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·29 de setembro de 2026

Palmeiras acumula déficit no ano, e a virada depende de Allan

Imagem do artigo:Palmeiras acumula déficit no ano, e a virada depende de Allan

O Palmeiras divulgou o balancete de agosto e fechou os oito primeiros meses de 2026 com déficit acumulado de R$ 196 milhões, num ano em que o orçamento previa superávit de R$ 73,6 milhões. Só em agosto, o rombo foi de R$ 39,6 milhões, contra um superávit previsto de R$ 51,7 milhões para o mês.

O número assusta menos quando se olha de onde vem a diferença. Ela está quase toda numa linha só: rendas diversas, a rubrica onde entram as vendas de jogadores. O clube orçou R$ 453,1 milhões para o ano e realizou R$ 136,9 milhões até agosto — um buraco de mais de R$ 300 milhões que não é prejuízo operacional, é calendário.


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136,9 R$ milhões

realizados em rendas diversas até agosto, de um orçamento anual de R$ 453,1 milhões — a rubrica onde entram as vendas de jogadores

Palmeiras

O que ainda não entrou na conta

A venda de Allan ao Manchester City, de R$ 240 milhões, não aparece no período. Quando for contabilizada, sozinha ela cobre boa parte da distância entre o orçado e o realizado nessa rubrica e muda o sinal do resultado acumulado.

É a mesma dinâmica que o clube vive desde que passou a depender de negociações grandes para fechar o ano no azul: o gasto é mensal e previsível, a receita de venda é pontual e chega quando a janela permite. Um balancete de meio de ano fotografa exatamente o pior momento dessa defasagem.

Onde o dinheiro entrou e saiu em agosto

As principais linhas de agosto de 2026

  1. 1 Rendas diversas R$ 32,6 milhões, a rubrica que inclui negociações de atletas
  2. 2 Direitos de transmissão R$ 22,2 milhões
  3. 3 Publicidade e patrocínio R$ 17,3 milhões
  4. 4 Plano sócio torcedor Avanti R$ 11,6 milhões
  5. 5 Pessoal e encargos R$ 42,8 milhões, a maior despesa do mês
  6. 6 Amortização de direitos de jogadores R$ 27,3 milhões
  7. 7 Baixa e gastos com venda de atleta R$ 15,3 milhões
  8. 8 Despesas gerais e administrativas R$ 15,1 milhões

No total, o mês teve R$ 99,8 milhões de receita realizada contra R$ 175,2 milhões previstos, e R$ 118,8 milhões de despesa realizada contra R$ 113,5 milhões previstos. Gastou-se um pouco mais do que o planejado e entrou pouco mais da metade do que se esperava.

O contexto que aperta o ano que vem

A leitura do balancete cai numa semana em que o clube também reorganiza o patrocínio máster depois do fim das bets e perdeu na Justiça uma ação de FGTS de mais de R$ 6 milhões. São ordens de grandeza diferentes, mas disputam o mesmo caixa.

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