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·05 de fevereiro de 2026
Organizada do Santos protesta em clássico e detona Teixeira em carta

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Nesta quarta-feira, a Torcida Jovem, principal organizada do Santos, protestou de diversas formas contra a gestão de Marcelo Teixeira. O grupo acompanhou o primeiro tempo do clássico contra o São Paulo, na Vila Belmiro, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro, sentado e em silêncio.
No intervalo, eles esticaram faixas e cantaram contra o presidente e Alexandre Mattos, executivo de futebol do clube. No segundo tempo, voltaram a incentivar o elenco normalmente. Após o empate de 1 a 1, os protestos voltaram.
“Agora nossa guerra é com Marcelo Teixeira”, gritaram.

Torcida Jovem sentada e em silêncio na Vila Belmiro (Foto: Rodrigo Matuck/Gazeta Press)
Fora das arquibancadas, a TJ publicou um longo texto criticando diversas atitudes de Marcelo Teixeira. Na carta, os alvinegros exigiram “responsabilidade e seriedade”.
“Você chegou com 5 pilares, mas entregou 5 falácias. Nos prometeu um futebol vencedor, e de fato venceu, como pior campeão da história da Série B, além de fazer um papel vexatório e exaltar um vice para nosso rival como título. E não vem com ‘recolocamos o Santos em evidência no cenário nacional e mundial’, nos classificamos para a Sul-americana disputando contra o rebaixamento enquanto nossos rivais vacilaram se poupando para finais”, escreveram.
“No feminino, mais um pilar da sua campanha, você recontratou um cara acusado de assédio e nos deu outro rebaixamento, numa modalidade na qual fomos pioneiros justamente sob sua gestão. A base formadora que tanto nos prometeu, virou moeda barata, uma joia e uns trocados pelo Tiquinho ganhando 1.5M? Ou vender promessas para um país em guerra antes de terem oportunidades no profissional? Parece razoável…”, ampliaram,
“Nos prometeu uma marca mais forte, e de fato, isso foi conseguido entregar um pouco com a chegada do Neymar. Mas ao mesmo tempo, teve a cara de pau de olhar na nossa cara e falar que estava trabalhando para comprar a marca Pelé, depois simplesmente a vimos na mão de um empresário (que tem relações com o clube, mas não é o clube). Você mentiu ou foi passado pra trás?”, completaram.
A Torcida Jovem ainda relembrou as promessas da construção de um novo estádio e um CT na capital paulista. Ambos os projetos ainda não saíram do papel.
“Por último, mas não menos mentiroso, o pilar da Arena e do CT. Sem falar das decisões estratégicas questionáveis que foram tomadas, e outra mentira contada na nossa cara sobre um CT na capital, a cada crise, as pautas ganham um novo capítulo, mas nunca uma conclusão”, pontuou.
O protesto surge dias depois de Marcelo Teixeira postar um texto se defendendo nas redes sociais. Na publicação, o presidente nega a existência de uma crise no Santos.
“É bom deixar bem claro, criar crises é única e exclusivamente capacidade da sua gestão, não transfira essa responsabilidade para pessoas que sequer fazem parte do trabalho. Entregue postura e resultado, que você verá as crises desaparecerem junto com aqueles que ‘se incomodam com o avanço’, como você diz”, citou a TJ.
“Você posta sobre planejamento a longo prazo, projetos estratégicos e sustentabilidade nas redes sociais, mas se mostra desinteressado em criar um canal de comunicação real com o torcedor, elucidando os números antes de serem postos em perguntas na coletiva, assim evitando surtos com um jornalista buscando informação, por exemplo”, completou.
A organizada do Peixe também elencou uma série de jogadores contratados durante a gestão de Marcelo Teixeira que não corresponderam às expectativas — ou que ainda tentam se firmar no clube.
“Você, presidente, sempre tem uma justificativa para suas contratações absurdas, mas por favor, esclareça para a nação como as contratações a seguir fazem parte de uma estratégia sólida e responsável.
