Zerozero
·23 de agosto de 2026
O Santa Clara tem Paciência. E o Famalicão?

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·23 de agosto de 2026

O Santa Clara continua a somar pontos à boleia da inspiração de Gonçalo Paciência, desta feita perante um Famalicão (1-0) que ainda não venceu esta época e continua a somar erros crassos, que têm resultado em golos.
Dada a conjuntura dos resultados e a forma como estes acontecem, urge questionar-se: os famalicenses continuarão a ter paciência na sua equipa e na equipa técnica?
Foram os famalicenses a dar o pontapé de saída e quem esteve por cima nos primeiros minutos do encontro, com os pupilos de Carlos Carvalhal a procurarem atacar pelas alas, especialmente a direita.
Logo se percebeu que o Santa Clara de Petit iria procurar neutralizar a construção de jogo adversária com uma pressão intensa aos seus melhores elementos no capítulo do passe, Mathias de Amorim e Tom van de Looi. Djé Tavares e Daniel Borges conseguiram abafá-los e, a partir daí, o Santa Clara foi crescendo em campo.
Através das bolas paradas, nomeadamente lançamentos longos para a área, os Bravos Açorianos criaram a primeira chance de enorme perigo do encontro à passagem do minuto 14, quando Daniel Borges rematou e a bola, que sofreu um desvio, acabou travada pelo poste direito. O Famalicão respondeu, com um falhanço de Koutsias.
Ao primeiro aviso, seguiu-se o primeiro golo, aos 22’: Gil Dias facilitou em zona proibida, Vinícius Lopes ficou com a bola e enviou-a para a área, onde Sorriso cabeceou na direção da baliza, mas Gonçalo Paciência desviou o esférico com o pé direito, inaugurando o marcador. À terceira jornada, o ponta de lança soma quatro golos, mantendo-se como o autor de todos os golos do Santa Clara.
Daí em diante, o Famalicão de Carlos Carvalhal bem tentou reverter a desvantagem, mas a resposta, nas ações e nas intenções, foi sempre curta e tímida. Sorriso foi o único elemento mais assertivo e, pela meia hora de jogo, assustou Lucas França com um livre, mas foi o único lance digno de registo.
Carlos Carvalhal esteve, durante quase todo o primeiro tempo, visivelmente insatisfeito com a sua equipa. E, ao intervalo, lançou Beney a jogo mas, mais do que isso, injetou na sua equipa uma dose de confiança e agressividade, algo que lhe faltava e de forma gritante!
Durante boa parte da segunda metade, foram os famalicenses a ter mais bola e a instalarem-se no meio-campo açoriano, mas, à medida que o tempo ia avançando e com a defensiva caseira a manter-se extremamente sólida, a equipa do Famalicão foi perdendo os efeitos da injeção anteriormente referida.
Aliás, foi o Santa Clara quem teve as melhores chances do segundo tempo, especialmente a de Vinícius Lopes, que tirou uns quantos adversários do caminho, mas hesitou na hora de rematar. Na reta final, aproveitando o espaço aberto, os avançados que Petit lançou a jogo tiveram várias oportunidades de sentenciar a partida, mas pecaram sempre na hora da decisão.
Há quem diga que um dos equipamentos do Famalicão desta temporada parece uma camisola de treino. E há alturas dos jogos em que parece que os famalicenses estão mesmo a encarar o jogo dessa maneira….
Gonçalo Paciência (Santa Clara): O campeonato ainda está na sua fase inicial, é certo, mas começam a faltar palavras para descrever as exibições de Gonçalo Paciência. Não são só os golos, como neste encontro, onde foi um verdadeiro matador de área, mas também todo o trabalho que tem com a bola nos pés. Foi ele o autor do grande passe que desmarcou Vinícius Lopes numa das melhores chances da segunda parte. Para além disso, das poucas vezes que teve a bola nos pés, entregou-a redondinha aos companheiros em poucos toques.
Daniel Borges (Santa Clara): A par com Djé Tavares, os dois médios destacaram-se pela pressão e neutralização que fizeram à construção de jogo do Famalicão, pressionando constantemente Mathias de Amorim e Tom van de Looi.
Pedro Pacheco (Santa Clara): O defesa central, à imagem de toda a linha defensiva açoriana, foi imperial no momento defensivo, intercetando o perigo e afastando a bola da sua área.
Sorriso (FC Famalicão): Foi dos poucos elementos do Famalicão que fez uma partida globalmente capaz. Os lances de maior perigo passaram sempre pelos seus pés, destacando-se a cobrança do livre, no primeiro tempo, que não passou nada longe.
Gil Dias (FC Famalicão): Um jogo para esquecer do extremo famalicense, que foi substituído ao intervalo, depois de uma primeira parte em que, ofensivamente e defensivamente, geriu mal os lances. Ficou especialmente marcado pelo lance do golo do Santa Clara, dado que "inventou" em zona proibida e deu a bola a Vinícius Lopes, que iniciou a jogada que Gonçalo Paciência finalizou.
Arbitragem globalmente serena de Iancu Vasilica, com exceção para um lance em que um dos seus assistentes assinalou corretamente um pontapé de canto para o Santa Clara, mas Iancu Vasilica não o fez, o que levou a protestos dos açorianos sem necessidade

