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·19 de agosto de 2026

Organizadas do Corinthians vão ao MP-SP apoiar intervenção judicial

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O Ministério Público de São Paulo terá, nesta quarta-feira (19/8), mais um capítulo do processo que avalia uma possível intervenção judicial no Corinthians. A partir das 14h, representantes de seis torcidas organizadas irão à sede do órgão para pedir o avanço da medida. O ato ocorre na véspera do duelo contra o Rosario Central, pelas oitavas de final da Libertadores.

Gaviões da Fiel, Camisa 12, Pavilhão 9, Estopim da Fiel, Coringão Chopp e Fiel Macabra anunciaram a manifestação em conjunto. De acordo com as entidades, o encontro será “pacífico e simbólico”. Além disso, o objetivo é pedir que os órgãos responsáveis analisem a situação do clube e adotem as medidas necessárias.


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As torcidas também afirmaram que vão “requerer a imediata efetivação da intervenção judicial no clube”. Além disso, não está descartada uma reunião entre representantes das organizadas e lideranças do Ministério Público durante o ato.

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Intervenção judicial no Corinthians ganha apoio de organizadas com ato no Ministério Público – Foto: Reprodução de Video

As investigações no Corinthians

O MP-SP abriu, em dezembro de 2025, um inquérito civil para analisar a possibilidade de intervenção no Corinthians. Desde então, os promotores Luiz Ambra Neto e André Pascoal acompanham o caso. O processo começou após uma solicitação do promotor Cassio Roberto Conserino.

Conserino comandou as investigações sobre o uso de cartões corporativos do clube. O trabalho resultou no indiciamento dos ex-presidentes Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves. Agora, o promotor também apura uma nova denúncia.

Na última semana, Conserino abriu um Procedimento Investigatório Criminal para investigar um pagamento de R$ 586.987,65 à Bear Security Ltda. A empresa presta serviços de segurança particular para Osmar Stabile, atual presidente do Corinthians.

Segundo o MP-SP, a empresa teria atuado em situação considerada irregular em relação à Polícia Federal. Além disso, o documento relaciona o caso às investigações anteriores sobre os cartões corporativos.

“A situação é similar àquela dos cartões corporativos – já judicializada – pois o presidente da entidade desportiva está auferindo remuneração direta com o pagamento das despesas da empresa de segurança pelo clube.”, diz o documento.

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