Central do Timão
·14 de agosto de 2026
Osmar Stabile fala sobre pressão no Corinthians após torcedores protestarem em frente à sua residência

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O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, se pronunciou em meio ao aumento da pressão sobre sua gestão. Na madrugada desta sexta-feira (14), torcedores alvinegros realizaram um protesto em frente à residência do mandatário e colocaram faixas com cobranças relacionadas à situação política e administrativa do clube.
O episódio ocorre em um momento de desgaste da presidência com parte da torcida. Nos últimos dias, Osmar Stabile passou a ser ainda mais cobrado após o Corinthians anunciar que não renovaria o contrato de Memphis Depay. A decisão foi oficializada na última terça-feira (11) e, segundo o clube, foi tomada por razões ligadas à situação financeira da instituição.

Foto: Divulgação / Corinthians
Em uma das mensagens registradas no local, os manifestantes escreveram “Intervenção Judicial Já” e “Fora ratos”. Outras faixas exibiam as frases “Acabou a paz” e “MP ajuda a Fiel”.
Em meio às manifestações, Stabile afirmou que continua cumprindo normalmente sua rotina no Parque São Jorge e negou que esteja afastado do dia a dia do Corinthians. Em entrevista ao Blog do Nicola, no R7, o mandatário também explicou quais são as prioridades financeiras da administração neste momento.
“Estão dizendo que eu sumi, mas estou dando expediente normalmente no Parque São Jorge todos os dias. O que as pessoas precisam saber é que estou fazendo o que é o melhor para o Corinthians. Vamos resolver primeiro as pendências com o elenco para depois pagar os transfer bans.”
A declaração surge enquanto o clube ainda lida com diferentes obrigações financeiras. Embora os salários do elenco masculino estejam regularizados, o Corinthians possui pendências relacionadas a direitos de imagem, férias e premiações. Também existem valores em aberto no futebol feminino.
Paralelamente, o clube tenta solucionar punições que atualmente impedem o registro de novos jogadores. O Corinthians possui dois transfer bans aplicados pela Fifa e outro determinado pela CBF, relacionado a débitos tratados na Câmara Nacional de Resolução de Disputas. Os valores necessários para solucionar essas pendências ultrapassam R$ 20 milhões.
Protestos já vinham sendo articulados
A mobilização contra a administração de Osmar Stabile não começou após a definição envolvendo Memphis. A Gaviões da Fiel já havia intensificado as cobranças à diretoria e realizado encontros com o presidente para pedir mais transparência na condução do clube.
Alexandre Domenico, presidente da torcida organizada, também havia antecipado que novas manifestações seriam realizadas contra dirigentes e integrantes dos órgãos responsáveis pela fiscalização da administração corinthiana.
Outra iniciativa ganhou força nesta semana. O Movimento Libertação Já iniciou um abaixo-assinado que pede uma intervenção judicial no Corinthians e a saída de Stabile da presidência. A mobilização ocorre meses depois da campanha “Expulsão Já”, que reuniu mais de 50 mil assinaturas com o objetivo de retirar Andrés Sanchez, Duilio Monteiro Alves e Augusto Melo do quadro associativo.
A SAFiel também vem realizando cobranças públicas. O grupo apresentou uma proposta relacionada à administração do futebol do Corinthians e afirma não ter recebido retorno do presidente.
Cenário financeiro amplia cobranças
Além das decisões tomadas pela atual diretoria, a situação financeira do Corinthians permanece no centro das discussões. O balanço referente ao exercício de 2025 apontou um déficit de R$ 143,4 milhões, enquanto a dívida bruta do clube chegou a aproximadamente R$ 2,7 bilhões.
Esse cenário tem provocado reflexos em diferentes áreas do Parque São Jorge e é um dos argumentos utilizados por Stabile para defender maior controle dos gastos. A própria não renovação de Memphis foi justificada oficialmente pelo Corinthians pela necessidade de preservar a saúde financeira da instituição.
Nos últimos dias, a administração também passou a enfrentar investigações conduzidas pelo Ministério Público de São Paulo. Uma delas analisa o pagamento de R$ 676,6 mil à Mega Assessoria Operacional Ltda. por serviços de segurança. A empresa, segundo as informações divulgadas, não teria autorização da Polícia Federal para atuar na área.
Outra apuração envolve a utilização de R$ 586,9 mil dos cofres do clube para custear a segurança particular de Osmar Stabile por meio da Bear Security. Com as cobranças aumentando em diferentes frentes, a manifestação realizada em frente à residência do presidente se tornou mais um episódio da turbulência política vivida pelo Corinthians. Enquanto os torcedores intensificam a pressão, Stabile sustenta que segue trabalhando diariamente no clube e afirma que suas decisões têm como objetivo priorizar os interesses da instituição.
Confira abaixo as imagens do protesto realizado em frente à residência de Osmar Stabile:

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução
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