Gazeta Esportiva.com
·05 de fevereiro de 2026
Organizada do Palmeiras protesta e pede saída de Anderson Barros: “Mudança já”

In partnership with
Yahoo sportsGazeta Esportiva.com
·05 de fevereiro de 2026

Os torcedores do Palmeiras estão insatisfeitos com o momento do clube. Nesta quarta-feira, a Mancha Verde, principal organizada do clube, pediu a saída do diretor de futebol Anderson Barros em um comunicado nas redes sociais.
“Em qualquer empresa séria, os três (Leila, Abel e Barros) já estariam sendo responsabilizados por incompetência administrativa e por prejuízo esportivo. E aqui não deveria ser diferente. Mas toda mudança começa por alguém. E, neste momento, o diretor de futebol se tornou o símbolo máximo do fracasso do planejamento esportivo. Um planejamento que enfraquece o elenco, atrasa decisões, empurra soluções, insiste no erro e faz o Palmeiras perder tempo — e tempo no futebol não volta. Por isso, a torcida aponta o caminho, de forma clara e definitiva: FORA BARROS”, diz trecho do comunicado.
Antes da bola rolar para o jogo contra o Vitória, palmeirenses penduraram uma faixa em frente à Arena Crefisa Barueri reforçando o pedido. Após anunciar a escalação do time, torcedores do setor da organizada protestaram: “Barros, c…, para fora do Verdão”.
O Palmeiras terminou a última temporada sem títulos depois de investir cerca de R$ 700 milhões para reforçar o elenco. Dois dos contratados no último ano já não fazem parte do elenco: Micael e Facundo Torres. Além deles, o clube se despediu de outros jogadores como Aníbal Moreno, Raphael Veiga e Weverton.
Apesar das cinco saídas, o clube anunciou apenas um reforço até o momento: o volante Marlon Freitas. No último domingo, após a derrota por 1 a 0 para o Botafogo-SP, pelo Campeonato Paulista, o técnico Abel Ferreira cobrou reposições para seu elenco.
Ver esta publicação no Instagram Uma publicação partilhada por Mancha Alvi Verde (@manchaverdetorcida)
A janela de transferências está aberta desde janeiro e fecha no dia 3 de março. A diretoria trabalha para atender os pedidos do treinador e deixar o elenco mais competitivo. Nos últimos dias, o Palmeiras intensificou a negociação pelo meia-atacante Jhon Arias, do Wolverhampton, e, após realizar proposta, aguarda resposta do jogador.
O clube também tentou a contratação do zagueiro Nino, do Zenit, mas viu o clube russo barrar sua saída neste momento.
O Palmeiras é o segundo colocado do Campeonato Paulista com 12 pontos conquistados. São quatro vitórias e duas derrotas. No Campeonato Brasileiro, estreou com empate diante do Atlético-MG e começou a rodada em segundo lugar.
A equipe alviverde entra em campo nesta quarta-feira para enfrentar o Vitória pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. A bola rola às 21h30 (de Brasília), na Arena Crefisa Barueri.
“MUDANÇA JÁ
Em qualquer empresa, em qualquer setor da vida, a lógica é simples e imutável: quando não há resultado, quando há prejuízo, a cobrança recai sobre a liderança.
Isso não é perseguição. Isso é responsabilidade.
E quando a liderança falha repetidamente, a consequência é uma só: mudança. É assim no trabalho, é assim na vida. E no futebol não pode — e não vai — ser diferente.
O Palmeiras vem sendo administrado de forma equivocada há tempo demais, e isso já se reflete dentro de campo: nos resultados, no planejamento, nas escolhas e, principalmente, no futuro do clube.
O problema não é pontual. O problema é estrutural. E diante desse cenário, é impossível fugir dos responsáveis.
Hoje existem três pilares centrais que sustentam esse projeto, e os três precisam ser cobrados com firmeza, sem rodeios e sem blindagem.
O primeiro pilar é a presidente. Ela é quem detém o poder de decisão, quem define o rumo do clube e quem libera os recursos financeiros. E o que muitos esperavam dela, diante do tamanho do estrago e da perda de rumo, era um gesto mínimo de grandeza: renúncia.
Mas sabemos que isso não vai acontecer. O ego e o orgulho não permitem. Só que o tempo está acabando. Ela tem dias contados. O final de 2027 já aparece, até lá, o Palmeiras não pode continuar refém de um comando que insiste em errar e se recusa a reconhecer a própria responsabilidade.
O segundo pilar é o diretor de futebol. Esse não tem mais discussão. Não tem mais debate. Não tem mais justificativa. Ele é o principal símbolo do fracasso do planejamento esportivo.
Contratações erradas, apostas repetidas, decisões tardias, elenco enfraquecido e um Palmeiras cada vez mais distante do tamanho que deveria ter. Isso não é acaso. Isso é incompetência. E incompetência em clube gigante tem um nome: demissão.
O terceiro pilar é o treinador. E aqui também precisa ficar claro: ninguém apaga a história que ele construiu. Se tiver que sair, vai sair estando na história.
Mas acabou o crédito. O saldo positivo já foi gasto.
Desde que assinou pré-contrato, o que se vê é um treinador cada vez mais distante, mais acomodado, mais preocupado em explicar do que em resolver.
O discurso virou desculpa.
E a responsabilidade virou sempre “dos outros”. O Palmeiras não pode ser refém de ninguém. Muito menos de alguém que parece não ter mais tesão, não ter mais fome e não ter mais energia para fazer aquilo que é muito bem remunerado.
Diante disso, não existe mais espaço para discursos contraditórios ou para empurrar responsabilidades de um lado para o outro. Ou existe sintonia e comando entre esses três, ou o Palmeiras está sendo conduzido de forma irresponsável, amadora e prejudicial.
A torcida não aceita mais improviso. A torcida não aceita mais passividade. A torcida não aceita mais decisões pequenas para um clube gigante.
Chega de tratar o Palmeiras como se fosse um clube médio, que precisa “se contentar” em disputar.
O Palmeiras tem história, tem estrutura, tem torcida, tem CT, tem receita, tem força e tem obrigação de ser protagonista.
O Palmeiras não pode viver de desculpas. O Palmeiras não pode viver de promessas. O Palmeiras não pode viver de planejamento que nunca se cumpre.
Em qualquer empresa séria, os três já estariam sendo responsabilizados por incompetência administrativa e por prejuízo esportivo.
E aqui não deveria ser diferente.
Mas toda mudança começa por alguém. E, neste momento, o diretor de futebol se tornou o símbolo máximo do fracasso do planejamento esportivo. Um planejamento que enfraquece o elenco, atrasa decisões, empurra soluções, insiste no erro e faz o Palmeiras perder tempo — e tempo no futebol não volta.
O Palmeiras não é laboratório. O Palmeiras não é lugar de teimosia. O Palmeiras não é lugar de comodismo.
Por isso, a torcida aponta o caminho, de forma clara e definitiva: FORA BARROS.
O Palmeiras é maior do que qualquer nome, qualquer cargo e qualquer idolatria.
MUDANÇA JÁ.
Pelo Palmeiras. Pela sua história. Pela sua torcida”.








































