Jogada10
·08 de julho de 2026
Parlamentares europeus querem investigar Infantino pelo caso Balogun

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·08 de julho de 2026

A pressão sobre o presidente da Fifa, Gianni Infantino, aumentou nesta terça-feira (7). Um grupo de parlamentares do Parlamento Europeu iniciou uma mobilização para cobrar a abertura de uma investigação sobre a atuação do dirigente no caso que permitiu ao atacante Folarin Balogun defender os EUA nas oitavas de final da Copa do Mundo, mesmo após receber cartão vermelho.
A iniciativa surge poucos dias depois de vir à tona a informação de que o presidente americano Donald Trump teria feito contato direto com Infantino para solicitar a revisão da punição aplicada ao jogador. A revelação, assim, amplia as suspeitas de interferência política em uma decisão disciplinar da entidade máxima do futebol.
O irlandês Barry Andrews, a holandesa Lara Wolters e o dinamarquês Niels Fuglsang lideram o movimento. Em nota conjunta, eles afirmam que a mudança no entendimento sobre a suspensão comprometeu a credibilidade da competição. Até o momento, 35 integrantes do Parlamento Europeu assinaram o pedido de investigação.
“Alterar a regra sobre suspensões por cartão vermelho durante o torneio é uma vergonha e uma perversão da justiça. Mais uma vez vimos Infantino e a Fifa se renderem às exigências da administração Trump”, diz um trecho da carta.
“A beleza do esporte está no fato de ele ser baseado em regras imparciais e transparentes. Quando Infantino permite que a pressão política determine quem pode jogar, esse senso de justiça desaparece”, finaliza o comunicado.

Gianni Infantino e Donald Trump: relação próxima durante a Copa do Mundo – Foto: Daniel Torok / White House
Na semana passada, 50 integrantes do Parlamento Europeu enviaram uma carta à Fifa pedindo que o Comitê de Ética da entidade investigue a atuação de Infantino por conceder ao presidente americano Donald Trump o Prêmio da Paz, em dezembro de 2025, durante a cerimônia do sorteio da Copa do Mundo 2026, em Washington.
No documento, inclusive, os eurodeputados defendem que a Fifa esclareça os critérios adotados para conceder a honraria e avalie se Infantino desrespeitou as normas internas da entidade. Segundo eles, a apuração, portanto, serviria para demonstrar que a organização aplica seus princípios de transparência, responsabilidade e neutralidade política de forma efetiva.







































