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·26 de agosto de 2026
OTIMISMO OU LOUCURA? Olten surpreende e diz que São Paulo pode arrecadar até R$ 4 bilhões no mercado: “Maior que o Flamengo”

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O São Paulo pode arrecadar até R$ 4 bilhões em valuation por meio de uma eventual abertura de capital no mercado financeiro.
A estimativa extremamente otimista foi apresentada por Olten Ayres de Abreu Junior, presidente do Conselho Deliberativo do clube, durante entrevista na ‘CNN‘. O dirigente defende a mudança no modelo de gestão como solução para eliminar o endividamento e reestruturar o futebol tricolor.
Segundo Olten, a instituição possui um valor de mercado estimado em R$ 4 bilhões a médio e longo prazo. Em uma operação inicial, ele projeta que a emissão primária de ações no valor de R$ 1 bilhão seria suficiente para quitar o passivo acumulado do clube e abrir margem para novos investimentos.
“Quatro bi. Eu acho que, assim, a médio prazo, não no primeiro lançamento, nós temos os primários e os secundários. O São Paulo, hoje, deve ter um valor em torno de quatro bi. E eu acho que, se nós conseguirmos, no lançamento primário, um bi, você limpa o São Paulo, joga o São Paulo em um grau de competitividade igual ou superior ao Flamengo. Porque o São Paulo tem marca, esse é o X da questão”, declarou Olten.
De acordo com o presidente do Conselho Deliberativo, o plano visa transformar a força da marca e o patrimônio imobiliário do clube — como o estádio do Morumbi e os dois centros de treinamento — em garantias sólidas para atrair investidores.
A eliminação da dívida permitiria redirecionar o fluxo de caixa para a montagem do elenco profissional e para a ampliação das receitas operacionais de marketing.
“Hoje, nós temos uma marca mal administrada. Nós temos um time, esportivamente, sem as condições que nós gostaríamos que ele tivesse. No momento em que eu faço uma redução da dívida significativa, e eu vou ter uma sobra de caixa para investir na parte esportiva do clube e melhorar o nível de marketing, e eu estou lastreado numa questão patrimonial que permite, que dê conforto ao investidor, dentro de todos esses cenários, eu tenho uma capacidade de alavancagem para vender para o meu investidor”, disse o dirigente.
Olten ainda posicionou-se contra a eventual venda do controle acionário do clube a um único investidor ou dono de Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Para o dirigente, a concentração de propriedade acarreta fragilidade administrativa e desconecta a instituição de sua comunidade de torcedores.
“Eu não acredito nesse modelo, e eu não acredito nesse modelo por algumas razões. A primeira razão é porque eu acho que esse é um modelo da instabilidade institucional”, afirmou.
Em alternativa ao controle por um único acionista majoritário, Olten defende a adoção de uma corporation, modelo caracterizado pela pulverização do capital social entre múltiplos acionistas e investidores no mercado financeiro, sem que um único detentor possua o domínio absoluto do controle votante.
“Já numa corporation, você tem a diluição do investidor. Então aí você vai ter o fundo de pensão do Banco do Brasil, você vai ter aquele senhor que assiste futebol todo dia, você vai ter uma série de players que possam vir a ser investidores de um clube chamado São Paulo”, argumentou o dirigente.
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