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·18 de abril de 2026

Nulo que não agrada a ninguém

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A receção do Casa Pia ao Santa Clara terminou como começou , com um nulo (0-0) a castigar a falta de eficácia de ambas as equipas no Estádio Municipal de Rio Maior. Num duelo relativo à 30.ª jornada da Liga Portugal Betclic, os gansos somaram o seu sétimo jogo consecutivo sem vencer, enquanto os açorianos levaram na bagagem um ponto precioso que lhes permite subir, à condição, ao 13.º lugar da tabela, deixando a equipa de Pina Manique numa posição expectante com 26 pontos.

O encontro arrancou com uma toada pragmática, com Álvaro Pacheco e Petit a operarem várias mexidas nos onzes iniciais na tentativa de estancar as crises de resultados. Iyad Mohamed e André Geraldes foram as novidades do lado casapiano, enquanto o Santa Clara apresentou Vinícius Lopes, Gonçalo Paciência e Djé Tavares. Apesar do equilíbrio inicial, a primeira grande intervenção pertenceu a Gabriel Batista, que brilhou ao negar o golo a Gaizka Larrazabal em cima da pequena área, mantendo o marcador imóvel até ao descanso.


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Um ferro que ainda ecoa em Rio Maior

A segunda metade foi, em grande parte, um espelho da primeira: um jogo amarrado e disputado no limite do erro, mas com o Casa Pia a mostrar-se ligeiramente mais ambicioso. O momento mais vibrante da tarde aconteceu ao minuto 50, quando Pedro Rosas desferiu um pontapé fortíssimo de fora da área que acertou em cheio no cruzamento entre o poste e a barra. Foi o maior «grito» de golo que se ouviu em Rio Maior, mas a sorte acabou por proteger a baliza insular.

À medida que o relógio avançava, os treinadores tentaram agitar as operações a partir do banco, mas a partida entrou num autêntico deserto de oportunidades claras. A falta de definição no último terço foi a nota dominante, com sucessivos cruzamentos e lances de bola parada a serem facilmente sustidos pela segurança dos guardiões Patrick Sequeira e Gabriel Batista. A segurança defensiva superiorizou-se constantemente à inspiração dos avançados, tornando o jogo intermitente e fechado.

No balanço final, o empate acaba por ser mais condizente com a estratégia do Santa Clara, que soube sofrer e somar pontos fora de portas. Para o Casa Pia, fica o amargo de ter sido a equipa que mais procurou desfazer o nulo, esbarrando na trave e na inspiração do guarda-redes adversário. Vale aos lisboetas o facto de terem ainda um jogo a menos que os seus diretos adversários, uma «cartada» que poderá ser decisiva para as contas finais da permanência no escalão principal.

Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação

Gabriel Batista (Santa Clara): O guardião açoriano foi determinante para o desfecho do jogo. Além da excelente leitura nas bolas paradas, o brasileiro brilhou com duas grandes defesas - uma delas digna de registo - e impediu que o Casa Pia chegasse ao golo, segurando um ponto precioso para a sua equipa.

Patrick Sequeira (Casa Pia AC): À semelhança do seu adversário, esteve exímio na leitura das bolas paradas. Brilhou com uma grande defesa a remate de Gabriel Silva, mas o lance acabaria por ser invalidado, uma vez que o avançado estava em posição irregular.

Jérémy Livolant (Casa Pia AC): Incansável. O extremo francês foi dos elementos que mais trabalhou e se entregou ao jogo, mas a sua produtividade acabou por ser inglória: os vários cruzamentos que tirou ao longo da partida nunca encontraram um colega capaz de finalizar.

Gonçalo Paciência (Santa Clara): Desaparecido. O avançado vinha-se destacando pela capacidade de agitar o jogo a partir do banco, mas hoje, na pele de titular, não conseguiu dar sequência a esse bom momento. Sentiu grandes dificuldades em ligar o jogo da equipa e acabou por ser substituído, saindo de campo visivelmente frustrado.

Gaizka Larrazabal (Casa Pia AC): A cumprir a sua terceira época ao serviço dos gansos, o lateral continua a demonstrar que tem capacidade para outros voos. Com um pulmão inesgotável no corredor direito, foi uma constante unidade de desequilíbrio e esteve muito próximo de inaugurar o marcador, valendo ao adversário uma intervenção de luxo de Gabriel Batista para lhe negar o golo.

O árbitro

Jogo de grau de dificuldade elevado para o juiz, com vários lances de análise complexa a exigirem critério rigoroso. Ainda assim, no cômputo geral, o árbitro da AF de Leiria tomou as decisões mais acertadas e conseguiu manter o jogo sempre competitivo e sob controlo ao longo dos 90 minutos.