Onze do Santa Clara:
Lucas França, Diogo Calila, Emanuel Moreira, Pedro Pacheco, Guilherme Romão, Djé Tavares, Pedro Ferreira, Sorriso, Daniel Borges, Vinícius Lopes, Gonçalo Paciência

Onze do FC Famalicão:
Lazar Carević, Rodrigo Pinheiro, Finn van Breemen, Léo Realpe, Pedro Bondo, Tom van de Looi, Mathias de Amorim, Gil Dias, Pedro Santos, Sorriso, Georgios Koutsias

Ao contrário do panorama de Portugal Continental, em Ponta Delgada não chove, pelo menos, para já. O sol ainda está bem visível, até porque ainda são 16h35 nos Açores
1':

Começou a partida, é o Famalicão a dar o pontapé de saída!
8':

E já tivemos a primeira disputa pela posse de bola entre os Sorrisos, com o do Santa Clara a dominar a bola no peito e a arrancar na direção da área. Caiu, mas não havia razões para grande penalidade
12':

Daniel Borges (Santa Clara) remata ao poste direito!!!
Mais um lançamento longo para o Santa Clara, agora letal, com o camisola 41 a encher o pé. A bola sofreu um desvio, bateu no poste e foi afastada para canto
15':

Cumprimos o primeiro quarto de hora da partida, cujo ritmo está a aumentar progressivamente. O Famalicão aposta no ataque pelas alas, especialmente a direita, mas ainda não conseguiu levar qualquer perigo à baliza de Lucas França. O mesmo não se pode dizer dos açorianos, dado que Daniel Borges já atirou ao poste direito da baliza de Carevic. O Santa Clara vai tendo na bola parada a sua fonte de perigo no ataque, com dois ou três lançamentos longos para a área que procuram semear a confusão numa defensiva famalicense que vem de um encontro onde perdeu com erros precisamente do seu setor mais recuado
19':

FC Famalicão: Que falhanço de Georgios Koutsias!!!
Sorriso, pela esquerda, enviou um cruzamento bem medido para a zona do segundo poste, mas o ponta de lança grego, à boca da baliza, conseguiu fazer o mais difícil: desviar a bola para fora. O gesto técnico da finalização não foi muito bom e Carlos Carvalhal exasperou-se na área técnica
22':

