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·18 de julho de 2026

Oficialização de Zidane na França depende de aval estatal na parte financeira; entenda

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A troca de comando na seleção francesa parece definida dentro de campo, mas ainda enfrenta um obstáculo fora dele. Com a saída de Didier Deschamps prevista para depois da disputa do terceiro lugar da Copa do Mundo, Zinedine Zidane continua sendo o principal candidato ao cargo. No entanto, uma questão envolvendo a legislação francesa pode adiar a oficialização do acordo.

Segundo informações do jornal L’Equipe, uma nova lei, que está em fase final de aprovação no Parlamento francês, estabelecerá um teto salarial de 450 mil euros brutos por ano (cerca de R$ 2,6 milhões na cotação atual) para dirigentes e funcionários de federações esportivas do país.


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O limite previsto é muito inferior aos valores praticados no futebol de alto nível. Didier Deschamps recebe uma remuneração superior à estipulada pela nova regra, enquanto Zidane recusou, no ano passado, uma proposta do Al-Hilal que previa salário anual de 100 milhões de euros.

Caso o contrato entre Zidane e a Federação Francesa de Futebol ainda não seja assinado quando a legislação entrar em vigor, será necessária uma autorização especial do Ministério dos Esportes da França para que o treinador possa receber acima do teto estabelecido.

Ainda conforme a apuração do L’Equipe, a ministra dos Esportes, Marina Ferrari, vê com bons olhos a chegada do ex-técnico do Real Madrid ao comando da seleção nacional, o que pode facilitar a concessão da autorização.

Apesar disso, a necessidade de uma aprovação governamental também gera debate na França. Isso porque uma eventual interferência do Estado em decisões relacionadas à seleção pode levantar questionamentos sobre a autonomia da Federação Francesa, tema que costuma ser tratado com cautela pela Fifa.

Didier Deschamps deixará o comando da equipe após 14 anos à frente da seleção francesa. Durante o período, conquistou a Copa do Mundo de 2018, chegou à final em 2022 e encerra seu ciclo após a campanha no Mundial de 2026, abrindo caminho para aquele que pode ser um dos retornos mais aguardados do futebol francês: o de Zinedine Zidane à seleção, desta vez como treinador.

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