizer não à SAF no São Paulo
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O Conselho Deliberativo do São Paulo rejeitou integralmente a proposta de Reforma do Estatuto Social do clube. A votação, encerrada nesta quinta-feira (27), derrubou os 12 blocos de mudanças apresentados aos conselheiros — incluindo o dispositivo que previa um estudo de viabilidade para uma eventual transformação do futebol do Tricolor em SAF.
O resultado chama atenção principalmente pela margem obtida na proposta relacionada à SAF. Dos 239 conselheiros que participaram da votação, 136 foram contrários e 99 favoráveis, enquanto quatro votos não aparecem na divisão apresentada. Em termos percentuais, foram 57,14% contra e 41,60% a favor.
Foi justamente esse o bloco que registrou a maior adesão à rejeição entre todas as propostas votadas.
A proposta não significava a transformação imediata do São Paulo em SAF. O texto previa uma disposição transitória para a realização de um estudo de viabilidade sobre a possibilidade de o futebol do clube passar a ser administrado sob o modelo de sociedade empresária.
Mesmo assim, o tema foi o que encontrou maior resistência entre os conselheiros.
A votação mostra que, dentro do Conselho Deliberativo, a possibilidade de avançar sequer para um estudo sobre SAF não obteve maioria.
O resultado ganha relevância diante do cenário financeiro enfrentado pelo São Paulo e do debate sobre alternativas para a recuperação econômica do clube.
A Reforma do Estatuto reunia 54 propostas de alteração, distribuídas em 11 blocos temáticos, além do 12º bloco referente ao estudo de viabilidade para uma sociedade empresária.
Todos foram rejeitados.
O bloco com maior percentual de votos contrários foi justamente o relacionado à eventual SAF, mas a resistência também apareceu em temas ligados à governança, transparência e estrutura administrativa.
Confira o resultado:
A votação ocorreu em formato híbrido, com participação presencial e online.
Dos 255 conselheiros do São Paulo, 239 participaram da votação.
O processo começou na noite de quarta-feira e terminou durante a tarde de quinta-feira, quando o resultado consolidado foi conhecido.
A derrota da reforma representa também uma vitória política dos grupos que se posicionaram contra as mudanças e apoiam o presidente Harry Massis.
O resultado precisa ser analisado dentro do calendário político do São Paulo.
A votação aconteceu a poucos meses da eleição presidencial do clube, prevista para dezembro. Diferentemente de outros clubes, o presidente do São Paulo é escolhido pelo Conselho Deliberativo, o que torna a composição e o posicionamento dos conselheiros fundamentais para a disputa pelo comando do Tricolor.
Antes da votação, integrantes da situação defenderam a rejeição da reforma sob o argumento de que 54 alterações de tamanha relevância não poderiam ser analisadas em prazo considerado insuficiente.
A proposta vinha sendo discutida internamente por uma comissão criada para estudar alterações no Estatuto Social e previa mudanças importantes na estrutura de poder e nos mecanismos de governança do clube.
A rejeição integral da reforma ocorre em um dos momentos mais delicados da história recente do São Paulo.
O clube convive simultaneamente com forte crise financeira, cobrança da torcida, atrasos de compromissos e disputa política interna.
A própria discussão sobre uma eventual SAF ganhou força justamente pela necessidade de encontrar caminhos para solucionar problemas estruturais das finanças tricolores.
Com a rejeição do bloco 12, porém, o Conselho Deliberativo deixou claro que, neste momento, não há maioria favorável nem sequer à abertura de um estudo formal sobre a viabilidade do modelo.
A decisão não impede que o tema volte a ser discutido no futuro, mas representa um sinal político importante sobre a posição atual do colegiado.
1. Toda a reforma foi rejeitadaOs 12 blocos colocados em votação não alcançaram aprovação.
2. SAF foi o tema mais rejeitadoO estudo de viabilidade de uma sociedade empresária recebeu 136 votos contrários, a maior rejeição percentual: 57,14%.
3. O Conselho mantém o atual modeloA votação não aprovou nenhuma mudança proposta na estrutura estatutária apresentada.
4. Harry Massis sai politicamente fortalecido no curto prazoA rejeição atende à posição defendida pelos grupos ligados à situação.
5. O debate sobre SAF não está necessariamente encerradoA proposta rejeitada tratava de um estudo de viabilidade, e não da transformação imediata do São Paulo em SAF.
6. Dezembro ganha ainda mais importânciaA eleição presidencial será definida pelo Conselho Deliberativo e ocorrerá em meio a um ambiente político e financeiro extremamente pressionado.







































