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·01 de setembro de 2026
Por que Ferreirinha, André Silva e Pablo Maia seguem tendo oportunidades sem render no São Paulo de Dorival?

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Por que Ferreirinha, André Silva e Pablo Maia seguem tendo oportunidades sem render no São Paulo de Dorival?
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Trio continua recebendo espaço com Dorival Júnior apesar do baixo rendimento; insistência do treinador levanta questionamentos sobre critérios, meritocracia e alternativas no elenco
O São Paulo voltou a vencer, respirou depois de meses de turbulência, mas uma pergunta continua incomodando boa parte da torcida: por que Ferreirinha, André Silva e Pablo Maia continuam recebendo tantas oportunidades se o rendimento apresentado há tempos está longe de justificar a insistência?
A vitória sobre o Red Bull Bragantino trouxe alívio, mas não apagou um problema que acompanha o time há meses. O Tricolor precisa urgentemente encontrar soluções para melhorar seu futebol, e Dorival Júnior continua apostando em jogadores que, por diferentes motivos, não conseguem entregar aquilo que se espera deles.
Não se trata de dizer que os três jogadores são ruins. Longe disso. O problema é outro: o desempenho atual precisa ser levado em consideração na hora de definir quem merece jogar.
E é justamente aí que começam os questionamentos sobre Dorival.
Ferreirinha talvez seja o caso mais evidente de um jogador que possui qualidade técnica, mas não consegue transformar essa capacidade em produção constante.
O atacante tem velocidade, capacidade de drible e recursos para quebrar linhas. Quando está inspirado, pode ser decisivo. O problema é que esses momentos aparecem com pouca frequência.
Em uma equipe que precisa desesperadamente de resultados, esperar indefinidamente por uma explosão individual pode ser um luxo.
Ferreirinha precisa entregar mais.
E se não estiver entregando, por que não testar alguém que esteja em melhor momento?
O São Paulo possui jogadores jovens pedindo passagem e atletas que poderiam receber minutos. A insistência em Ferreirinha, independentemente do desempenho, passa a transmitir a sensação de que existe uma vaga previamente determinada no time.
Isso é perigoso.
André Silva também está no centro da discussão.
O atacante já recebeu diversas oportunidades com diferentes formações e diferentes contextos, mas continua encontrando dificuldades para justificar uma sequência tão grande.
O problema não é apenas marcar gols.
Um centroavante precisa participar do jogo, pressionar a saída adversária, segurar a bola, abrir espaços e criar situações para os companheiros. Quando não consegue fazer nenhuma dessas coisas com regularidade, a equipe perde uma referência ofensiva.
E o São Paulo vem sofrendo justamente com isso.
A pergunta, portanto, é simples: o que André Silva está entregando hoje que justifica permanecer à frente de outras alternativas?
Se a resposta for baseada apenas em potencial, histórico ou investimento financeiro, existe um problema.
Futebol profissional não pode funcionar como recuperação de investimento. Quem estiver melhor deve jogar.
O caso de Pablo Maia é um pouco diferente.
O volante tem histórico, identificação com o clube e já demonstrou capacidade para atuar em alto nível. Mas o futebol atual exige que o jogador seja avaliado pelo que está fazendo agora.
E o rendimento recente de Pablo Maia também gera questionamentos.
O São Paulo precisa de meio-campistas capazes de dar intensidade, proteger a defesa, acelerar a circulação da bola e vencer disputas. Quando isso não acontece, o time fica previsível e perde força justamente no setor que deveria controlar a partida.
Pablo Maia pode recuperar seu melhor futebol?
Claro.
Mas isso não significa que ele precise receber oportunidades ilimitadas até conseguir.
A camisa não pode ser maior do que o desempenho.
Esse é o ponto central.
Dorival Júnior precisa explicar quais são os critérios utilizados para definir quem joga.
Se um jogador apresenta rendimento ruim durante várias partidas e continua recebendo oportunidades, enquanto outro tem bons treinamentos ou boas atuações e não ganha sequência, naturalmente surge a sensação de falta de meritocracia.
E isso é especialmente prejudicial para um elenco.
Jogador jovem percebe. Jogador experiente percebe. Torcida percebe.
Quando o grupo entende que determinadas posições já possuem donos independentemente do desempenho, a competição interna diminui.
Também seria fácil colocar toda a responsabilidade sobre Ferreirinha, André Silva e Pablo Maia.
Mas não é tão simples.
Se três jogadores diferentes apresentam dificuldades e continuam sendo escalados, existe também uma questão relacionada ao treinador.
Dorival está enxergando alguma coisa que a torcida não está?
Se existe uma justificativa tática para a insistência, ela precisa aparecer em campo.
Porque o torcedor pode aceitar um jogador tecnicamente limitado se ele entrega intensidade. Pode aceitar um atacante que não marque em determinado jogo se ele cria oportunidades. Pode aceitar um volante que não apareça no ataque se ele domine o meio-campo.
O que não dá para aceitar indefinidamente é baixo rendimento sem contrapartida perceptível.
A semana livre que o São Paulo terá antes do confronto com o Atlético-MG é uma oportunidade perfeita para Dorival fazer avaliações.
Não significa simplesmente mudar por mudar.
Significa observar quem está melhor, quem está mais preparado fisicamente, quem entrega intensidade e quem consegue executar aquilo que o sistema de jogo exige.
Gustavo Santana, por exemplo, ganhou confiança depois de marcar diante do Bragantino. Outros jogadores também precisam sentir que existe uma possibilidade real de conquistar espaço.
Se alguém estiver melhor que Ferreirinha, joga.
Se outro estiver melhor que André Silva, joga.
Se outro volante estiver apresentando rendimento superior ao de Pablo Maia, joga.
É assim que uma equipe em crise recupera competitividade.
O São Paulo não tem mais tempo para experiências eternas.
O clube passou meses acumulando resultados ruins e chegou a um ponto em que cada rodada do Brasileirão ganhou peso enorme. A vitória sobre o Bragantino foi importante, mas precisa ser transformada em sequência.
E sequência não nasce apenas de discurso.
Nasce de decisões.
Dorival ganhou uma semana para trabalhar. Agora precisa ter coragem para mexer no que não funciona.
Ferreirinha, André Silva e Pablo Maia podem perfeitamente recuperar seu melhor futebol e voltar a ser importantes. Mas ninguém pode receber uma cadeira cativa enquanto o São Paulo luta para sair de uma situação extremamente delicada.
O torcedor não está pedindo nomes.
Está pedindo rendimento.
E, neste momento, talvez essa seja a principal cobrança que Dorival Júnior precise fazer — primeiro de si mesmo e depois dos jogadores.
Porque o São Paulo não precisa mais de apostas por reputação.
Precisa de quem esteja pronto para jogar e entregar.







































