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·23 de setembro de 2026
Palmeiras liberou o recém-recuperado Maurício para defender o Paraguai

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Maurício é um dos oito jogadores do elenco que passam a Data FIFA fora, e o caso dele tem duas particularidades. A primeira é que o meia nasceu no Brasil e vai defender o Paraguai. A segunda é que ele voltou de uma tendinite no joelho direito há poucas semanas, e o clube liberou assim mesmo.
Não houve contestação. A leitura interna é a de que a inflamação era leve, não crônica, e já estava resolvida — ela o tirou de uma única partida, e ele voltou a jogar contra a LDU e contra o Grêmio antes da pausa.
Por naturalização. Maurício obteve a cidadania paraguaia em fevereiro deste ano e, sete meses depois, recebeu a primeira convocação de Gustavo Alfaro. No mesmo grupo estão Gustavo Gómez e Ramón Sosa, os dois paraguaios de nascimento do elenco.
Ele continua brasileiro para a CBF
A naturalização paraguaia não retira a nacionalidade brasileira nem muda a situação de Maurício nas competições nacionais: nascido no Brasil, ele não ocupa vaga de estrangeiro na súmula. O teto aprovado pela CBF, que cai de nove para cinco até 2030, não o alcança.
É o mesmo mecanismo, em sentido contrário, que pode abrir vagas no elenco alviverde daqui a alguns anos: passaporte muda a conta da súmula, não a qualidade do jogador.
O Paraguai joga duas vezes nos Estados Unidos: contra a Bolívia em 27 de setembro, no Audi Field, e contra a Colômbia em 2 de outubro, em Nova Jersey. É a segunda data que pesa, porque o Palmeiras volta a jogar em 8 de outubro, contra o Bahia.
Ceder oito jogadores numa pausa que deveria servir de descanso é o avesso do que o departamento de futebol queria. O clube chegou à Data FIFA com o departamento médico quase vazio e planejava usar as duas semanas para recuperar corpo antes de outubro, que tem semifinal de Libertadores, semifinal de Copa do Brasil e Brasileirão na mesma agenda.
No caso de Maurício, o cálculo foi outro: contestar a convocação de um jogador recuperado, na primeira chamada da vida dele por uma seleção, teria custo interno maior do que o risco físico.















