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·26 de agosto de 2026
URGENTE: Massis e aliados oficializam voto contrário à reforma estatutária no Conselho

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Conforme esperado, os cinco grupos políticos de apoio à gestão do presidente Harry Massis — Participação Tricolor, Legião Tricolor, Sempre Tricolor, Vanguarda Tricolor e Somos São Paulo — divulgaram uma nota oficial confirmando que votarão contra as propostas de alteração estatutária que serão apreciadas pelo Conselho Deliberativo do São Paulo a partir da noite desta quarta-feira (26).
A deliberação reafirma uma diretriz estabelecida desde outubro do ano passado de que mudanças de fundo no texto constitucional do clube não devem ser implementadas durante a vigência do atual mandato.
No texto divulgado, os aliados de Massis pontuam que “alterações dessa relevância não podem ser apresentadas e submetidas à votação sem prazo adequado para conhecimento, análise e debate pelos conselheiros”.
A nota ressalta ainda a preocupação com os impactos das medidas no ambiente institucional, frisando que “uma alteração estatutária dessa dimensão, em um momento em que não se tem clareza sobre os rumos que o Clube deve perseguir, tem muito mais chance de ampliar os conflitos do que de solucioná-los”.
Entre as objeções de mérito levantadas pelos grupos, destaca-se o alerta para o risco de enfraquecimento da representatividade dos associados. Os signatários expressam receio em relação às normas de transição, declarando.
“Preocupa-nos, em especial, que as disposições transitórias retomem a discussão sobre a separação societária do futebol com mecanismos que reduzem salvaguardas e enfraquecem o poder efetivo de decisão dos associados sobre uma mudança estrutural e potencialmente irreversível para o Clube”, aponta.
Apesar da rejeição ao texto atual, o manifesto faz questão de afastar rótulos de resistência conservadora pura e simples, salientando que “não se trata de disputa entre continuísmo e posições progressistas, mas de uma decisão que exige razão, análise e conhecimento prévio de suas consequências”.
Para concluir, os blocos aliados à presidência se comprometem a “construir uma reforma séria, técnica, transparente e com participação ampla” no início da próxima gestão, aproveitando os pontos positivos do projeto atual.
A deliberação no Conselho Deliberativo ocorre em um clima de forte ebulição política e instabilidade orçamentária. O início da apreciação das matérias foi postergado por dois encontros anteriores devido a divergências metodológicas e à solicitação de mais tempo de estudo.
Ao todo, o pacote engloba 54 propostas de alteração constitucional, que foram agrupadas em 12 blocos temáticos para apreciação individualizada, o que abre a possibilidade de aprovação parcial dos itens.
As discussões ganham traços dramáticos no contexto financeiro do clube. O São Paulo registrou um déficit de R$ 215 milhões no balanço do primeiro semestre, patamar que elevou a dívida consolidada do clube a um montante de R$ 1,1 bilhão.
Nos bastidores, o debate estatutário transformou-se em um cabo de guerra política entre a diretoria do clube e o presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu Júnior — apontado como o articulador de propostas que visam descentralizar e restringir os poderes da presidência executiva.
Em retaliação, aliados de Massis chegaram a envolver negociações de receitas operacionais, como a assinatura da carta de intenções com a operadora de ingressos Ticketmaster, usando a votação como instrumento de barganha em resposta a tentativas do Conselho de auditar o processo licitatório que renderia antecipação de R$ 140 milhões aos cofres do clube.
Paralelamente à reação da base aliada de Massis, torcidas organizadas do Tricolor, como a Independente e a Falange Tricolor, publicaram manifestos em oposição à reforma, argumentando que a prioridade imediata do clube deve ser a reorganização do departamento de futebol.
Entre os principais temas previstos para votação nos 12 blocos do Conselho, destacam-se:
Governança e Transparência Financeira: Regulamentação da transparência ativa, obrigando o clube a publicar balancetes financeiros trimestrais detalhados em seu site oficial.
Controle e Subordinação do Compliance: Reprojetamento do organograma de compliance, vinculando o setor diretamente ao Conselho Deliberativo, além de prever punições severas para dirigentes envolvidos em sonegação tributária, omissão de balanços ou uso indevido de recursos do clube.
Modelos de Transição e Sociedade Anônima do Futebol (SAF): Mecanismos e limites para eventuais processos de separação societária e constituição do futebol como empresa, preservando travas de aprovação para a venda do controle acionário do clube.
Planejamento Orçamentário e Travas Rígidas: Imposição de metas estratégicas de médio e longo prazo (para horizontes de três a cinco anos) para conter o avanço do endividamento desenfreado.
Caso qualquer um dos blocos receba parecer favorável dos conselheiros nesta sessão, a alteração estatutária correspondente ainda terá de passar pela validação final dos associados em Assembleia Geral.

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