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·29 de janeiro de 2026

O adeus de Veiga: O fim de uma era no Palmeiras

Imagem do artigo:O adeus de Veiga: O fim de uma era no Palmeiras

Abel Ferreira, o técnico mais vitorioso da história do Palmeiras, não conhece o clube sem Raphael Veiga. Seu homem de confiança nos momentos mais importantes. Veiga foi um antes do Palmeiras, assim como o Palmeiras foi um antes de Veiga. Cerebral, eficiente, decisivo. Se despede 379 jogos, 108 gols, 53 assistências e 11 títulos depois. É o fim de uma era no clube. E o início de uma nova vida para Raphael. 

Raphael Cavalcante Veiga assina provavelmente o último grande contrato da carreira no América do México. Uma carreira que teve muitos percalços no início. Mandado embora da base do Corinthians, sem dinheiro para ir treinar no São Paulo, foi visto jogando na praia por um olheiro do Audax e foi convidado a treinar no clube. 


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Em 2013, foi levado ao Coritiba após destaque na base do Audax e demorou três anos para conseguir a primeira oportunidade no profissional. Ela surgiu quando Pachequinho discutiu com Juan e o jogador foi afastado. Lateral com passagem marcante pelo Flamengo e convocações para a seleção, Juan atuou como meia na reta final da carreira. 

Ainda sem entrar em campo no Brasileirão, Veiga ganhou a vaga no lugar de Juan, que ficou quase um mês afastado, se firmou e terminou o ano como titular, mesmo depois do retorno de Juan. O desempenho chamou a atenção do Palmeiras, que o contratou no ano seguinte. 

De volta para sua cidade natal, Veiga teve de ser novamente paciente. Recebeu poucas oportunidades no Verdão em seu primeiro ano, sendo titular em apenas sete jogos, e acabou emprestado ao Athletico. Protagonista do título da Sul-Americana do Furacão, em temporada com 9 gols e 8 assistências, voltou ao Palmeiras em 2019 para não sair mais (até agora). 

Palmeiras que, no ano da chegada de Veiga, tinha iniciado um novo momento financeiro. Depois de Paulo Nobre colocar as contas em dia em seu mandato até 2016, o clube começou a ter poder de investimento no mercado. Com Veiga em 2017, chegaram Miguel Borja, então artilheiro da Libertadores que custou mais de 10 milhões de dólares; Felipe Melo e Michel Bastos, jogadores com Copa do Mundo no currículo; Alejandro Guerra, que chegou com pompas mas se tornou um flop; e Deyverson, entre outros. 

O Palmeiras de Raphael Veiga

Se não teve grandes oportunidades em um primeiro momento, Veiga voltou da temporada no Athletico para conquistar, aos poucos, espaço no time. E se tornou, de fato, protagonista, com a chegada de Abel Ferreira em 2020. Foi campeão paulista, da Libertadores e da Copa do Brasil naquele ano, somando 18 gols. 

Veiga repetiu o número de tentos em 2021 e foi novamente campeão da América, com gol na final. Na decisão do Mundial de Clubes, após decepcionante eliminação na semifinal no ano anterior, marcou e deu assistência contra o Al Ahly e cobrou o pênalti que levou a decisão contra o Chelsea para a prorrogação. 

2023 foi o ano com maior participação direta em gols da carreira, com 18 gols e 16 assistências. Repetiu o título brasileiro de 2022 e foi eleito o melhor meia do campeonato. As grandes conquistas pelo clube iriam parar aí. 

Campeão paulista em 2024, Veiga passou 2025 sem conquistas, primeiro ano em que Abel não venceu algo pelo Alviverde. O número de gols (7) foi o menor desde 2019 e o protagonismo no time começou a ser menor. 

Leila Pereira sempre disse que os ciclos dos jogadores no Palmeiras chegam ao fim. E chegou a hora de Raphael Veiga. No passado, o Verdão já afastou o interesse de clubes da Europa e da MLS. Agora, porém, entende que é o momento do fim de ciclo. 

Maior artilheiro do Palmeiras no século, artilheiro do Allianz Parque e jogador símbolo de uma era vitoriosa, Raphael Veiga encerra o capítulo mais bonito de sua carreira, um que vai ficar para sempre nos corações palmeirenses. Quando falarem do Palmeiras de Abel Ferreira, também falarão no Palmeiras de Raphael Veiga

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