GOLO Santa Clara! Gonçalo Paciência marca
Gonçalo Paciência marca o seu 4º golo na prova (3 jogos)
O Santa Clara faz a festa, ao som da «Festa» de Sandro G, e quem mais poderia ser o autor do golo? Exatamente, Gonçalo Paciência! Tudo começou com uma "invenção" de Gil Dias em zona proibida, entregando a bola a Vinícius Lopes, que cruzou para a área. Sorriso venceu o duelo (mais um) a Pedro Bondo e cabeceou a bola na direção da baliza, com o capitão dos açorianos a colocá-la no fundo das malhas com o pé direito
28':

FC Famalicão: Sorriso, de livre, fez a bola passar rente ao poste direito
30':

Meia hora de jogo e o Famalicão procura reagir à desvantagem no marcador, provocada pelo suspeito do costume, Gonçalo Paciência, que desviou um cabeceamento do seu companheiro Sorriso. Para já, só o outro Sorriso, o do Famalicão, conseguiu esboçar uma resposta, com o livre que fez passar rente ao poste direito
44':

Santa Clara: Gonçalo Paciência, pouco depois do meio-campo, encheu o pé e a bola não passou muito longe!
Carevic estava atento, mas, ainda assim, a bola passou ligeiramente ao lado do poste direito
Intervalo:

Termina assim o primeiro tempo, com uma justa vantagem do Santa Clara, que foi a equipa que melhor esteve dentro de campo nos vários momentos do jogo. Para além disso, demonstrou confiança e segurança, parâmetros que vão faltando ao Famalicão
55':

Santa Clara: Vinícius Lopes arrancou em direção à baliza, mas hesitou na hora de rematar e atirou contra um defensor famalicense.
Grande passe de Paciência, a abrir no extremo, que deixou para trás e marcação, mas não rematou nas duas janelas abertas. Escolheu a terceira, mas já foi tarde demais
60':

Chegamos à hora de jogo e é o Famalicão quem está por cima da partida, com uma nova postura, mais agressiva e com maior proatividade de cada elemento. Contudo, apesar dessa melhoria e de terem mais bola, não estão a conseguir levar perigo à baliza de Lucas França, dada a solidez defensiva dos comandados de Petit. Além disso, é o Santa Clara quem registou a melhor chance deste segundo tempo até ao momento, com o lance que Vinícius Lopes desperdiçou ao hesitar na hora de rematar
75':

Falta um quarto de hora para o final da partida e, até ao momento, não parece que o resultado se vá alterar. As investidas do Famalicão já não têm o mesmo fogo que tinham no arranque deste segundo tempo e o Santa Clara mantém a extrema solidez defensiva demonstrada desde o apito inicial deste encontro
79':

Santa Clara: Brenner Lucas definiu mal o lance, numa situação de quatro para dois,
e desperdiçou uma clamorosa chance do Santa Clara poder sentenciar a partida
82':

Um dos árbitros assistentes de Iancu Vasilica apontou para um pontapé de canto para o Santa Clara, mas Iancu Vasilica não o assinalou, para desespero dos açorianos, que protestaram esta situação
90 +5':

O árbitro apita para o final da partida
Melhor em campo:

Pedro Pacheco (CDSC) foi, para a redação do
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, o melhor jogador em campo. O central comandou a linha defensiva que, eximiamente, esteve muito bem durante toda a partida e nunca permitiu que o Famalicão pudesse somar chances de enorme perigo
Fim de Jogo:

Triunfo justíssimo do Santa Clara, que foi sempre a equipa mais capaz e ligada ao jogo durante a globalidade da partida. Ofensivamente, pecou apenas na definição dos lances, caso contrário a vantagem poderia ser maior. Defensivamente, nunca deu muito espaço para o Famalicão criar perigo e neutralizou todas as investidas adversárias. O Famalicão tem muitas notas a tirar deste encontro dado que, mais uma vez, sofre um golo que começa num erro crasso de um dos seus homens e, para além disso, não esboçou a resposta necessária para poder desfazer a vantagem que os açorianos conquistaram no marcador







































