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·26 de março de 2026

Pressão sobre Massis cresce e Conselho pode reprovar balanço pela primeira vez na história do São Paulo

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Iniciada na última quarta-feira (25) e com duração até o fim desta tarde, a votação do balanço de 2025 no São Paulo extrapolou a análise contábil e passou a ser tratada como uma decisão com possíveis efeitos institucionais e financeiros.

A gestão de Harry Massis Júnior atuou pela aprovação das contas da administração anterior, comandada por Julio Casares, que renunciou ao cargo após ser afastado em janeiro.


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A articulação incluiu conversas intensas no Conselho Deliberativo, em meio a um ambiente politicamente tensionado.

À luz de novos fatos tornados públicos, como o sumiço de aproximadamente R$ 7 milhões dos cofres do clube, supostamente destinados a Casares e que cujos gastos não foram justificados, a pressão aumentou para a rejeição do balanço, inclusive por parte de desafetos do atual mandatário, como o presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu.

Segundo o portal ‘UOL‘, Olten bateu boca com Massis na última quarta e recomendou a aliados políticos que votem contra as contas, apesar delas terem sido fechadas por Casares, seu mais fiel escudeiro.

O cenário é preocupante para Massis, isso porque o otimismo da tarde de quarta não existe mais diante da mobilizaçãoque se cresceu para rejeitar as contas. Se confirmado o prognóstico, será a primeira vez na história que o Conselho tricolor reprova as contas apresentadas pelo presidente em exercício.

Do lado da situação, o principal argumento é de mercado: a rejeição poderia afetar a imagem institucional do clube, impactar seu rating de crédito e encarecer operações financeiras, como empréstimos para capital de giro ou captação de recursos.

Em um cenário já pressionado, qualquer sinal negativo poderia aumentar o custo do dinheiro e restringir ainda mais o acesso a crédito.

Questionado, o clube limitou-se a afirmar que “sempre procura as melhores opções do mercado para suas operações financeiras”.

A oposição, por sua vez, trabalha com leitura distinta. Parte dos conselheiros entende que a reprovação teria efeito prático limitado nesse campo, já que o clube enfrenta dificuldades históricas de financiamento e já opera com juros elevados.

Na avaliação desses interlocutores, os grandes bancos não têm o São Paulo como tomador prioritário por razões que vão além da aprovação formal de um balanço financeiro.

Além disso, a decisão do Conselho Deliberativo não certifica a correção dos números, até porque a grande maioria dos conselheiros não tem experiência para isso. Esse papel pertence ao Conselho Fiscal, que já deu sua avaliação: “Não obstante os relatórios apresentados não evidenciem irregularidades contábeis formais, subsistem preocupações relevantes quanto à execução orçamentária das despesas, que se verificou em desconformidade com os limites e parâmetros estabelecidos no orçamento aprovado.”

Nesse contexto, há quem veja, inclusive, potencial efeito positivo de uma rejeição nas circunstâncias atuais, como sinalização de um maior rigor interno. A leitura é de que o mercado poderia interpretar o movimento como indicativo de controle e cobrança, e não necessariamente como fragilidade adicional.

Também não há risco imediato de perda de benefícios fiscais, hipótese que só se configuraria em caso de reconhecimento formal de gestão temerária.

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