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A Torcida Jovem ainda cobrou um posicionamento mais forte da diretoria para ajudar as organizadas. A nota relembra a morte de Alex Nunes do Carmo, que foi atropelado por um veículo do Batalhão de Choque da Polícia Militar em frente a um dos portões da Neo Química Arena, no dia 26 de janeiro.
“A gota d’água foi no último compromisso do Peixe na capital, onde um santista foi morto em um procedimento padrão (sim, padrão, eles vivem jogando viaturas, blindados e cavalos para cima da gente). Por mais que o Santos queira jogar pra debaixo do tapete, sem nem uma nota de pesar ou uma mísera hashtag pedindo por justiça, o santista tem nome, sobrenome e muita história”, escreveu o grupo.
“Alex Nunes do Carmo, pra quem viveu a Vila, o Acarajé. Mais um “Zé Brasileiro” que viveu lutando contra tudo de ruim que o sistema tinha a oferecer, como dependência química, acidente em um trabalho mal remunerado e problemas psicológicos. O clube não moveu uma palha”, acrescentou.
“Falamos do campo, de negócios e terminamos falando da morte de um torcedor no jogo do Peixe. Em todas as situações, em comum, há o descaso e a falta de noção do que é ser do povo santista”, finalizou.
Por fim, a organizada destacou que não está pedindo para que Teixeira deixe o cargo de presidente, mas cobrou atitudes.
“Não seremos ingênuos de pedir a sua renúncia, o ego do Dr. não o deixaria. Além do mais, sabemos que quem viria depois é igual ou pior. O que mais nos aflige é saber que você não é um dirigente ingênuo, mas age como um, já que você e seus comandados não tomam decisões ouvindo seu torcedor. Exigimos que porte-se com a responsabilidade e seriedade que é pertinente ao cargo que exerce e que defenda exclusivamente os interesses do clube com mais história do planeta e de sua gente.
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Estamos ao lado do clube em todas suas fases há 56 anos, sabíamos que seriam anos difíceis, quando abrimos as portas para os candidatos apresentarem seus projetos de direção coletiva, decidimos endossar sua campanha nesse processo de reconstrução do Santos Futebol Clube. Você chegou com 5 pilares, mas entregou 5 falácias.
Nos prometeu um futebol vencedor, e de fato venceu, como pior campeão da história da Série B, além de fazer um papel vexatório e exaltar um vice para nosso rival como título. E não vem com “recolocamos o Santos em evidência no cenário nacional e mundial”, nos classificamos para a Sul-americana disputando contra o rebaixamento enquanto nossos rivais vacilaram se poupando para finais.
No feminino, mais um pilar da sua campanha, você recontratou um cara acusado de assédio e nos deu outro rebaixamento, numa modalidade na qual fomos pioneiros justamente sob sua gestão.
A base formadora que tanto nos prometeu, virou moeda barata, uma joia e uns trocados pelo Tiquinho ganhando 1.5M? Ou vender promessas para um país em guerra antes de terem oportunidades no profissional? Parece razoável…
Nos prometeu uma marca mais forte, e de fato, isso foi conseguido entregar um pouco com a chegada do Neymar. Mas ao mesmo tempo, teve a cara de pau de olhar na nossa cara e falar que estava trabalhando para comprar a marca Pelé, depois simplesmente a vimos na mão de um empresário (que tem relações com o clube, mas não é o clube). Você mentiu ou foi passado pra trás?
Por último, mas não menos mentiroso, o pilar da Arena e do CT. Sem falar das decisões estratégicas questionáveis que foram tomadas, e outra mentira contada na nossa cara sobre um CT na capital, a cada crise, as pautas ganham um novo capítulo, mas nunca uma conclusão.
Sem esquecer da SAF, que não foi pauta de campanha, mas gosta de usar para agradar os desesperados por um dono que não seja você. Mas nisso aí tudo bem, não precisa se esforçar com isso aí, afinal, quase 80% das SAFs ficam nas mãos dos mesmos grupos que comandavam a associação antes da transição. E sabemos que se isso for pra frente, você fará seu jeitinho de amarrar o burro na sombra.
