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Central do Timão

·24 de setembro de 2026

PF vai até o Parque São Jorge e solicita contratos de empresa de segurança que gerou denúncia contra presidente do Corinthians

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  1. Por Henrique Vigliotti e Fabio Luigi / Redação da Central do Timão

Na tarde desta quinta-feira (25), a Polícia Federal foi até o Parque São Jorge, sede social do Corinthians localizado no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo, para solicitar os contratos referentes à empresa de segurança Bear Security, contratada pelo presidente do clube, Osmar Stabile, para serviços de segurança particular, que acabou gerando uma denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). A informação foi publicada inicialmente pela TMC Esporte e confirmada pela Central do Timão.

A reportagem da Central do Timão entrou em contato com o Corinthians, que afirmou que houve a verificação da documentação e que esta está regularizada. Com isso, a empresa pode seguir prestando serviços ao Alvinegro. Segundo a TMC, o promotor do MP-SP, Cassio Conserino, enviou o caso para Brasília e, desta forma, a Polícia Federal está investigado os fatos com sua apuração própria.


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Foto: José Manoel Idalgo/Agência Corinthians

A Bear Security, vale lembrar, não tinha autorização e certificação necessária da Polícia Federal para atuar no ramo em questão. Caso a Justiça acate a denúncia do Ministério Público (MP-SP), Osmar Stabile passa a se tornar réu no caso. Além da abertura de um processo criminal, o Ministério Público apresentou à Justiça uma série de pedidos de medidas cautelares contra Stabile, entre eles o afastamento da presidência do Corinthians.

Até o momento, porém, os requerimentos fazem parte da denúncia e ainda dependem de decisão judicial.  O documento também solicita medidas patrimoniais que, somadas, chegam a aproximadamente R$ 1,26 milhão, considerando os valores apontados pelo MP para ressarcimento e reparação ao Corinthians.

MP aponta pagamentos superiores a R$ 721 mil

De acordo com a denúncia, à qual o Meu Timão afirma ter tido acesso, o Ministério Público sustenta que R$ 721.194,66 dos cofres alvinegros foram destinados à Bear Security em 16 pagamentos realizados entre julho de 2025 e agosto de 2026. As parcelas teriam variado entre aproximadamente R$ 33 mil e R$ 65 mil. A acusação entende que os serviços contratados teriam atendido interesses pessoais de Stabile e, por isso, enquadra o caso como uma possível apropriação indevida de recursos pertencentes ao Corinthians.

A investigação também levanta questionamentos sobre a forma como a relação entre clube e empresa foi estabelecida. Segundo o documento, o acordo teria funcionado verbalmente durante os primeiros meses e somente em março de 2026 teria sido formalizado por contrato, após autorização da área de compliance.

Outro ponto citado pelo Ministério Público diz respeito às regras internas para contratações. A denúncia afirma que não teria ocorrido a cotação de diferentes orçamentos prevista pelas normas estatutárias do clube. Ainda conforme a acusação, a Bear Security foi fundada em janeiro de 2025. Informações reunidas durante a investigação também são utilizadas pelo MP para sustentar que as notas fiscais emitidas pela empresa teriam sido destinadas de maneira sequencial ao Corinthians.

Ministério Público pede afastamento de Stabile

Apesar de considerar a prisão preventiva uma medida extrema, o Ministério Público solicitou outras restrições enquanto o caso é analisado. Entre os pedidos apresentados à Justiça estão o afastamento cautelar de Osmar Stabile de suas funções associativas e da representação institucional do Corinthians, além da proibição de frequentar as dependências do clube e de manter contato com testemunhas e dirigentes envolvidos no caso.

A denúncia também pede que o presidente seja impedido de deixar o Brasil sem autorização judicial e que viagens dentro do país superiores a oito dias dependam de autorização. O argumento apresentado pelo MP para as medidas é de que a permanência de Stabile em suas funções poderia representar risco de repetição das supostas condutas ou interferência na apuração.

Novamente, nenhuma dessas solicitações representa, por si só, o afastamento imediato do presidente. Cabe à Justiça analisar os pedidos apresentados pelo Ministério Público.

MP solicita ressarcimento e reparação ao Corinthians

Na parte financeira, a denúncia pede o ressarcimento de R$ 721.194,66, montante que corresponderia aos recursos supostamente retirados dos cofres do Corinthians no episódio envolvendo a Bear Security. Além disso, o Ministério Público solicita uma reparação de aproximadamente R$ 540,9 mil por danos causados ao clube. Somados, os pedidos financeiros ficam próximos de R$ 1,26 milhão.

O MP também requer o prosseguimento da ação penal, com a citação de Osmar Stabile e a realização das oitivas das testemunhas relacionadas à investigação. A apresentação da denúncia abre uma nova frente jurídica envolvendo a atual administração do Corinthians. Neste momento, as acusações representam a versão sustentada pelo Ministério Público e ainda serão submetidas à análise da Justiça, sem condenação ou decisão definitiva contra Osmar Stabile.

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