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JB Filho Repórter

·25 de agosto de 2026

O resumo de três negociações acontecendo no Inter

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  • No caso de Villagra, surgiu na Arábia Saudita a informação de que um clube local monitora o volante e considera uma possível investida. Neste momento, porém, é importante separar interesse de negociação. Não existe proposta apresentada ao Internacional e tampouco uma conversa estabelecida com o clube russo que detém os direitos do jogador. O Inter também entende que está protegido contratualmente. Villagra tem vínculo de empréstimo até dezembro e uma cláusula de compra fixada em US$ 4,6 milhões, aproximadamente R$ 24 milhões. Essa compra pode ser exercida por opção do Colorado e passa a ser obrigatória caso o jogador cumpra a quantidade de partidas prevista em contrato.
  • Villagra, inclusive, já participou de 26 dos 40 jogos possíveis desde que estreou, um índice de aproximadamente 65%. Portanto, dependendo exatamente da forma como essa cláusula é contabilizada, existe um cenário em que o Inter pode ser obrigado a realizar a compra. E pelo futebol que ele vem apresentando, não seria nenhuma surpresa ver o clube realmente ficar com o volante. Caso apareça uma proposta muito acima dos US$ 4,6 milhões, existe ainda uma possibilidade interessante: o Inter exerce a compra e depois negocia Villagra por um valor superior. Mas, por enquanto, tudo está apenas no campo do interesse vindo da Arábia.
  • A situação de Carbonero talvez seja mais concreta em relação a uma possível movimentação. O Krasnodar estava tentando contratar Everton Cebolinha junto ao Flamengo, mas a negociação travou. A partir disso, Carbonero passou a aparecer como uma alternativa dos russos. Ainda não existe proposta oficial na mesa do Inter, então não dá para tratar a saída como encaminhada, mas existe a possibilidade de uma investida nas próximas horas caso o negócio por Cebolinha realmente não seja retomado.
  • E, neste caso, o Inter provavelmente ouviria. Carbonero foi comprado por aproximadamente US$ 4,5 milhões e ainda existem parcelas dessa negociação que geram problemas com o Racing, inclusive com risco de uma cobrança que poderia terminar em transfer ban. Ao mesmo tempo, a direção precisa fazer dinheiro e já trabalhava antes mesmo da Copa com a possibilidade de negociar algum ativo importante. Para vender Carbonero agora, a ideia seria conseguir pelo menos o dobro do investimento, algo na faixa de US$ 9 milhões a US$ 10 milhões, aproximadamente R$ 50 milhões ou mais dependendo da cotação.
  • Para mim, uma proposta nesse patamar precisa ser analisada seriamente. Carbonero tem capacidade, já mostrou bons momentos e continua sendo importante para Paulo Pezzolano, mas o Inter vive uma realidade financeira em que dificilmente pode fechar os olhos para uma venda de R$ 50 milhões. O próprio jogador já demonstrou anteriormente que gostaria de aproveitar uma boa oportunidade no mercado. Se chegar uma proposta forte, pode ser um negócio interessante para todo mundo: o atleta sobe financeiramente, o Inter consegue caixa e ainda vende por praticamente o dobro daquilo que investiu.
  • A terceira movimentação já está definida. Clayton Sampaio foi liberado pelo Internacional para viajar e acertar um empréstimo com um clube russo. O negócio não prevê pagamento pelo empréstimo, com a nova equipe assumindo os salários do jogador, que giram em torno de R$ 150 mil mensais. Existe também uma opção de compra próxima de 1,2 milhão de euros, valor semelhante ao que o Inter desembolsou quando contratou o defensor no futebol português.
  • É uma tentativa de reduzir um prejuízo de uma contratação que claramente não funcionou. O Inter investiu cerca de 1,2 milhão de euros em Clayton, manteve o jogador por um período considerável e praticamente não teve retorno esportivo. Ele chegou a receber possibilidades de transferência para clubes brasileiros, mas não houve acerto. Agora vai para o futebol russo, onde terá a oportunidade de jogar mais e, caso seja comprado, pode permitir ao Colorado recuperar boa parte do valor investido na aquisição.
  • Financeiramente, pelo menos existe uma possibilidade de diminuir o impacto. Esportivamente, porém, a passagem foi ruim. O jogador veio para disputar espaço, não conseguiu se afirmar e agora sai sem ter deixado uma contribuição relevante. Se o clube russo exercer a compra no futuro, o Inter praticamente recupera o investimento inicial. Caso contrário, pelo menos deixa de arcar temporariamente com os vencimentos.
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