Central do Timão
·08 de janeiro de 2026
Presidente do Conselho responde SAFIEL com ressalvas sobre oferta de auxílio ao Corinthians

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·08 de janeiro de 2026

Na terça-feira (6), os idealizadores do projeto SAFIEL, que pretende constituir uma SAF para administrar o futebol do Corinthians a partir de um aporte de pelo menos R$ 1,6 bilhão em ações, encaminharam a dirigentes do clube um aditivo ao memorando de entendimento apresentado em outubro de 2025, com uma oferta de repasse de recursos para levantar o transfer ban imposto pela FIFA ao Alvinegro e quitar a dívida com a Caixa pela construção da Neo Química Arena.
A promessa é de que tais recursos seriam transferidos por meio de um empréstimo e um adiantamento, mediante condições prévias a serem assumidas pelo Corinthians. O empréstimo, a fim de sanar o transfer ban, ocorreria após a assinatura do memorando de entendimento. Já o adiantamento, a fim de quitar a dívida com a Caixa, seria feito apenas após tal assinatura mais a realização de auditoria no clube e a aprovação da constituição da SAF pelos órgãos internos do clube.

Foto: Reprodução/Corinthians
A Central do Timão apurou que o grupo já obteve pelo menos uma resposta à oferta. Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo (CD) e um dos quatro destinatários do e-mail pelo qual o aditivo foi apresentado, encaminhou à SAFIEL uma manifestação com suas impressões sobre os termos da proposta, elencando alguns pontos que foram analisados com ressalvas.
Uma das questões levantadas, segundo a apuração, foi uma suposta contradição entre a oferta de “aporte imediato” frente às condições estabelecidas para que este aporte ocorresse, com foco na oferta de adiantamento para quitação da dívida corinthiana junto à Caixa. O argumento seria de que, ao condicionar o repasse dos valores à realização de auditoria e aprovação da SAF nos órgãos internos, o aporte não seria imediato, devido ao tempo de cumprimento das condições, ambas consideradas complexas.
É importante contextualizar, em relação a este tópico, que embora tenham surgido rumores, sobretudo entre torcedores nas redes sociais, de que a oferta incluiria um prazo de seis meses para repassar os valores relativos à quitação da dívida com a Caixa, o documento formal com os termos da proposta não contém qualquer prazo neste sentido. Pelo contrário: este aporte está previsto no item 4, que de fato trata de “repasses imediatos” em sua introdução.
Ainda sobre este tema, também foi ressalvado o fato de que o memorando não exige apenas a constituição de uma SAF, mas também a efetiva celebração da sociedade entre Corinthians e SAFIEL dentro da nova estrutura administrativa, em um contexto no qual o estatuto do clube não prevê um rito de análise e aprovação deste tema, já que o documento não foi atualizado para se adequar à Lei da SAF (14.193/2021).
Vale lembrar que este contexto já havia sido objeto de manifestação dos idealizadores da SAFIEL durante audiência pública no Parque São Jorge, em dezembro, que tratou do tema. Na ocasião, o grupo apoiou a adequação do estatuto para que houvesse a inclusão de um rito próprio para conduzir os debates internos sobre o tema, chegando a apresentar uma proposta de emenda para suprir esta lacuna.
Outro trecho da resposta, conforme apurado, demonstra preocupação com a magnitude das obrigações impostas ao Corinthians para ser beneficiário dos aportes, apontando uma suposta desproporcionalidade entre estas obrigações e os riscos que o clube corre, atualmente, em decorrência dos problemas apontados no memorando – o transfer ban e a dívida com a Caixa.
Além disso, também foi mencionada a falta de detalhes sobre como se dariam os aportes, pois o memorando não indicou questões como prazos de pagamento, que garantias seriam exigidas, que taxas seriam cobradas, e outras questões sobre os termos a partir dos quais os repasses ocorreriam, para além das condicionantes já explicadas. A interpretação é de que esta lacuna de informações traz insegurança jurídica e compromete diretamente a capacidade do clube de analisar a oferta de maneira objetiva.
A Central do Timão também apurou que o presidente Osmar Stabile ainda não se manifestou oficialmente sobre a oferta da SAFIEL. Internamente, o mandatário alvinegro recebeu conselhos de aliados para que encaminhe os termos do aditivo para análise do departamento de compliance, assim como foi feito com o memorando de entendimentos em outubro. Não foi possível confirmar, no entanto, se a sugestão foi seguida.
O silêncio de Stabile sobre o assunto é visto como um dos pontos centrais da falta de gestos institucionais do Corinthians em relação às abordagens da SAFIEL, segundo apurado. Internamente, a interpretação é de que um início de debate sobre constituição de SAF no Corinthians cabe exclusivamente à presidência, por ser um ato de gestão. Este seria um dos motivos, inclusive, pelos quais Tuma não constituiu comissão exclusiva para debater o tema no Parque São Jorge.
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