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·17 de setembro de 2026
Projeto a médio prazo convenceu Tite, que quer escapar do rebaixamento antes de pensar alto

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Tite concedeu entrevista coletiva no final da manhã desta quinta-feira como novo técnico do Botafogo. Sem trabalhar desde que deixou o Cruzeiro, Tite garantiu que o grande motivo de ter aceitado a proposta botafoguense foi a promessa de um trabalho a médio prazo, com contrato até o final de 2028.
"Eu estou muito feliz, alegre, motivado. O futebol faz parte da minha vida. Não vou entrar no detalhe dos últimos trabalhos... No Cruzeiro, em três meses, fomos campeões mineiros, ganhando do Atlético, trazendo uma série de jogos para jogar, inclusive o Otávio, goleiro. Não teve bom início de Brasileiro, porque não dá para ganhar tudo. No Flamengo fomos campeões cariocas, depois saímos na Libertadores. Mas são etapas profissionais, e cada clube tem seu próprio projeto e suas próprias decisões. Aqui, quero ter a possibilidade de agregar. Tomara que seja (um projeto) a médio prazo, mas futebol, a gente já sabe", disse o treinador.
Tite convidou Rodrigo Bellão para permanecer na comissão técnica, com o intuito de buscar sinergia com as divisões de base e ter ao lado alguém com maior conhecimento de clube. A dinâmica da comissão, inclusive, foi assunto na coletiva, com o questionamento da autonomia das decisões do técnico. Mas Tite foi categórico.
"Sempre, em todos os processos, a decisão é do técnico. Ela é intrasnferível e inegociável. O que tem é uma equipe de trabalho que te municia de informações. Por exemplo, o Bellão fez um primeiro tempo com uma plataforma, veio para o segundo de outra forma e, no transcurso, mudou. E a conversa era constante com o auxiliar. Isso faz parte do contexto, isso é trabalho de equipe", garantiu.
O mesmo contexto foi usado para explicar a dinâmica com a diretoria para a busca de contratações. Tite vai participar do processo, mas a decisão final será do clube.
"A autonomia não tem de técnico para contratação de qualquer atleta. Ela tem coparticipação, tabalho em equipe. Ela tem de ser boa para o Botafogo, não para mim. Tem de ser em forma conjunta, de forma estrutura. Muito fácil eu pedir fulano, ele não vem, e aí eu uso isso de escudo", afirmou.
Tite acompanhou de um camarote a vitória sobre o Grêmio, na quarta. Preferiu não abrir muitos diagnósticos sobre o que a equipe precisa melhorar, mas garantiu que o objetivo, na primeira fase de seu trabalho, é conseguir a pontuação necessária para escapar do rebaixamento.
" A grandeza do Botafogo te permite a ambição pela busca de títulos. O que há, também, é o momento em que todas as equipes que não atingiram uma pontuação suficiente para sairem de uma zona de perigo, elas vivem uma zona de embate. O Campeonato Brasileiro achatou, o nível dos clubes é parecido, exceção os dois da frente. Quem estava abaixo cresceu, ao ponto de encontrar resultados, como a Chapecoense, que tem vencido jogos contra equipes importantes. O primeiro momento é dessa pontuação (de escapar do rebaixamento). E depois é ambição, sim, (buscar) outras situações", projetou.
Tite ouviu a palavra "pragmatismo" e entendeu como um tom de crítica. Citou a seleção de 2018 como um estilo de jogo bonito, o Corinthians campeão brasileiro como uma equipe criativa, falou de diversas variações táticas ao longo da carreira e deixou claro: é ele quem vai se adaptar às características do elenco do Botafogo.
"A assinatura de um quadro não pode ser maior do que o próprio quadro. O que quero dizer: os protagonistas são os atletas. Eu tenho de me adaptar as características dos atletas. Quero uma equipe equilibrada, que saiba trabalhar em transição com posse ou em velocidade. Sem bola que possa compactar. A cara é do Botafogo, não é a minha cara".