Incidentes: O filme do jogo

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Onze do Casa Pia AC:

Patrick Sequeira, André Geraldes, Gaizka Larrazabal, David Sousa, João Goulart, Pedro Rosas, Rafael Brito, Iyad Mohamed, Cassiano, João Marques, Jérémy Livolant

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Onze do Santa Clara:

Gabriel Batista, Sidney Lima, Henrique Silva, Guilherme Romão, Lucas Soares, Pedro Ferreira, Serginho, Djé Tavares, Vinícius Lopes, Gonçalo Paciência, Gabriel Silva

1':

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Começou a partida

17':

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Arranque de jogo repartido em Rio Maior. Ambas as formações entraram com uma postura pragmática, tentando explorar a profundidade através de lançamentos longos. O primeiro grande momento pertenceu a Gabriel Silva, que obrigou Patrick Sequeira a uma defesa de recurso gigantesca. No entanto, o lance acabaria por ser invalidado por posição irregular do avançado.

31':

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Persiste a toada de equilíbrio em Rio Maior, mas sem que nenhuma das equipas consiga, efetivamente, desatar o nó ou desenhar uma oportunidade clara de golo. O jogo tornou-se intermitente, as aproximações às áreas adversárias acontecem apenas a espaços, sendo invariavelmente travadas por sucessivas perdas de bola e uma clara falta de definição no último terço.

36':

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Casa Pia AC: Gaizka Larrazabal

com a melhor oportunidade até ao momento. Grande jogada coletiva e o lateral a aparecer em cima da pequena área para finalizar. Enorme defesa de Gabriel Batista!

Intervalo:

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Chega o descanso a Rio Maior com o marcador imóvel e o registo de jogo inalterado. Perante a dificuldade em furar as defesas em bola corrida, ambas as formações tentam espremer as bolas paradas, mas sem a eficácia desejada. Apesar do equilíbrio, o Casa Pia foi quem deixou sinais mais positivos no último terço, dispondo das melhores ocasiões. Valeu ao adversário a inspiração de Gabriel Batista: o guardião brilhou com uma defesa monumental a negar o golo e manteve a segurança com outro voo atento.

50':

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Pedro Rosas (Casa Pia AC) remata ao poste!!!

Que grande pontapé do lateral a acertar em cheio no cruzamento entre o poste e a barra

60':

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A segunda parte arrancou como um espelho da primeira: um jogo amarrado, disputado no limite do erro e com as defesas a superiorizarem-se constantemente aos ataques. No entanto, o Casa Pia continua a ser quem mais ameaça romper com a monotonia do marcador. Pedro Rosas, num remate fortíssimo de fora da área, acertou em cheio no ferro, com a bola a embater no ângulo entre o poste e a barra.

65':

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Casa Pia AC: Jérémy Livolant

recebeu na direita depois de João Marques ter acelerado no corredor central, mas a bola passou perto do poste. Fica novo aviso da equipa da casa

75':

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Álvaro Pacheco e Petit vão mexendo na tentativa de agitar o encontro, mas as alterações ainda não surtiram o efeito desejado. Desde o estrondo da bola no ferro de Pedro Rosas, ao minuto 50, a partida entrou num deserto de oportunidades claras. O jogo resume-se agora a uma sucessão de cruzamentos e lances de bola parada, invariavelmente sustidos pela segurança de Patrick Sequeira e Gabriel Batista, que se mantêm intransponíveis e seguram o nulo em Rio Maior.

81':

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Casa Pia AC: Clau Mendes

acerta de raspão na bola e acaba por tirar o pão da boca a Larrazabal. Que momento!

90 +8':

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O árbitro apita para o final da partida

Fim de Jogo:

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Terminou como começou. O Casa Pia foi a equipa que mais fez por desfazer o nulo, mas a falta de eficácia e o ferro da baliza - que travou o remate de Pedro Rosas - impediram a festa dos gansos. O empate acaba por assentar melhor ao Santa Clara, na teoria, que leva um ponto precioso na bagagem e sobe à condição ao 13º lugar. Já o Casa Pia, agora com 26 pontos, mantém-se numa posição expectante, contando com a vantagem de ter ainda um jogo a menos que os seus diretos adversários, o que poderá ser decisivo para as contas finais da tabela.

Melhor em campo:

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Gabriel Batista (CDSC) foi, para a redação do

zerozero

, o melhor jogador em campo. O guardião açoriano foi determinante para o desfecho do jogo. Além da excelente leitura nas bolas paradas, o brasileiro brilhou com duas grandes defesas - uma delas digna de registo - e impediu que o Casa Pia chegasse ao golo, segurando um ponto precioso para a sua equipa.

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