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·24 de setembro de 2026
Palmeiras quer segurar a joia da base por cinco anos, não três

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·24 de setembro de 2026

O Palmeiras levou à CBF uma proposta que mexe onde mais dói na formação: o prazo do primeiro contrato profissional. Hoje, o jogador que assina aos 16 anos fica preso ao clube por três temporadas. A ideia alviverde é que sejam cinco.
A conta é simples e explica o interesse. Com três anos, o vínculo expira aos 19. Com cinco, vai até os 21 — e é nessa faixa que o jogador formado aqui costuma valer o que o clube investiu nele.
Porque o calendário do mercado europeu não combina com ele. Aos 18 anos o atleta ganha autorização para atuar no exterior, e aí falta pouco para o fim do contrato assinado aos 16. O clube formador chega à mesa de negociação com prazo curto, que é a pior posição possível para quem precisa fixar preço.
O Palmeiras conhece os dois lados da conta. Endrick e Estêvão saíram para a Europa ainda adolescentes, e em ambos os casos o clube negociou cedo justamente para não negociar com o relógio contra.
Eduardo Conceição tem 16 anos, contrato até janeiro de 2029 e multa rescisória fixada em 100 milhões de euros. A multa alta é a ferramenta que sobra hoje para compensar o prazo curto: como não dá para estender o vínculo, o clube encarece a saída.
100 milhões de euros
multa rescisória fixada no contrato de Eduardo Conceição, de 16 anos, válido até janeiro de 2029. Sem prazo maior, é a cláusula que segura a joia.
Só que multa não resolve tudo. Ela protege contra a saída barata, não contra a saída precoce — o comprador que puder pagar leva o jogador aos 18, e o clube perde os anos em que ele jogaria aqui.
O que muda, se a CBF aceitar
Hoje o primeiro contrato profissional assinado aos 16 anos dura no máximo três temporadas e termina por volta dos 19. A proposta do Palmeiras amplia esse teto para cinco temporadas, levando o vínculo até perto dos 21. A regra vale para todos os clubes formadores, não só para o alviverde.
É a segunda discussão da semana que toca diretamente na formação. A outra veio de fora: um sindicato de atletas defende proibir estrangeiros nas categorias de base, o que atingiria os quatro garotos de 18 anos que o Palmeiras trouxe do exterior.
Juntas, as duas dão a medida do que está em jogo: quem pode entrar na Academia e por quanto tempo quem já está lá pode ser segurado. Para um clube que fez das Crias da Academia um ativo, nenhuma das duas é assunto lateral.







