E é bom deixar bem claro, criar crises é única e exclusivamente capacidade da sua gestão, não transfira essa responsabilidade para pessoas que sequer fazem parte do trabalho. Entregue postura e resultado, que você verá as crises desaparecerem junto com aqueles que “se incomodam com o avanço”, como você diz.
Você, presidente, sempre tem uma justificativa para suas contratações absurdas, mas por favor, esclareça para a nação como as contratações a seguir fazem parte de uma estratégia sólida e responsável.
Yusupha: não importa o valor, qual critério para trazer um cara desse? Renan, qual critério para trazer o goleiro reserva do Sport? Thaciano: fora ele ter feito a obrigação dele na última rodada, explica os 32 milhões e salário de 1M? Veron: atleta contratado acima do peso. Caballero: 9 milhões num atacante que fez 20 gols em 4 anos no poderoso campeonato paraguaio. Mayke: 1 milhão de salário para um lateral que nem jogando estava (e já tínhamos Chermont e Igor Vinicius), e veio para o Santos para ganhar o triplo. Adonís: 22 milhões em um reserva da liga mexicana. Alexis: 21 milhões em um reserva na Rússia. Bahimi: 27 jogos e 2 gols, no poderoso campeonato Belga, antes de vir jogar 20 minutos e meter o pé.
No ano passado, foram gastos R$ 130 milhões com jogadores que não têm cacife algum para vestir nossa camiseta. Sabendo como terminamos o ano, lhe parece um planejamento responsável?
Você posta sobre planejamento a longo prazo, projetos estratégicos e sustentabilidade nas redes sociais, mas se mostra desinteressado em criar um canal de comunicação real com o torcedor, elucidando os números antes de serem postos em perguntas na coletiva, assim evitando surtos com um jornalista buscando informação, por exemplo.
Neste momento, a Torcida Jovem do Santos se manifesta nas arquibancadas da Vila Belmiro, ocupando nosso lugar nas arquibancadas da Vila Belmiro, espaço que o torcedor santista conquista desde 1916, para de maneira prática expressarmos nosso descontentamento com a gestão Marcelo Teixeira.
A Torcida Jovem faz um trabalho de contato direto com a Presidência do Santos FC que atravessa gerações dentro da torcida e dentro do clube, tendo esse contato acontecido com distintos presidentes do clube e da torcida, em distintos momentos da história. Nunca faltou a tentativa de manter um contato direto com o clube e cuidado com a já conturbada imagem santista na imprensa, especialmente nos últimos anos.
Por inúmeras vezes, fizemos nossas cobranças e exigências no dia a dia, olho no olho, sem fazer disso mais um caso midiático na rotina santista, mas falando tudo o que deveria ser dito, entrando em inúmeros embates da porta pra dentro.
Mas Marcelo, percebemos que, para você, sua imagem vale mais do que qualquer coisa. Sabemos que esse trecho da nota vai ser um daqueles que você não vai gostar, vai reclamar que não precisava disso e etc, mas na moral: é o que você transparece para o torcedor.
Não é a primeira vez que falar sobre isso pesa pra você. Da última, você pareceu ter aprendido, e parou de usar suas redes sociais como se fosse dono do clube. Mas parece que não entendeu bem que você sendo o presidente, afinal, lhe pareceu de bom tom postar um carrossel com imagens de si mesmo, dados que todo mundo já sabe, em cortina de fumaça.
Desde a gestão Peres, com um presidente que não nos dava abertura para diálogo, pegamos ele trancado no banheiro do escritório e nos fizemos ouvidos. Na gestão seguinte, com um cara que nos ouvia, mas fazia tudo ao contrário, quando o tiramos, apenas nos restava apoiar. Assim fizemos, cumprimos com nossas palavras e ainda assim fomos brindados com a morte de um pedaço da nossa história.
Já falamos isso pessoalmente, e até mesmo em outra nota, mas destacamos novamente: a falta de conexão com a realidade da deu e querer implementar sua narrativa de “estou reconstruindo”, jogando uma cortina de fumaça pra cima do torcedor, falando que está tudo bem. Não tem nada bem há muito tempo!
