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·28 de setembro de 2026
Palmeiras e mais nove clubes se reúnem e o caso das bets vai ao STF

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·28 de setembro de 2026

Os clubes paulistas fizeram uma reunião de emergência na sede da Federação Paulista de Futebol nesta segunda-feira para medir o rombo aberto pelo fim das apostas — e saíram de lá com a conta ainda em aberto. Enquanto discutiam como repor a receita, o setor de apostas levava a medida provisória ao Supremo Tribunal Federal, e o destino do patrocínio máster do Palmeiras passou a depender do ministro Luiz Fux.
Estiveram na mesa representantes de clubes das séries A e B: Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Santos, Red Bull Bragantino, Mirassol, Novorizontino, São Bernardo, Botafogo de Ribeirão Preto e Ponte Preta. O encontro terminou sem decisão sobre medidas concretas, com um pedido comum de diálogo com o governo federal e a expectativa de uma conversa com a CBF e o Ministério do Esporte nesta terça-feira.
O impacto somado de Palmeiras, São Paulo, Corinthians e Santos em contratos de patrocínio é estimado entre R$ 350 milhões e R$ 400 milhões. No caso alviverde, a Sportingbet paga R$ 100 milhões fixos por temporada, valor que pode chegar a R$ 170 milhões com os bônus atrelados a metas esportivas.
A preocupação maior, segundo o que se discutiu no encontro, está nos clubes de menor porte, que dependem proporcionalmente mais desse dinheiro e têm menos margem para substituí-lo. O Palmeiras é o quarto clube da Série A que mais perde em valores absolutos, mas está entre os menos expostos quando se olha a fatia da receita total.
Confirmado Atualizado 28/09/2026
A Medida Provisória 1.394/2026 foi publicada em 25 de setembro e já produz efeitos: novas contratações de publicidade e patrocínio de apostas estão proibidas desde então. O que segue em aberto é a permanência da regra — o Congresso Nacional tem 120 dias para analisá-la e o STF recebeu pedidos de suspensão, ainda sem decisão do relator.
A Associação Nacional de Jogos e Loterias e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável acionaram o STF para pedir a suspensão da medida até que o Congresso a analise ou a Corte julgue o mérito. As entidades sustentam que não houve urgência suficiente para justificar uma MP e apontam os prejuízos de interromper de uma vez um mercado que havia sido regulamentado.
O relator é o ministro Luiz Fux. Nesta segunda-feira, a Advocacia-Geral da União pediu um prazo de 72 horas para que a Presidência da República e a própria AGU se manifestem antes de qualquer análise dos pedidos. Na prática, a decisão que vale mais para o caixa dos clubes não sairá antes do fim desta semana.
O clube não parou para esperar. A diretoria já sonda substitutos para o espaço máster e trabalha com a hipótese de o dinheiro das apostas não voltar. No futebol feminino, a marca já caiu.
Do outro lado, há um detalhe contratual que pesa: acordos desse porte costumam prever o que acontece quando uma mudança de lei impede a atividade do patrocinador. É essa cláusula que vai definir se o Palmeiras recebe a parcela do período, devolve valores ou simplesmente encerra o contrato sem multa.







































