Onze anos depois de chegar aos Sub-10, Dinis Telehovschi garante mais uma temporada de águia ao peito | OneFootball

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·23 de agosto de 2026

Onze anos depois de chegar aos Sub-10, Dinis Telehovschi garante mais uma temporada de águia ao peito

Imagem do artigo:Onze anos depois de chegar aos Sub-10, Dinis Telehovschi garante mais uma temporada de águia ao peito

Chegou em 2016/17. Tinha dez anos. Vinha do CD Escola Académica para o Benjamim Sub-10. Nove anos depois, e várias camadas jovens a somar troféus, Dinis Telehovschi assinou a renovação que o mantém ligado ao clube da sua vida.

Porque é isso mesmo que o Benfica é para ele. Nas suas próprias palavras, uma segunda casa. Não é conversa de circunstância. Quando um miúdo cresce a vestir a mesma camisola desde os dez anos, a frase é simplesmente verdade.


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Os números confirmam a qualidade do percurso. Dois títulos nacionais de Juvenis, em 2022/23 e 2023/24. Um de Juniores na época passada. Esta temporada, já como júnior Sub-19, leva 27 jogos e um golo, repartidos entre a UEFA Youth League, os Sub-23 e o Campeonato Nacional de Juniores. Já teve a braçadeira de capitão nos pés. Ajuda a crescer como homem, diz ele. Ajuda a crescer como jogador, digo eu, e é isso que interessa a quem está a olhar para o meio-campo do futuro.

O capítulo mais duro não está nas estatísticas. Está nos mais de 400 dias que passou parado por lesão. Um ano de vida de um jovem de dezanove anos, perdido em ginásios e salas de tratamento. Uma eternidade para quem sonha jogar no Estádio da Luz. O regresso à competição, confessa, foi um dos momentos mais marcantes de toda a carreira.

É aqui que a história ganha outro peso. Não é só sobre pé esquerdo, visão de jogo ou capacidade de box to box, que é o registo que o clube tem vindo a moldar nele desde os escalões mais baixos. É sobre aguentar o processo quando o processo dá em nada durante mais de um ano. Muitos talentos que o Benfica formou nos últimos anos nunca chegaram a superar um problema físico deste calibre na fase em que mais precisavam de minutos. Telehovschi superou. E o clube, sabendo o que isso vale, tratou de renovar antes que alguém de fora começasse a fazer contas.

A leitura que faço é simples. Um médio com esta bagagem de internacionalizações jovens, 14 já contabilizadas, e este historial de resiliência, não se deixa ir embora sem luta. O Benfica sabe disso. A renovação não é rotina, é gestão inteligente de um ativo que pode mesmo chegar à Luz.

O objetivo do jogador é claro, chegar à equipa principal e ficar lá. Fácil de dizer. Brutal de conseguir. Mas com a cabeça que já mostrou ter, e uma renovação fresca no bolso, o caminho até ao plantel principal parece cada vez mais curto.

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