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·29 de janeiro de 2026

O dia era pra ser só de alegria, mas o Flamengo buscou a tristeza até achar

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Nos tempos áureos em que o Twitter era uma rede social e não um site de usar IA pra tirar a roupa das pessoas sem permissão, um perfil especializado em reproduzir comentários do site pornográfico Xvideos postou o registro profundamente indignado de um usuário chamado “Masturbador3000”. A frase, apresentada fora de contexto, era sobre como ele estava “com o pau na mão, porém revoltado ao mesmo tempo”, sinalizando uma complexa mistura de alegria e revolta. E por mais absurdo que possa parecer, poucos momentos da internet descrevem tão bem o que foi a quarta-feira do torcedor rubro-negro.

Porque o dia começou bonito, o dia começou alegre. O anúncio da chegada de Paquetá, após semanas de negociações, era o que faltava pra aumentar ainda mais o otimismo com essa temporada. Jogador de seleção brasileira, cria da base, identificado com o clube, forçou a barra pra voltar e o Flamengo fez história pra que isso acontecesse. Mais cara contratação do futebol brasileiro em todos os tempos, atua em diversas posições, quem não estava no fim da tarde procurando “tutorial passinho do paquetá” no Google estava maluco.


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Então o clima, antes da partida do Brasileiro, estava lá no alto. Filipe Luis iria escalar o time na potência máxima, Jorginho e Arrasca relacionados, Allan fora do banco, Michael sendo negociado, pegar um São Paulo em crise. A situação no Carioca é boa? Não, mas o Carioca não importa. Se o preço pra começar o Brasileirão estrondando os caras for disputar um quadrangular de rebaixamento no estadual, é um acordo que vale a pena, assinamos sem medo.

Porém o Flamengo não começou o Brasileirão estrondando. O primeiro tempo foi ruim, foi perdida ao menos uma chance inaceitável, mas existiam algumas ações ofensivas pra gerar alguma sensação de que o time poderia fazer um gol. E no segundo tempo ele fez, numa linda assistência de feito oferecida por Pedro, que Plata usou para balançar as redes. O time não jogava bem, os problemas eram visíveis, mas na estreia do Brasileirão, fora de casa, o que importava era mesmo ganhar.

Mas o rubro-negro, obviamente, não ganhou. Primeiro veio o gol de empate tricolor, num cruzamento que parecia inofensivo até a nossa defesa tornar não só perigoso como até mesmo fatal. E depois veio a virada, após Pulgar realizar seu melhor cosplay de Emerson Royal e ajeitar uma bola para o jogador do São Paulo dentro da nossa pequena área. Primeiro jogo no Brasileirão, primeiro cochilo generalizado dentro de campo, primeira derrota.

Então se o acordo era não se importar com a situação ridícula do Carioca porque ela seria traduzida num cenário bem melhor nos torneios que realmente valem alguma coisa, uma parte do pacto já foi quebrada. O que vimos ontem em São Paulo foi um Flamengo atuando com níveis de displicência e desconcentração que não caberiam num jogo contra o Maricá, que dirá no campeonato que é considerado “prioridade” pelo clube. É possível apontar diversas falhas individuais, que vão de Samuel Lino e Pulgar até Carrascal e Léo Ortiz, mas a sensação geral é de que o time simplesmente ainda não entrou em 2026.

Estamos todos felizes com a chegada de Paquetá? Claro, óbvio e evidente. É caso de aerofla, de comemoração, da torcida lotar o Maracanã quando ele estrear em terras cariocas. Mas também é impossível não estar indignado com uma atuação preguiçosa e fraca como a desta quarta-feira, onde o time teve o jogo na mão diante de um adversário em momento complicado e aparentemente esqueceu que a partida valia três pontos. Infelizmente, num dia que era pra ser de comemoração, o Flamengo quis colocar sua torcida em situação de “Masturbador3000”

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