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·02 de setembro de 2026

“Não vamos pagar ninguém” – Massis se desespera em áudio vazado sem contrato milionário no São Paulo

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“Não vamos pagar ninguém” – Massis se desespera em áudio vazado sem contrato milionário no São Paulo

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Um novo áudio vazado do presidente do São Paulo, Harry Massis, expôs a urgência da diretoria em aprovar o contrato do clube com a Ticketmaster, empresa escolhida para assumir a gestão da venda de ingressos do Morumbis. A gravação, revelada pelo Estadão e com veracidade confirmada pelo ge, mostra Massis pedindo apoio para que o acordo seja colocado em votação no Conselho Deliberativo.

O que Massis disse no áudio

Na gravação, o presidente cobra diretamente que o tema seja pautado: “Eu preciso que vocês ajudem a fazer o presidente do CD colocar na pauta para ser votado. Porque se segurar e não for votado, não vamos cumprir nada. Não vai ter dinheiro para pagar nada, tá? Entendeu? Tem muita gente bocuda que fala o que não deve falar e cai sobre a minha pessoa.”

O contrato já foi aprovado, por unanimidade, pelo Conselho de Administração do clube, mas ainda depende do aval do Conselho Deliberativo para ser efetivado.

Por que o valor é tão urgente

Se aprovado, o acordo com a Ticketmaster garante ao São Paulo o recebimento imediato de R$ 140 milhões, valor que a diretoria pretende usar para quitar dívidas com o elenco e outras pendências de fluxo de caixa. Desse total, R$ 110 milhões seriam antecipados em até 45 dias após a assinatura, na forma de um empréstimo a ser devolvido em cinco anos, com juros de CDI mais 1,99%. Os outros R$ 30 milhões viriam da gestão do camarote 29A por cinco anos, pagos pela empresa logo após a assinatura do contrato.

Não é a primeira vez

Esse não é o primeiro áudio vazado de Massis tratando da falta de recursos do clube. Em maio, outra gravação já havia repercutido — na época, em contexto diferente, o presidente defendia a permanência do técnico Roger Machado no cargo, alegando não ter condições financeiras de buscar um substituto. Dias depois, o treinador acabou demitido mesmo assim.

Uma comissão para analisar o contrato

Em meio à repercussão do áudio, o presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, determinou nesta terça-feira a criação de uma comissão específica para avaliar o contrato com a Ticketmaster. O grupo será formado pelos conselheiros Daurio Speranzini, Flavio Marques, Daniel Fonseca e Marcel Bonilha, que devem apresentar parecer sobre o acordo “o mais breve possível”, conforme o documento que oficializou a comissão, que cita a urgência da matéria.

O que mais está no pacote com a Ticketmaster

Além dos R$ 140 milhões imediatos, a proposta prevê o pagamento de R$ 6 milhões para a reforma do Museu do São Paulo. A negociação também inclui a gestão do programa de sócio-torcedor, hoje administrado pela empresa Feng — a avaliação do clube é que concentrar os dois serviços (ingressos e sócio-torcedor) em uma só empresa deve reduzir custos operacionais, já que atualmente cada frente é gerida por um fornecedor diferente.

Como taxa de administração, a Ticketmaster cobraria até 10% por ingresso vendido (8% em caso de entrada física, não digital), além de uma taxa de 8% sobre cada associado do sócio-torcedor.

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