Não adianta falar que veio da arquibancada e ao mesmo tempo abaixar a cabeça para mandos e desmandos de empresários. Falamos desde um hotdog seco e um copo d’água a R$8, passando por um “túnel” inventado que inviabiliza a ida ao banheiro e até quando deixa uma pulga atrás da orelha de todo torcedor com negociações esdrúxulas como as citadas acima e tantas outras.
Não adianta falar que veio da arquibancada e ao mesmo tempo botar o rabo entre as pernas para a polícia fazer o que quer com o santista. A violência policial, é claro, não pode passar batido por aqui.
Já se viu por onde íamos, quando você usou da sua autoridade para passar vídeos no telão exaltando uma das operações mais letais da história na Baixada Santista, que comprovadamente matou um inocente torcedor do Santos. Hoje, quando tentamos voltar a fazer da nossa casa um fator diferencial para nosso elenco, corrigindo a cagada que o clube fez de afastar o povo do estádio, somos expulsos sem dar motivo, sob pancadas. Nessa, a diretoria acabou apanhando. Agora pergunta se ele filmou e voltou a colar com o povo ou se nunca mais nada foi feito?
Foi recorrente o número de vezes em que a Polícia Militar, com o aval do Santos FC, protagonizou conflitos com a torcida do Santos, causando ferimentos físicos aos torcedores e punições completamente desmedidas aos movimentos de torcida do Peixe. Hoje, a TJ está até 2027 fora dos estádios, mesmo com o presidente do conselho deliberativo do clube sendo um dos mais influentes delegados do estado, até agora não teve um apoio jurídico do Santos para voltarmos com a atmosfera do Alçapão.
Tanto nessa punição, imposta em decorrência de uma confusão que se alastrou por conta da violência policial na última rodada de 2025, quanto na punição após o jogo no Morumbi, em que o Santos foi desleixado na segurança, negando recomendações nossas e policiais, com preguiça de organizar a venda de ingressos.
A gota d’água foi no último compromisso do Peixe na capital, onde um santista foi morto em um procedimento padrão (sim, padrão, eles vivem jogando viaturas, blindados e cavalos para cima da gente). Por mais que o Santos queira jogar pra debaixo do tapete, sem nem uma nota de pesar ou uma mísera hashtag pedindo por justiça, o santista tem nome, sobrenome e muita história.
Alex Nunes do Carmo, pra quem viveu a Vila, o Acarajé. Mais um “Zé Brasileiro” que viveu lutando contra tudo de ruim que o sistema tinha a oferecer, como dependência química, acidente em um trabalho mal remunerado e problemas psicológicos. Encontrou na VB e no Santos a sua casa, sempre em posição de guarda, na sua mente, protegendo nossa casa e nossos atletas da base. Em retribuição, foi atropelado por uma máquina de guerra de quase 20 toneladas, a 50 metros de um portão de um estádio que o Santos foi mandante, num jogo sem rivalidade alguma.
O clube não moveu uma palha. Poderia ser qualquer um dos 30 mil santistas que pagaram caríssimo para ver aquele jogo, ou pode ser você que está lendo, na próxima vez que for ao estádio. A certeza é que nunca será o estudante de direito filho de um engravatado que toma as decisões.
Falamos do campo, de negócios e terminamos falando da morte de um torcedor no jogo do Peixe. Em todas as situações, em comum, há o descaso e a falta de noção do que é ser do povo santista.
Não seremos ingênuos de pedir a sua renúncia, o ego do Dr. não o deixaria. Além do mais, sabemos que quem viria depois é igual ou pior. O que mais nos aflige é saber que você não é um dirigente ingênuo, mas age como um, já que você e seus comandados não tomam decisões ouvindo seu torcedor. Exigimos que porte-se com a responsabilidade e seriedade que é pertinente ao cargo que exerce e que defenda exclusivamente os interesses do clube com mais história do planeta e de sua gente.








































